Deltan diz que pode lançar esposa ou Paulo Martins ao Senado caso candidatura seja barrada
Ex-procurador da Lava Jato planeja colocar a advogada Fernanda Dallagnol ou o vice-prefeito de Curitiba na disputa para o Congresso se a Justiça Eleitoral impedir seu registro
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O ex-deputado federal e ex-procurador da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol (Novo), afirmou que poderá indicar outro nome para disputar uma vaga ao Senado pelo Paraná caso sua candidatura seja impedida pela Justiça Eleitoral nas eleições de 2026.
Durante entrevista ao podcast A Tia Pod, Dallagnol disse que as principais opções seriam sua esposa, a advogada Fernanda Dallagnol, ou o vice-prefeito de Curitiba, Paulo Martins (Novo).
"Se eles me tirarem antes da eleição, eu vou colocar no meu lugar ou o Paulo Martins ou a minha esposa. São duas possibilidades. Ou o Paulo Martins, que é alguém que eu gosto, bom, ponta firme, fantástico, ou a minha esposa. Ela não quer. Eu acho que não vou conseguir convencer ela, mas seria uma possibilidade simplesmente para dizer: o sistema não vai vencer", afirmou.
Apesar da declaração, Dallagnol disse acreditar que sua candidatura será validada pela Justiça Eleitoral.
"Eu parto do pressuposto de que confio que a Justiça Eleitoral vai validar minha candidatura", declarou.
Fernanda Dallagnol é advogada, empresária e atua como embaixadora do movimento Mulheres pelo Novo Paraná, ligado ao partido. Nas eleições municipais de 2024, ela chegou a ser cogitada para disputar a Prefeitura de Curitiba, a vice-prefeitura ou uma vaga na Câmara Municipal, mas acabou não concorrendo a nenhum cargo eletivo.
Situação eleitoral
Deltan Dallagnol teve o mandato de deputado federal cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em maio de 2023, poucos meses após assumir o cargo para o qual foi eleito em 2022.
Na ocasião, a Corte entendeu que o ex-procurador pediu exoneração do Ministério Público Federal (MPF) enquanto ainda respondia a procedimentos administrativos, o que, segundo os ministros, teria ocorrido para evitar eventual inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa.
Embora o TSE não tenha declarado expressamente a inelegibilidade de Dallagnol, especialistas apontam que sua candidatura poderá ser alvo de questionamentos por adversários durante o processo eleitoral.
Caso isso ocorra e a Justiça Eleitoral indefira o registro, o ex-deputado afirmou que pretende apoiar outro nome do Novo para representar o grupo político na disputa pelo Senado.
