CPI: Prorrogações iam ao gabinete apenas para assinatura, dizem ex-gestores

Comissão vai analisar se há necessidade de convocação de novas testemunhas

Por Gazeta do Paraná

CPI: Prorrogações iam ao gabinete apenas para assinatura, dizem ex-gestores Créditos: Assessoria/CMC

Nesta sexta-feira (29), a CPI que investiga a condução do processo de investigação de abuso sexual cometido dentro de um CMEI, ouviu quatro testemunhas que faziam parte da gestão Paranhos nas duas legislaturas do prefeito: Thiago Stefanello, Tales Riedi Guilherme, Laura Leite e Vanilce da Silva Pohl.

Thiago Stefanello, atual prefeito de Corbélia, foi chefe de gabinete do prefeito em 2022, secretário de saúde e também da Casa Civil. Como assessor direto do prefeito, Stefanello disse que as prorrogações de processos administrativos disciplinares chegavam ao gabinete apenas para serem assinadas, com o encaminhamento do secretário responsável. Segundo ele, não tinham conhecimento da natureza nem da gravidade dos fatos. Tales Riedi Guilherme, que também ocupou a função de chefe de gabinete e diretor do IPC, confirmou que os documentos chegavam apenas com o número do processo e a indicação da medida a ser tomada, por exemplo, prorrogação, demissão ou arquivamento do caso.

Laura Rossi Leite, atual presidente da Transitar e que no governo passado integrou a Procuradoria Jurídica e a Casa Civil, afirmou não conhecer detalhes do processo específico, mas que em todos os casos, se o prefeito não autorizar a prorrogação, o processo é extinto. A última testemunha a ser ouvida foi Vanilce da Silva Pohl, ex-secretária de Planejamento da gestão anterior e em outras seis gestões. Segundo ela, antes dos processos administrativos serem responsabilidade da Corregedoria, eram tocados pelo setor de Recursos Humanos com a sua recomendação de prioridade para casos que envolvessem a violação dos direitos das crianças. Vanilce também respondeu os vereadores sobre a possibilidade de afastar servidor durante o processo, para que não prejudique o andamento do caso ou coloque em risco outros envolvidos. “A lei municipal permitia à época o afastamento por 30 dias e outros 30, caso fosse necessário. De toda maneira, dado o teor da denúncia de assédio sexual, poderia ter sido sugerido o afastamento pelas autoridades responsáveis pela apuração”.

O presidente da CPI, Everton Guimarães, afirmou que a comissão vai analisar se há necessidade de convocação de novas testemunhas. Ele ainda esclareceu que os vereadores receberam a documentação completa dos casos da prefeitura de forma que será possível analisar com rigor todo o caso. Além de Everton, a CPI é formada pelos vereadores Hudson Moreschi, relator, Contador Mazutti, secretário, Valdecir Alcantara e Dr. Lauri, membros.

Assessoria de Imprensa/CMC

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