Eclipse solar cria “anel de fogo” no céu, mas Brasil terá de esperar até 2027 para ver fenômeno
A faixa de observação do eclipse anular estará concentrada principalmente na Antártida, com visibilidade parcial apenas em algumas regiões da África e do extremo sul da América do Sul
Por Gazeta do Paraná
Créditos: Getty
O primeiro eclipse solar de 2026 acontece nesta terça-feira (17) e traz um dos fenômenos mais impressionantes da astronomia: o chamado “anel de fogo”. O espetáculo ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, mas não cobre completamente a estrela, formando um círculo luminoso no céu.
Apesar do impacto visual, o fenômeno não poderá ser visto diretamente do Brasil. A faixa de observação do eclipse anular estará concentrada principalmente na Antártida, com visibilidade parcial apenas em algumas regiões da África e do extremo sul da América do Sul.
Horários do eclipse
O evento terá duração global de cerca de quatro horas, com momentos específicos definidos por observatórios internacionais. No horário de Brasília, o eclipse começa às 6h56, atinge o máximo por volta das 9h12 e termina às 11h27.
A fase mais aguardada — o anel luminoso ao redor da Lua — dura apenas cerca de dois minutos e vinte segundos para quem estiver na faixa central de observação.
Por que o “anel de fogo” acontece
O efeito ocorre porque a órbita da Lua é elíptica. Em determinados momentos, ela está mais distante da Terra, aparentando um tamanho menor do que o Sol. Isso impede a cobertura total da estrela e deixa um contorno brilhante ao redor do disco lunar.
Eclipses de 2026 e o calendário astronômico
O eclipse desta terça é apenas o primeiro de quatro previstos para o ano. Ainda em março haverá um eclipse lunar total visível nas Américas, enquanto agosto terá outro eclipse solar — este, porém, também fora do alcance direto do Brasil.
Quando será possível ver no Brasil
Para os brasileiros, a espera por um novo “anel de fogo” será curta. Um eclipse solar anular previsto para 6 de fevereiro de 2027 deve ser parcialmente visível em diversas regiões do país, aumentando as chances de observação local.
Cuidados ao observar eclipses
Especialistas alertam que nunca se deve olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada, já que a radiação pode causar danos permanentes à visão. O uso de filtros certificados ou métodos indiretos, como projeções, é essencial.
Mesmo sem visibilidade plena no Brasil, o eclipse desta terça reforça o fascínio que fenômenos astronômicos exercem no público — e antecipa um espetáculo que promete ganhar os céus brasileiros já no próximo ano.
Créditos: Redação
