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Copa do Mundo: Grupo G tem favoritismo belga, Salah e potências continentais Créditos: Montagem/GP/Reprodução

Copa do Mundo: Grupo G tem favoritismo belga, Salah e potências continentais

Em processo de renovação, a Bélgica lidera a chave de olho no mata-mata; Egito aposta as fichas em Salah, enquanto Irã e Nova Zelândia buscam quebrar barreiras históricas

A Copa do Mundo de 2026 se aproxima e a Gazeta do Paraná segue sua série especial analisando grupo por grupo da maior edição da história do torneio. Desta vez, o foco está no Grupo G, uma chave que reúne uma tradicional potência europeia, uma das forças emergentes da África, a principal seleção da Ásia nos últimos anos e a dona absoluta da Oceania.

De um lado está a Bélgica, que tenta provar que ainda pode ser competitiva mesmo após o fim de sua famosa geração de ouro. Do outro, o Egito deposita suas esperanças nos pés de Mohamed Salah para voltar a fazer barulho em um Mundial. O Irã chega como uma das seleções mais dominantes do futebol asiático, enquanto a Nova Zelândia retorna à Copa após 16 anos de ausência sonhando em repetir as atuações históricas de 2010.

É um grupo que mistura tradição, experiência e objetivos muito diferentes. A Bélgica entra como favorita, mas Egito e Irã aparecem prontos para disputar a segunda vaga, enquanto os neozelandeses tentam aproveitar o novo formato da competição para sonhar com uma classificação inédita ao mata-mata.

A seguir, a Gazeta analisa o panorama geral da chave, os destaques de cada seleção, seus principais jogadores e o que esperar de cada equipe na Copa do Mundo de 2026.

Panorama geral

Se existe um grupo que parece desenhado para a disputa pela segunda vaga, é o Grupo G. A Bélgica chega como favorita natural da chave. É justamente aí que Egito e Irã enxergam uma oportunidade. Os egípcios contam com o maior jogador africano de sua geração, Mohamed Salah, e talvez apresentem o ataque mais perigoso do grupo depois da Bélgica. Já o Irã segue fazendo aquilo que sabe fazer melhor: competir. Os asiáticos disputam a quarta Copa consecutiva, dominam o continente há anos e raramente entregam jogos de graça para qualquer adversário.

A grande curiosidade da chave é observar qual estilo prevalecerá. O Egito aposta na velocidade e na qualidade técnica de Salah e Marmoush. O Irã costuma transformar partidas em duelos físicos e táticos, onde poucos adversários se sentem confortáveis. A Bélgica, por sua vez, ainda tenta encontrar o equilíbrio entre a experiência de Kevin De Bruyne e a juventude de nomes como Jérémy Doku e Charles De Ketelaere.

Correndo por fora aparece a Nova Zelândia. Convenhamos: no papel, os All Whites são os azarões do grupo. Mas o novo formato da Copa permite sonhar. Com três seleções avançando em muitos grupos, os neozelandeses podem chegar às rodadas finais ainda brigando por classificação, especialmente se repetirem a organização defensiva que marcou a campanha de 2010.

No fim das contas, o Grupo G parece menos desequilibrado do que muita gente imagina. 

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Bélgica: O fim da geração de ouro e o início de uma nova era

seleção belgaFoto: Getty Images

O caminho até a Copa

A Bélgica chega à Copa do Mundo de 2026 tentando provar que ainda pertence à elite do futebol mundial. Depois da frustrante eliminação ainda na fase de grupos do Mundial de 2022 e do encerramento gradual da chamada geração de ouro, os Diabos Vermelhos iniciaram um novo ciclo cercados por dúvidas.

A resposta veio dentro de campo. Nas Eliminatórias Europeias, os belgas garantiram a classificação de forma direta após terminarem na liderança de seu grupo. A equipe mostrou menos brilho do que em ciclos anteriores, mas compensou com regularidade e uma campanha sem grandes sustos.

