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Eleições 2026: entenda quem são os suplentes de senador e quando eles assumem o mandato

Eleitores escolherão dois senadores em 2026 e, junto com cada candidato, também elegerão dois suplentes, que podem assumir o mandato em diferentes situações previstas na legislação

Eleições 2026: entenda quem são os suplentes de senador e quando eles assumem o mandato Créditos: Rubens Cavallari/Folhapress

As eleições de 2026 terão uma particularidade que pode surpreender muitos eleitores. Neste ano, cada estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores, em vez de apenas um. Além disso, cada candidato disputa a eleição acompanhado por dois suplentes, que podem assumir a vaga caso o titular deixe o cargo.

Na prática, o eleitor fará dois votos para o Senado. Ao escolher um candidato, também estará elegendo automaticamente o primeiro e o segundo suplente que compõem a chapa.

Embora os suplentes apareçam com menos destaque durante a campanha, a legislação determina que seus nomes sejam divulgados nas propagandas eleitorais.

Quando o suplente assume o mandato?

Os suplentes podem assumir o cargo sempre que o senador eleito se afastar temporária ou definitivamente.

Entre as situações previstas estão a nomeação para cargos como ministro de Estado, governador, prefeito ou embaixador, além de licenças superiores a 120 dias para tratamento de saúde ou outros motivos autorizados.

Nos casos de renúncia, morte ou perda do mandato por decisão da Justiça Eleitoral, a substituição passa a ser definitiva.

A vaga é ocupada inicialmente pelo primeiro suplente. O segundo suplente somente assume se o primeiro estiver impedido de exercer o mandato por qualquer motivo previsto em lei.

Quando assume a cadeira no Senado, o suplente passa a exercer exatamente as mesmas funções, direitos e deveres de um senador eleito.

Quem pode ser suplente?

Os requisitos para ser suplente são os mesmos exigidos para disputar uma vaga de senador.

O candidato deve ser brasileiro, ter no mínimo 35 anos de idade, ser alfabetizado, estar filiado a um partido político e não se enquadrar nas hipóteses de inelegibilidade previstas na Lei da Ficha Limpa.

Chapas serão definidas nas convenções

Os candidatos ao Senado e seus respectivos suplentes serão oficializados durante as convenções partidárias, que acontecem entre os dias 20 de julho e 5 de agosto.

Cada partido ou federação registra uma chapa composta por um candidato titular e dois suplentes. Após o registro na Justiça Eleitoral, essa composição permanece a mesma durante todo o mandato, caso a chapa seja eleita.

Diferença para deputados

O modelo adotado para o Senado é diferente do utilizado nas eleições para deputado federal e deputado estadual.

Nessas disputas, não existem suplentes previamente indicados. Caso um parlamentar deixe o cargo, a vaga é preenchida pelo candidato do mesmo partido ou federação que não foi eleito, mas obteve a maior votação entre os não eleitos.

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