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Desaparecimento de primas no Paraná completa 105 dias sem respostas; principal suspeito segue foragido

Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida desapareceram após saírem de uma boate em Paranavaí; investigação da Polícia Civil aponta para duplo homicídio, mas corpos ainda não foram localizados

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Desaparecimento de primas no Paraná completa 105 dias sem respostas; principal suspeito segue foragido Créditos: Divulgação

O desaparecimento das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida completa 105 dias nesta sexta-feira (7) sem que a Polícia Civil do Paraná tenha esclarecido o que aconteceu com as duas jovens. As primas, ambas de 18 anos, foram vistas pela última vez na madrugada de 21 de abril, após saírem de uma boate em Paranavaí, no Noroeste do Estado.

Embora a principal linha de investigação aponte para um duplo homicídio, os corpos das jovens nunca foram encontrados e o principal suspeito do caso, Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, continua foragido.

Enquanto as investigações seguem, familiares convivem com a falta de respostas e mantêm a esperança de encontrar as jovens.

Mãe diz viver sem respostas

À RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, Maria da Penha Almeida, mãe de Letycia, afirmou que a família ainda não recebeu informações sobre o paradeiro das primas.

Ela conta que, além das jovens, nenhum dos pertences que elas carregavam naquela noite foi localizado.

"Não sabemos nada, gente. Ninguém fala nada, não acha nada, não acha um pertence", desabafou.

Mesmo diante da principal hipótese investigada pela polícia, Maria da Penha diz que não perdeu a esperança de reencontrar a filha com vida.

"Como mãe, eu tenho que ter fé em Deus e muita, muita, muita esperança de que ela esteja viva. Eu tenho que pensar assim."

A mãe também questiona o que aconteceu na noite do desaparecimento.

"O que aconteceu naquela noite, meu Deus? O que ele fez com elas naquela noite?"

Polícia segue sem divulgar novos detalhes

Procurada pela reportagem, a Polícia Civil informou que não há novidades sobre o caso.

Em nota, a corporação afirmou apenas que "segue as diligências para localizar o foragido e esclarecer o caso".

Até o momento, os investigadores não divulgaram detalhes sobre o destino das jovens após elas deixarem a boate, nem informações sobre provas e elementos reunidos durante a investigação.

O que se sabe sobre o caso

As investigações apontam que Letycia e Sttela saíram de Cianorte na noite de 20 de abril na companhia de Clayton Antonio da Silva Cruz, que utilizava o nome falso de "Davi".

Segundo depoimentos, apenas Letycia conhecia o homem e já havia saído com ele em outras ocasiões.

Uma amiga das primas relatou à polícia que Clayton havia convidado o grupo para uma festa em Porto Rico. Ela recusou o convite, mas Letycia e Sttela decidiram acompanhá-lo.

Imagens de câmeras de segurança registraram o trio deixando Cianorte em uma caminhonete preta. Pouco depois, o veículo foi filmado passando por Jussara, onde Sttela entrou rapidamente na casa da família para buscar uma mochila.

Na sequência, novas imagens mostram o grupo seguindo pela PR-323 em direção à região de Maringá.

Já na madrugada de 21 de abril, as jovens fizeram as últimas publicações nas redes sociais. Em uma delas, Sttela escreveu a frase: "Qual será o nosso destino KKKK".

O último registro conhecido ocorreu por volta da 1h10, quando Clayton, Letycia e Sttela foram filmados em uma boate de Paranavaí.

Depois disso, as jovens nunca mais foram vistas.

Investigação aponta que suspeito voltou sozinho

Durante as investigações, a Polícia Civil identificou que Clayton retornou sozinho para Cianorte entre os dias 22 e 23 de abril.

Segundo o delegado responsável pelo caso, ele já não utilizava a caminhonete vista nas imagens de segurança e deixou novamente a cidade utilizando uma motocicleta, sem levar o telefone celular.

A última conexão dele à internet ocorreu na manhã de 23 de abril.

Os investigadores também descobriram que havia registro de sua passagem por Maringá no dia 24 de abril.

Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil passou a trabalhar com a hipótese de duplo homicídio.

Suspeito continua foragido

Clayton Antonio da Silva Cruz teve a prisão temporária decretada pela Justiça em 29 de abril, mas nunca foi localizado.

Além de usar o nome falso "Davi", ele também é conhecido pelos apelidos de "Sagaz" e "Dog Dog".

Segundo a Polícia Civil, antes mesmo do desaparecimento das jovens, Clayton já possuía um mandado de prisão em aberto por um roubo cometido em 2023, em Apucarana.

A investigação também apontou que a caminhonete utilizada por ele era clonada.

Polícia pede ajuda da população

A Polícia Civil mantém as buscas pelo suspeito e orienta que qualquer informação sobre o paradeiro de Clayton Antonio da Silva Cruz ou das duas jovens seja repassada de forma anônima pelos telefones 181, 197 e 190 ou diretamente em qualquer delegacia de polícia

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