O caminho começou com uma vitória importante sobre o País de Gales, principal concorrente da chave. Na sequência, a Bélgica confirmou o favoritismo diante dos demais adversários e construiu uma vantagem confortável na tabela ainda antes da reta final das eliminatórias.

Ao longo da campanha, o técnico Rudi Garcia acelerou a renovação do elenco. Jogadores como Jérémy Doku, Charles De Ketelaere, Loïs Openda e Zeno Debast ganharam cada vez mais espaço ao lado de lideranças remanescentes como Kevin De Bruyne e Romelu Lukaku.

A classificação foi confirmada com antecedência, sem a necessidade de recorrer à repescagem. Mais do que a vaga, o ciclo serviu para mostrar que a Bélgica tenta construir uma nova identidade depois do fim da geração que alcançou o terceiro lugar na Copa do Mundo de 2018.

O que esperar?

A Bélgica chega à Copa do Mundo de 2026 em um momento curioso. Pela primeira vez em muitos anos, os Diabos Vermelhos não aparecem entre os principais candidatos ao título. A geração que colocou o país entre as potências do futebol mundial envelheceu, perdeu peças importantes e deu lugar a um elenco menos badalado, mas ainda bastante competitivo.

Isso não significa que a Bélgica deva ser subestimada. Muito pelo contrário. O time segue contando com jogadores de alto nível e talvez tenha deixado para trás um problema que acompanhou a famosa geração de ouro: a pressão excessiva. Entre 2014 e 2022, o discurso era sempre o mesmo: aquela equipe precisava conquistar um grande título. Agora, a cobrança é menor.

A sensação é que a Bélgica perdeu talento em relação ao auge vivido na década passada, mas ganhou intensidade e renovação. Talvez não tenha mais o melhor elenco de sua história, porém continua reunindo jogadores suficientes para competir contra qualquer seleção.

O Mundial também ajudará a medir o verdadeiro tamanho desta nova geração. Se confirmar o favoritismo na fase de grupos, a Bélgica tem tudo para chegar ao mata-mata como uma equipe perigosa. Afinal, poucas seleções carregam tanta experiência acumulada em grandes torneios.

Convenhamos: seria surpresa ver os belgas levantarem a taça. Mas também seria um erro tratá-los como coadjuvantes. Entre as seleções que correm por fora na disputa pelo título, a Bélgica parece estar um degrau acima da maioria.

O craque
Kevin De Bruyne

A Bélgica já não possui o elenco estrelado que encantou o futebol mundial na última década, mas ainda conta com um jogador capaz de mudar qualquer partida. Aos 34 anos, Kevin De Bruyne chega à Copa do Mundo de 2026 como o cérebro da seleção e a principal referência técnica dos Diabos Vermelhos.

Pode haver atletas mais rápidos ou vivendo melhor momento físico, mas nenhum jogador belga influencia tanto o jogo quanto De Bruyne. Sua visão, qualidade no passe e capacidade de encontrar espaços onde poucos enxergam fazem dele um dos maiores meio-campistas de sua geração.

Os números ajudam a explicar sua importância. Com mais de 100 partidas pela seleção, De Bruyne acumula dezenas de gols e assistências, além de ter sido peça central na campanha que levou a Bélgica ao terceiro lugar da Copa do Mundo de 2018, o melhor resultado da história do país em Mundiais.

Mais do que os números, porém, pesa o contexto. Esta será, muito provavelmente, a última Copa do principal jogador da história recente da Bélgica.

Em um time que ainda busca uma nova identidade após o fim da geração de ouro, De Bruyne continua sendo o ponto de equilíbrio. Quando a Bélgica precisa controlar o ritmo de uma partida, encontrar um passe decisivo ou destravar uma defesa fechada, a bola normalmente passa pelos pés do camisa 7.

Convocados

Confira a lista de convocados do técnico Rudi Garcia.

Goleiros: Courtois (Real Madrid), Senne Lammens (Manchester United) e Mike Penders (Strasbourg).

