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Escola Copel de eletricistas forma equipes para reforçar atendimento no Oeste

Segunda turma tem 147 profissionais em treinamento e integra estratégia de ampliação das equipes próprias em regiões de forte produção agropecuária

Por Gazeta do Paraná

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Escola Copel de eletricistas forma equipes para reforçar atendimento no Oeste Créditos: AEN

A expansão e a modernização do agronegócio têm aumentado também uma necessidade que vai além da construção de redes e da instalação de novos equipamentos: ter profissionais disponíveis para chegar rapidamente ao campo quando ocorre um problema no fornecimento de energia. É nesse cenário que a Copel iniciou uma nova etapa da Escola Copel de Eletricistas, desta vez com formação direcionada também ao reforço das equipes que atuarão no Copel Agro.

A segunda turma em capacitação conta com 147 profissionais, como parte da estratégia de ampliar as equipes próprias da companhia. A formação é direcionada principalmente às regiões Oeste, Sudoeste e Noroeste, onde há forte presença das cadeias produtivas rurais. No Oeste, Cascavel está entre as principais bases, ao lado das cidades de Medianeira e Marechal Cândido Rondon.

Segundo o superintendente de Linhas de Alta Tensão da Copel, Luciano Bento Dantas, a decisão de ampliar os quadros próprios está relacionada à necessidade de aumentar a disponibilidade de mão de obra e garantir maior segurança operacional. A companhia continuará utilizando equipes terceirizadas, mas pretende reforçar a presença de profissionais próprios, no primeiro atendimento às ocorrências.

“A população tem uma relação de confiança com os profissionais da Copel. E há uma demanda para que o copeliano volte a fazer o primeiro atendimento”, afirmou Dantas.

 

Formação prática

O treinamento dura aproximadamente três meses e foi estruturado para reproduzir situações que os futuros eletricistas encontrarão no trabalho de campo. Cerca de 80% da formação é prática, realizada em estruturas com postes, redes e cabos semelhantes aos encontrados no sistema elétrico. “A gente tem vários postes, redes e cabos onde são realizados os treinamentos práticos”, explicou Dantas.

Os participantes não são apenas alunos em busca de uma futura oportunidade. Eles já ingressam contratados pela Copel, recebem salário durante o treinamento e, depois de concluída a formação, seguem para as equipes de campo.

A segurança ocupa papel central durante os três meses de preparação. De acordo com Dantas, os profissionais são treinados para reconhecer riscos e executar corretamente os procedimentos necessários em uma atividade que envolve exposição permanente ao sistema elétrico.

A atual edição de capacitação sucede uma primeira experiência da Escola e amplia o direcionamento dos profissionais para regiões consideradas estratégicas. A intenção é criar equipes mais próximas dos pontos em que existe maior demanda, reduzindo a necessidade de grandes deslocamentos para chegar às ocorrências.

Reforço no campo

É justamente nesse ponto que a Escola Copel de Eletricistas se alinha a outra frente de atendimento criada pela companhia: o Copel Agro, voltado a produtores rurais de atividades fortemente dependentes de energia.

O gerente executivo do Copel Agro, Marcelo Gonçalves, explicou que a companhia criou uma estrutura técnica exclusiva para analisar problemas de qualidade do fornecimento, identificar situações que precisam de manutenção preventiva ou obras e direcionar esforços para evitar novas ocorrências.

Esse trabalho também levou à necessidade de colocar mais profissionais em campo. Segundo Marcelo, 32 novas equipes próprias haviam iniciado as atividades naquela semana e outras 48 estavam previstas para entrar até o início de dezembro.

O gerente do Copel Agro explica que o planejamento envolve um aporte total de 100 equipes, com eletricistas da própria Copel sendo treinados para atender especialmente o público rural.

A distância é um outro desafio no campo. Muitas propriedades estão longe dos grandes centros e em regiões de acesso mais difícil, o que pode aumentar o tempo necessário para uma equipe chegar ao local durante uma emergência. “Às vezes,pela distância do centro urbano, leva mais tempo para atender a ocorrências. Por isso, a importância de aproximar as equipes”, explicou Marcelo.

Luciano Dantas aponta a mesma lógica ao explicar a distribuição dos novos profissionais. No caso do Copel Agro, a estratégia é posicionar equipes mais próximas dos clientes para ampliar a capilaridade do atendimento. “Quando a gente fala do agro, a gente quer colocar essas equipes próximas a esses clientes”, afirmou.

A atuação não se restringe às emergências. A intenção, segundo Dantas, é também realizar trabalhos preventivos para reduzir a ocorrência de problemas e, quando uma interrupção for inevitável, diminuir o tempo necessário para restabelecer o fornecimento.

 

Demanda crescente

A estratégia ganha peso em regiões como o Oeste, onde atividades como avicultura, suinocultura e piscicultura utilizam sistemas cada vez mais automatizados e dependentes de eletricidade.

Marcelo define essas cadeias como “eletrointensivas”. Segundo ele, produtores de leite, suínos, aves e peixes estão entre os grupos que necessitam de fornecimento constante e que passaram a receber tratamento específico dentro do Copel Agro.

A ampliação do número de eletricistas, portanto, não ocorre isoladamente. Ela acompanha uma estratégia que combina reforço das equipes, manutenção preventiva, obras e atendimento especializado para regiões nas quais uma interrupção pode afetar diretamente a produção.

 

Novas turmas

A formação de eletricistas não deve terminar com a atual edição. A Copel dimensionou a quantidade de equipes necessárias para atender os 399 municípios do Paraná e, segundo Luciano Dantas, novas turmas provavelmente serão necessárias nos próximos anos para manter os quadros.

Parte dessa necessidade decorre da própria movimentação profissional dentro da companhia. Eletricistas deixam a função, enquanto outros avançam na carreira e passam a ocupar posições técnicas ou de engenharia.

A Escola Copel de Eletricistas acaba funcionando também como porta de entrada para outras funções. Dantas relata que há profissionais que começam como eletricistas e, com formação e experiência, avançam para outros postos dentro da empresa.

Para quem pretende participar de futuras seleções, as oportunidades são divulgadas pelos canais da Copel, LinkedIn e agências de emprego. Experiência prévia no setor elétrico não é necessariamente uma exigência: segundo Dantas, boa parte dos selecionados ingressa como profissional júnior e recebe a formação desde o início.

A nova turma mostra, assim, uma das faces menos visíveis dos investimentos na infraestrutura elétrica. Além de ampliar e modernizar a rede, a companhia precisa formar profissionais e distribuí-los pelo território. No Oeste, onde a produção rural está cada vez mais dependente de energia, a distância entre uma equipe e uma propriedade pode ser tão importante quanto a própria infraestrutura disponível.

 

Créditos: Redação Acesse nosso canal no WhatsApp