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Justiça mantém Milton Leite preso em investigação sobre PCC e ônibus

Ex-vereador é investigado na Operação Vectura Corrupta, que apura suspeitas de infiltração do PCC no transporte público; defesa nega envolvimento e afirma que ele é inocente

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Justiça mantém Milton Leite preso em investigação sobre PCC e ônibus Créditos: Divulgação

A Justiça de São Paulo manteve preso o ex-vereador Milton Leite (União Brasil) após audiência de custódia realizada neste sábado (19). Ele havia se apresentado à polícia na sexta-feira (18), em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, após ser alvo de um mandado de prisão temporária.

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), não foram identificadas irregularidades no cumprimento da ordem judicial. Com isso, Milton Leite permanece preso.

Após a audiência, o ex-vereador foi levado a um hospital para atendimento médico. Ele apresentou sintomas de pressão alta durante o período em que estava sob custódia e recebeu atendimento. Depois da alta, retornou à cadeia pública de Mogi das Cruzes, onde segue preso.

Milton Leite é investigado na Operação Vectura Corrupta, realizada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil. A investigação apura suspeitas de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas de transporte coletivo e no poder público de São Paulo.

O que diz a investigação

De acordo com a Polícia Civil e o Ministério Público, a operação investiga suspeitas de que empresas de ônibus que prestam serviço de transporte coletivo tenham passado a ser controladas ou influenciadas por integrantes do PCC após vencerem licitações.

As apurações também envolvem suspeitas de corrupção de agentes públicos, lavagem de dinheiro, fraude em contratos e possível financiamento de campanhas eleitorais.

Milton Leite aparece entre os investigados. Segundo as informações apresentadas no pedido de prisão, o nome dele foi citado em um áudio encontrado em um celular apreendido e em depoimentos de policiais prestados à Corregedoria da Polícia Militar.

A defesa sustenta que não há outras provas que relacionem o ex-vereador diretamente ao esquema, como pagamentos ou vínculos societários com as empresas ou pessoas investigadas.

A investigação também apura suspeitas relacionadas ao financiamento de campanhas nas eleições municipais de 2024 e à atual disputa eleitoral.

Milton Leite nega as acusações

O ex-vereador afirma ser inocente e diz que terá a oportunidade de provar que não participou das irregularidades investigadas.

O advogado Aloísio Lacerda Medeiros também nega qualquer envolvimento de Milton Leite com os fatos apurados.

Milton não havia sido localizado em sua residência na zona sul de São Paulo na manhã de quinta-feira (17), quando a polícia cumpriu o mandado de prisão. Por isso, passou a ser considerado foragido.

Naquele mesmo dia, ele afirmou à imprensa que era inocente e que se apresentaria à Justiça no prazo de 24 horas.

Na sexta-feira (18), cerca de 38 horas depois das primeiras declarações, Milton Leite se apresentou à polícia em Mogi das Cruzes.

Operação Vectura Corrupta

A Operação Vectura Corrupta foi deflagrada na quinta-feira (17) pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo. Ao todo, foram expedidos 16 mandados de prisão temporária e 18 mandados de busca e apreensão.

As ordens judiciais foram cumpridas em São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão.

A investigação aponta suspeitas de infiltração do PCC no setor de transporte coletivo e de relações entre integrantes da facção, empresários e agentes públicos. O caso ainda está em fase de investigação e não há condenação contra Milton Leite.

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