Defensores: Timothy Castagne (Fulham), Zeno Debast (Sporting), Koni De Winter (Milan), Brandon Mechele (Club Brugge), Arthur Theate (Eintracht Frankfurt), Maxim De Cuyper (Brighton), Thomas Meunier (Lille), Nathan Ngoy (Lille) e Joaquin Seys (Club Brugge).

Meio-campistas: Kevin De Bruyne (Napoli), Amadou Onana (Aston Villa), Nicolas Raskin (Rangers), Youri Tielemans (Aston Villa), Hans Vanaken (Club Brugge) e Axel Witsel (Girona).

Atacantes: Charles De Ketelaere (Atalanta), Mathias Fernandez-Pardo (Lille), Jérémy Doku (Manchester City), Romelu Lukaku (Napoli), Alexis Saelemaekers (Milan), Leandro Trossard (Arsenal), Dodi Lukebakio (Benfica) e Diego Moreira (Strasbourg).


Egito: A última dança de Salah?

seleção egito

Foto: AFP

O caminho até a Copa

O Egito chega à Copa do Mundo de 2026 impulsionado por uma campanha sólida nas Eliminatórias Africanas e pelo desejo de voltar a ocupar espaço entre as principais seleções do continente. Depois de ficar fora do Mundial de 2022, os Faraós recolocaram o país no maior palco do futebol mundial e garantiram presença em sua quarta Copa da história.

A caminhada começou de forma convincente. Liderado por Mohamed Salah, o Egito assumiu rapidamente o controle de seu grupo e construiu a classificação apoiado em uma combinação que marcou toda a campanha: eficiência ofensiva e segurança defensiva. Ao final das eliminatórias, os egípcios somaram oito vitórias e dois empates, marcaram 20 gols e sofreram apenas dois.

Os egípcios iniciaram a campanha vencendo Djibuti e Serra Leoa, resultados que deram tranquilidade para a equipe trabalhar ao longo do ciclo. Na sequência, confirmaram o favoritismo diante dos demais adversários da chave e evitaram os tropeços que frequentemente complicam a vida das seleções africanas nas qualificações para a Copa do Mundo.

Ao longo da campanha, o técnico Hossam Hassan encontrou um equilíbrio interessante entre a experiência dos veteranos e a chegada de novos jogadores. Enquanto Mohamed Salah continuou sendo a principal referência técnica da equipe, atletas como Omar Marmoush ganharam protagonismo e ajudaram a tornar o ataque egípcio mais perigoso.

A classificação foi construída muito antes das rodadas finais. Com uma campanha consistente e poucas oscilações, o Egito confirmou a liderança do grupo e garantiu o retorno ao Mundial após oito anos de ausência.

O que esperar?

O Egito chega à Copa do Mundo de 2026 carregando uma responsabilidade clara: transformar uma geração talentosa em uma campanha relevante. Nas últimas décadas, os Faraós dominaram o futebol africano em diversos momentos, mas raramente conseguiram transportar essa força para os Mundiais.

A principal razão para acreditar em uma boa campanha está no ataque. Mohamed Salah continua sendo o rosto da seleção e um dos maiores jogadores da história do continente africano. Ao seu lado, Omar Marmoush surge como uma segunda referência ofensiva capaz de dividir responsabilidades e tornar o time menos dependente de seu principal astro.

Aliás, essa talvez seja a maior diferença entre o Egito atual e o de 2018. Na Rússia, praticamente tudo passava pelos pés de Salah. Agora, o camisa 10 conta com mais ajuda. A equipe parece mais equilibrada e possui mais alternativas para criar jogadas e decidir partidas.

Por outro lado, ainda existem dúvidas. O elenco egípcio possui menos profundidade do que outras seleções africanas que chegam ao Mundial cercadas de expectativa, como Marrocos, Senegal e Costa do Marfim. Em algumas posições, principalmente no meio-campo, o time ainda depende bastante da inspiração de seus principais jogadores.

