Deputado Professor Lemos cobra Sanepar e Copel por falhas no abastecimento de água e energia no Paraná
Parlamentar relata falta de água, problemas na qualidade do abastecimento e prejuízos causados por quedas e oscilações de energia em diversas regiões do estado
Créditos: Assessoria
O deputado estadual Professor Lemos (PT) cobrou, na tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), providências urgentes para solucionar falhas no abastecimento de água e na distribuição de energia elétrica em diversas cidades do estado.
Ao tratar da situação da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), o parlamentar citou a falta de água em bairros de Cascavel. “Desde ontem há falta de água no bairro Floresta, um dos maiores da cidade. É preciso restabelecer, com urgência, o abastecimento à população de Cascavel e de outros municípios que também estão reclamando”, afirmou.
O deputado também relatou problemas relacionados à qualidade da água em Tibagi. Segundo ele, moradores têm encaminhado reclamações sobre o abastecimento. “Recebi várias mensagens da população cobrando que a Sanepar corrija o que está errado lá em Tibagi, para oferecer água de qualidade”, declarou.
Em Ponta Grossa, conforme o parlamentar, a queixa também é recorrente. “Não é de agora a reclamação de que a água não chega com qualidade à população”, disse.
Para Professor Lemos, a situação exige resposta imediata da companhia. “Já é possível dimensionar o problema, que precisa de atuação urgente por parte da Sanepar para corrigir o que está errado e garantir água de qualidade à população”, reforçou.
No mesmo pronunciamento, o deputado também criticou o serviço prestado pela Copel. Segundo ele, quedas e oscilações frequentes no fornecimento de energia têm causado prejuízos a produtores rurais e famílias em diferentes regiões do Paraná.
“A perda de leite, de frangos e de peixes, como tilápias, ocorre porque a energia cai e demora a ser restabelecida. O prejuízo é muito grande”, destacou.
O parlamentar também alertou para danos provocados pelas oscilações no fornecimento, mesmo quando não há interrupção total da energia. “As variações causam prejuízos à indústria, à agroindústria e às famílias, porque os aparelhos elétricos sofrem com a instabilidade da rede”, afirmou.
Segundo ele, as reclamações relacionadas à energia elétrica têm aumentado nos últimos meses e atingem diferentes regiões do estado.
Comissão especial
Diante do cenário, Professor Lemos voltou a solicitar ao presidente da Alep, deputado Alexandre Curi (PSD), a instalação de uma comissão especial para acompanhar a prestação do serviço de energia elétrica no Paraná.
“Peço, mais uma vez, que seja atendido o requerimento aprovado por unanimidade para instituir uma comissão especial de acompanhamento dos serviços prestados pela Copel. Precisamos ouvir a população e fiscalizar de perto”, declarou.
Para o parlamentar, a iniciativa permitirá que a Assembleia contribua de forma efetiva para melhorar a qualidade dos serviços essenciais. “Queremos ajudar a população do Paraná e fazer com que a Copel ofereça energia de qualidade ao nosso povo”, concluiu.
Violência contra a mulher
Durante entrevista, o deputado também comentou os índices de violência contra a mulher no estado. Segundo ele, os dados são preocupantes e colocam o Paraná entre os estados com maior número de feminicídios no país.
“Infelizmente o Paraná ocupa hoje a quinta posição no ranking nacional de feminicídios. Isso acende um alerta e mostra que precisamos fazer muito mais para combater a violência contra a mulher”, afirmou.
O parlamentar destacou que seu mandato já apresentou mais de 20 projetos de lei relacionados ao tema, alguns já transformados em legislação estadual. Entre eles estão a lei que criou a Patrulha Maria da Penha, organizada pela Polícia Militar para prevenir e combater a violência doméstica, e o programa Maria da Penha Vai à Escola, voltado à educação de crianças e adolescentes para combater o machismo e promover a igualdade de gênero.
Professor Lemos também citou a aprovação recente de uma lei que institui um sistema integrado de informações sobre violência contra a mulher, reunindo dados de diferentes órgãos públicos, como saúde, segurança e educação.
“Precisamos integrar essas informações para agir de forma mais rápida e evitar que a violência evolua até o feminicídio”, explicou.
Outro projeto apresentado pelo deputado, que já passou pelas comissões temáticas da Assembleia, prevê o uso de tornozeleira eletrônica em agressores de mulheres como medida de monitoramento e prevenção de novos casos de violência.
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