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El Niño preocupa agro com risco de atrasar plantio e reduzir produção no Brasil

Fenômeno climático pode afetar lavouras de soja, milho, trigo, café e até a pecuária, pressionando custos e preços dos alimentos

Por Gazeta do Paraná

El Niño preocupa agro com risco de atrasar plantio e reduzir produção no Brasil Créditos: José Fernando Ogura/AEN

A previsão de um El Niño de forte intensidade para os próximos meses acendeu um alerta no agronegócio brasileiro. Especialistas apontam que o fenômeno climático pode atrasar o plantio de grãos, reduzir a produtividade das lavouras e provocar impactos na pecuária, aumentando os desafios para o setor.

O El Niño é provocado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, alterando o regime de chuvas e as temperaturas em diferentes regiões do país. Segundo meteorologistas, há 81% de chance de o fenômeno atingir forte intensidade até o fim do ano.

Os reflexos variam conforme a região. No Centro-Oeste e parte do Sudeste, a irregularidade das chuvas pode comprometer o início do plantio da soja e reduzir a janela para o milho safrinha. Já no Norte e Nordeste, especialmente na região do Matopiba, o risco é de estiagens prolongadas. No Sul, o excesso de chuvas pode prejudicar culturas como trigo e arroz, além de aumentar o risco de enchentes.

Além das lavouras, a pecuária também pode sofrer os efeitos do clima. A redução das pastagens tende a elevar o uso de ração, justamente em um cenário em que milho e soja podem ficar mais caros caso ocorram perdas na produção. Isso pode refletir no custo de proteínas como carne de frango e bovina.

Os especialistas ressaltam que ainda é cedo para prever o tamanho das perdas, mas recomendam atenção ao comportamento do clima nas próximas semanas. O cenário se soma a outros fatores que já pressionam o setor, como os altos custos de produção e a elevação dos preços de fertilizantes e combustíveis.

Apesar da preocupação, a orientação é de cautela. Técnicos afirmam que o produtor deve manter o planejamento da safra e adotar boas práticas de manejo, já que a intensidade dos impactos dependerá da evolução do fenômeno ao longo dos próximos meses.

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