A verdade é que o Egito entra naquela prateleira de seleções perigosas, mas difíceis de projetar. Tem talento suficiente para avançar ao mata-mata e complicar a vida de adversários mais fortes. Ao mesmo tempo, não seria surpresa vê-lo enfrentar dificuldades em um grupo equilibrado.

Muito também passará pelo momento de Mohamed Salah. Aos 34 anos, o atacante disputará provavelmente sua última Copa do Mundo e chega motivado para deixar uma marca que ainda falta em sua carreira pela seleção. Se o camisa 10 estiver inspirado, o Egito automaticamente sobe de patamar dentro da competição.

O craque
Mohamed Salah

Não existe discussão quando o assunto é o principal nome da seleção egípcia. Mohamed Salah chega à Copa do Mundo de 2026 como o maior jogador da história recente dos Faraós e um dos maiores atletas que o futebol africano já produziu.

Aos 34 anos, o atacante do Liverpool disputará provavelmente seu último Mundial e carrega a missão de liderar o Egito em busca de uma campanha histórica. Mais do que um craque, Salah se transformou em um símbolo nacional. Sua influência dentro da seleção ultrapassa os números e o próprio futebol.

Mas os números também impressionam. Maior artilheiro da história da seleção egípcia, Salah soma 67 gols com a camisa dos Faraós e foi decisivo em momentos marcantes da trajetória recente do país. Foi dele, por exemplo, o gol que garantiu a classificação para a Copa do Mundo de 2018, encerrando um jejum de 28 anos sem participações egípcias no torneio.

Mesmo aos 34 anos, segue atuando em altíssimo nível. No Liverpool, continua sendo uma das principais referências ofensivas da equipe, acumulando gols e assistências temporada após temporada. Poucos jogadores no futebol mundial conseguem manter tamanho nível de regularidade por tanto tempo.

O que torna Salah especial é sua capacidade de decidir jogos. Seja atacando espaços, acelerando transições ou finalizando dentro da área, o camisa 10 é capaz de mudar o rumo de uma partida em um único lance. Em uma seleção que nem sempre cria muitas oportunidades, essa característica vale ouro.

Convocados

Confira a lista de convocados do técnico Hossam Hassan.

Goleiros: Mohamed El Shenawy (Al Ahly), Mostafa Shobeir (Al Ahly), El Mahdy Soliman (Zamalek) e Mohamed Alaa (El Gouna).

Defensores: Mohamed Hany (Al Ahly), Tarek Alaa (Zed FC), Hamdi Fathi (Al Wakrah), Ramy Rabia (Al Ain), Yasser Ibrahim (Al Ahly), Hossam Abdelmaguid (Zamalek), Mohamed Abdelmonem (Nice), Ahmed Fatouh (Zamalek) e Karim Hafez (Pyramids).

Meio-campistas: Marwan Attia (Al Ahly), Mohannad Lasheen (Pyramids), Nabil Emad Dunga (Al Najma), Mahmoud Saber (Zed FC), Ahmed Sayed Zizo (Al Ahly), Mahmoud Trezeguet (Al Ahly), Emam Ashour (Al Ahly), Mostafa Ziko (Pyramids), Ibrahim Adel (Nordsjælland), Haitham Hassan (Real Oviedo) e Mohamed Salah (Liverpool).

Atacantes: Omar Marmoush (Manchester City) e Hamza Abdel Karim (Al Ahly).


Irã: A potência asiática que busca quebrar sua barreira histórica

seleção irãFoto: Reprodução Redes Sociais

O caminho até a Copa

O Irã foi uma das primeiras seleções do mundo a garantir vaga na Copa do Mundo de 2026 e confirmou mais uma vez sua condição de potência do futebol asiático. Os iranianos asseguraram a classificação com antecedência e disputarão seu quarto Mundial consecutivo, algo inédito na história do país.

A caminhada começou ainda na segunda fase das Eliminatórias Asiáticas. Integrando um grupo acessível, o Team Melli terminou na liderança com quatro vitórias e dois empates em seis partidas, marcando 16 gols e sofrendo apenas quatro. A campanha classificou a equipe sem maiores dificuldades para a fase decisiva.

