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Dólar sobe no dia, mas fecha julho em queda; Bolsa avança e petróleo dispara

Mesmo com alta do dólar no último pregão, julho terminou com queda da moeda, recuperação da Bolsa brasileira e forte valorização do petróleo

Por Gazeta do Paraná

Dólar sobe no dia, mas fecha julho em queda; Bolsa avança e petróleo dispara Créditos: Valter Campanato/Agência Brasil

O mercado financeiro encerrou julho com movimentos distintos entre os principais ativos. O dólar registrou leve alta nesta sexta-feira (31), refletindo o aumento da aversão ao risco no cenário internacional, enquanto a Bolsa brasileira voltou a subir e o petróleo acumulou forte valorização impulsionado pelas tensões no Oriente Médio.

A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,069, alta de 0,13% no dia. Apesar do avanço na última sessão do mês, o dólar acumulou queda de 1,82% em julho e recua 7,73% no ano. A valorização da divisa foi influenciada pela busca dos investidores por ativos considerados mais seguros diante do agravamento do conflito entre Estados Unidos e Irã, além da expectativa de juros mais elevados nos Estados Unidos.

Na Bolsa de Valores, o Ibovespa encerrou o pregão aos 177.999 pontos, com alta de 0,47%. O índice acumulou valorização de 3,47% em julho, interrompendo uma sequência de quatro meses de perdas, e já sobe 10,47% em 2026.

O dia também foi marcado por um problema técnico na B3, que atrasou em mais de duas horas a abertura dos mercados de ações e juros. Segundo a bolsa, a falha ocorreu em um componente da infraestrutura tecnológica e não houve indícios de ataque cibernético. Apesar do contratempo, o episódio não alterou significativamente o comportamento dos ativos.

No mercado internacional, o petróleo foi o grande destaque do mês. O barril do Brent fechou a US$ 87,93, com alta de 1,21%, enquanto o WTI avançou 1,29%, para US$ 84,67. Em julho, as cotações dispararam 23,5% e 21,8%, respectivamente, impulsionadas pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e pelas incertezas sobre o transporte de petróleo no Estreito de Ormuz. O mercado também aguarda as decisões da Opep+ sobre os níveis de produção da commodity.

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