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Defesa de Robinho pede ao STF retirada da classificação de crime hediondo da condenação por estupro

Advogados argumentam que a execução da pena no Brasil deve seguir exclusivamente os termos definidos pela Justiça italiana

Por Gazeta do Paraná

Defesa de Robinho pede ao STF retirada da classificação de crime hediondo da condenação por estupro Créditos: Reprodução/Youtube

A defesa do ex-jogador de futebol Robinho protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para retirar a classificação de crime hediondo da condenação por estupro que ele cumpre no Brasil. Os advogados sustentam que a aplicação da legislação brasileira sobre crimes hediondos representa um agravamento indevido da pena imposta pela Justiça italiana.

Robinho está preso desde março de 2024, após o STF autorizar o cumprimento, em território brasileiro, da pena de nove anos de prisão determinada pela Justiça da Itália. A condenação é relacionada ao estupro coletivo de uma mulher ocorrido em uma boate na cidade de Milão, em 2013.

Na petição apresentada ao STF, a defesa argumenta que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) extrapolou os limites da sentença estrangeira ao aplicar as consequências previstas na legislação brasileira para crimes hediondos. Segundo os advogados, a legislação italiana não possui classificação equivalente para o crime de estupro.

De acordo com o pedido, a execução da pena no Brasil deveria observar apenas os parâmetros estabelecidos pela decisão da Justiça italiana. A defesa afirma que o objetivo não é reduzir a punição aplicada ao ex-jogador, mas assegurar que a pena seja cumprida exatamente nos termos definidos no exterior.

Na manifestação encaminhada ao Supremo, os advogados afirmam que a tese apresentada não busca privilégio ou impunidade, mas a fidelidade ao conteúdo da condenação estrangeira.

O habeas corpus tramita no STF desde novembro do ano passado e está sob relatoria do ministro Luiz Fux. Até o momento, não há data definida para o julgamento do pedido.

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