Na terceira fase, o desafio aumentou. O Irã caiu em uma chave que reunia Uzbequistão, Emirados Árabes Unidos, Catar, Quirguistão e Coreia do Norte. Mesmo diante de adversários mais qualificados, os iranianos mantiveram a regularidade que marcou toda a campanha. Foram sete vitórias, dois empates e apenas uma derrota em dez partidas.

Liderada por Mehdi Taremi, a seleção acumulou resultados importantes e rapidamente assumiu a liderança do grupo. O ataque voltou a ser um dos pontos fortes da equipe, enquanto a defesa mostrou segurança nos momentos decisivos.

A classificação foi confirmada em março de 2025, em um empate por 2 a 2 contra o Uzbequistão, em Teerã. Na ocasião, Taremi marcou os dois gols iranianos e garantiu matematicamente a vaga para a Copa do Mundo. O resultado levou o Irã aos 20 pontos e assegurou um dos lugares diretos da Ásia no Mundial.

Ao final da campanha, os iranianos terminaram na liderança do Grupo A, com 23 pontos, e garantiram presença em sua sétima Copa do Mundo. Mais uma vez, o país mostrou a força de uma geração experiente que há anos domina o cenário asiático e agora tenta alcançar um objetivo que ainda falta em sua história: superar a fase de grupos de um Mundial pela primeira vez.

O que esperar?

O Irã chega à Copa do Mundo de 2026 com uma missão que persegue a seleção há décadas: finalmente superar a fase de grupos. Pode parecer surpreendente para quem acompanha apenas os Mundiais, mas os iranianos são uma das equipes mais dominantes da Ásia nos últimos anos. O problema é que essa superioridade continental nunca se transformou em uma grande campanha em Copas do Mundo.

A base da equipe continua sendo a mesma que disputou os últimos torneios. Jogadores como Mehdi Taremi e Alireza Jahanbakhsh seguem liderando a seleção, trazendo experiência e entrosamento. O lado negativo é que boa parte dessa geração já passou dos 30 anos, o que levanta dúvidas sobre o ritmo que o time conseguirá impor diante de adversários mais intensos fisicamente.

O principal ponto forte do Irã continua sendo a organização. Poucas seleções asiáticas sabem competir tão bem quanto os iranianos. É um time que normalmente se defende com disciplina, concede poucos espaços e costuma ser muito eficiente nos contra-ataques.

Por outro lado, a equipe também carrega algumas limitações. Quando precisa assumir o controle da partida e propor o jogo, o Irã frequentemente encontra dificuldades. Em Copas do Mundo, onde normalmente enfrenta seleções de nível semelhante ou superior, isso nem sempre é um problema. Mas, se quiser dar um passo além, precisará mostrar mais repertório ofensivo.

A sensação é que o Irã chega novamente como uma seleção capaz de competir com qualquer adversário em um jogo isolado, mas ainda precisa provar que consegue sustentar esse nível durante toda uma campanha de Mundial.

O craque
Mehdi Taremi

O Irã possui uma geração experiente e acostumada a disputar grandes competições, mas nenhum jogador simboliza melhor essa equipe do que Mehdi Taremi. Aos 34 anos, o atacante chega à Copa do Mundo de 2026 como principal referência técnica dos iranianos e um dos maiores nomes da história da seleção.

Centroavante moderno, Taremi reúne características que explicam sua importância. Além da capacidade de finalização, participa da construção das jogadas, sabe atuar fora da área e tem inteligência para criar espaços para os companheiros. É o tipo de atacante que melhora o funcionamento de todo o setor ofensivo.

Os números pela seleção ajudam a dimensionar seu tamanho. Com mais de 60 gols pelo Team Melli, Taremi é o segundo maior artilheiro da história do Irã e se consolidou como sucessor de uma longa tradição de grandes atacantes do país.

Mas talvez o principal argumento a seu favor seja outro: a dependência que o Irã tem de seu camisa 9. Em uma seleção que normalmente aposta na organização defensiva e nos contra-ataques, é Taremi quem costuma transformar poucas oportunidades em gols.

A ausência de Sardar Azmoun, terceiro maior artilheiro da história da seleção iraniana, aumenta ainda mais a responsabilidade sobre o atacante. Fora da lista final para a Copa do Mundo, Azmoun deixa um vazio importante no setor ofensivo, tornando Taremi a principal esperança de gols do Team Melli no Mundial.

Convocados

O técnico Amir Ghalenoei divulgou a lista de 26 convocados para a Copa do Mundo de 2026.

Goleiros: Alireza Beiranvand (Tractor Club), Hossein Hosseini (Sepahan) e Payam Niazmand (Persépolis).

Defensores: Shoja Khalilzadeh (Tractor Club), Hossein Kanaani (Persépolis), Ali Nemati (Foolad), Daniyal Eiri (Malavan), Ehsan Hajsafi (Sepahan), Milad Mohammadi (Persépolis), Ramin Rezaeian (Foolad), Saleh Hardani (Esteghlal Teerã).

Meio-campistas: Saman Ghoddos (Al-Ittihad Kalba), Saeid Ezatolahi (Al-Ahli), Rouzbeh Cheshmi (Esteghlal Teerã), Amir Razzaghinia (Esteghlal Teerã), Mohammad Ghorbani (Al-Wahda), Mehdi Ghayedi (Al-Nasr), Ariya Yousefi (Sepahan), Alireza Jahanbakhsh (Dender), Mehdi Torabi (Tractor Club) e Mohammad Mohebbi (Rostov).

Atacantes: Mehdi Taremi (Olympiacos), Amirhossein Hosseinzadeh (Tractor Club), Kasra Taheri (Paykan), Ali Alipour (Persépolis) e Shahriyar Moghanlou (Al-Ittihad Kalba).


Nova Zelândia: De volta ao Mundial após 16 anos

seleção neozelandesaFoto: Redes Sociais/X

O caminho até a Copa

A Nova Zelândia teve uma das classificações mais tranquilas para a Copa do Mundo de 2026. Beneficiada pela ampliação do torneio para 48 seleções, a Oceania passou a contar com uma vaga direta pela primeira vez na história, e os neozelandeses confirmaram o favoritismo para garantir presença no Mundial.

Principal força da Oceania desde a saída da Austrália para a Confederação Asiática, a Nova Zelândia entrou nas Eliminatórias da OFC como ampla favorita. A equipe dominou a competição desde as primeiras partidas e mostrou uma diferença técnica considerável em relação aos adversários da região.

Na fase de grupos, os All Whites avançaram sem dificuldades, acumulando três vitórias em três jogos e confirmando rapidamente a classificação para as fases decisivas. O ataque foi um dos destaques da campanha, liderado pelo experiente atacante Chris Wood, maior artilheiro da história da seleção, com 45 gols em 88 partidas.

Nas semifinais, os neozelandeses superaram Fiji sem maiores problemas e avançaram para a decisão continental. A vaga para a Copa foi confirmada na final contra a Nova Caledônia, em Auckland. Jogando diante de sua torcida, a Nova Zelândia venceu por 3 a 0 e garantiu o título das Eliminatórias da Oceania.

A classificação marcou o retorno dos All Whites à Copa do Mundo após 16 anos. A última participação havia acontecido em 2010, na África do Sul, quando a equipe chamou atenção ao terminar invicta, empatando com Itália, Paraguai e Eslováquia, embora tenha sido eliminada ainda na fase de grupos.

Agora, os neozelandeses chegam ao Mundial de 2026 com uma geração mais experiente e o objetivo de voltar a representar bem a Oceania.

O que esperar?

A Nova Zelândia chega à Copa do Mundo de 2026 sabendo exatamente qual é o seu tamanho dentro do torneio. Os All Whites não possuem o talento individual das grandes seleções nem a profundidade de elenco das principais forças do futebol mundial.

O estilo de jogo também é bem definido. A Nova Zelândia costuma apostar em uma defesa organizada, muita entrega física e jogo direto. Não é uma seleção que busca controlar a posse de bola ou propor as partidas. Quando enfrenta adversários mais fortes, prefere esperar os espaços e tentar aproveitar bolas paradas e contra-ataques.

A verdade é que a ampliação da Copa para 48 seleções aumentou as possibilidades para equipes como a Nova Zelândia. Em formatos anteriores, avançar de fase parecia quase impossível. Agora, com a classificação dos melhores terceiros colocados, os All Whites podem sonhar em permanecer vivos até as últimas rodadas da fase de grupos.

Ainda assim, o principal objetivo dos neozelandeses é competir. Qualquer ponto conquistado terá enorme valor para uma seleção que domina a Oceania há anos, mas que ainda busca se consolidar em um patamar mais alto no cenário internacional.

O craque
Chris Wood

Quando se fala em Nova Zelândia, existe um nome que se destaca muito acima dos demais: Chris Wood. Aos 35 anos, o atacante chega à Copa do Mundo de 2026 como capitão, líder técnico e principal referência de uma seleção que sonha em voltar a incomodar adversários mais tradicionais do futebol mundial.

A diferença de Wood para os demais jogadores do elenco é simples de explicar. Enquanto boa parte da seleção atua em ligas de menor expressão, ele construiu uma longa carreira na Inglaterra e segue competindo em alto nível na Premier League, uma das competições mais exigentes do planeta.

Sempre que os All Whites precisaram de um gol, a bola normalmente procurou seu camisa 9. Forte fisicamente, dominante pelo alto e eficiente dentro da área, Wood transformou-se na principal arma ofensiva da seleção neozelandesa.

Aos 35 anos, esta será provavelmente sua última Copa do Mundo. E, para uma seleção que retorna ao torneio após 16 anos de ausência, não poderia haver líder mais adequado. Se a Nova Zelândia sonha em repetir as boas atuações de 2010 e lutar por uma classificação histórica, grande parte dessa esperança estará nos pés  e na cabeça de Chris Wood.

Convocados

Confira a lista de convocados do técnico Darren Bazeley.

Goleiros: Max Crocombe (Millwall), Alex Paulsen (Lechia Gdańsk) e Michael Woud (Auckland FC).

Defensores: Tyler Bindon (Sheffield United), Michael Boxall (Minnesota United), Francis de Vries (Auckland FC), Callan Elliot (Auckland FC), Tim Payne (Wellington Phoenix), Nando Pijnaker (Auckland FC), Tommy Smith (Braintree Town) e Finn Surman (Portland Timbers).

Meio-campistas: Lachlan Bayliss (Newcastle Jets), Joe Bell (Viking), Alex Rufer (Wellington Phoenix), Sarpreet Singh (Wellington Phoenix), Marko Stamenic (Swansea City), Ryan Thomas (PEC Zwolle) e Ben Old (Saint-Étienne).

Atacantes: Kosta Barbarouses (Western Sydney Wanderers), Eli Just (Motherwell), Callum McCowatt (Silkeborg), Jesse Randall (Auckland FC), Ben Waine (Port Vale) e Chris Wood (Nottingham Forest).


Palpite da Redação

A redação aposta em Bélgica e Egito avançando. Os belgas ainda possuem o elenco mais qualificado do grupo e contam com jogadores acostumados aos grandes palcos do futebol europeu. A segunda vaga parece mais aberta, mas o Egito leva vantagem por ter dois jogadores capazes de decidir partidas em alto nível, Mohamed Salah e Omar Marmoush. O Irã aparece logo atrás e tem tudo para brigar até a última rodada, sendo forte candidato a avançar entre os melhores terceiros colocados. Já a Nova Zelândia retorna à Copa após 16 anos de ausência e deve encontrar dificuldades diante de adversários tecnicamente superiores.

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