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Copa do Mundo: Grupo F mistura favoritismo holandês e melhor geração japonesa Créditos: Montagem/GP/Reprodução

Copa do Mundo: Grupo F mistura favoritismo holandês e melhor geração japonesa

Holanda de Memphis Depay desponta como favorita, mas enfrenta o embalado Japão de Kubo, a Suécia de Gyökeres e a regularidade tática da Tunísia na briga pelas oitavas

A Copa do Mundo de 2026 se aproxima e a Gazeta do Paraná segue destrinchando os grupos do torneio que será disputado em Estados Unidos, Canadá e México. Desta vez, o foco está no Grupo F, uma chave que reúne uma das seleções mais tradicionais da Europa, a principal potência do futebol asiático, uma seleção escandinava em reconstrução e uma das equipes mais regulares do continente africano.

Formado por Holanda, Japão, Suécia e Tunísia, o grupo promete uma disputa intensa pelas vagas nas oitavas de final. Os holandeses chegam carregando o favoritismo e o sonho de finalmente conquistar o título mundial inédito. O Japão desembarca embalado pela melhor geração de sua história e pela expectativa de dar um passo além no cenário internacional. A Suécia retorna à Copa após uma classificação dramática e aposta na força de seu ataque para surpreender. Já a Tunísia tenta fazer valer sua experiência recente em Mundiais para desafiar adversários teoricamente superiores.

Abaixo, a Gazeta do Paraná apresenta um panorama completo da chave, analisando o caminho de cada seleção até a Copa, os principais destaques dos elencos, os craques e o que esperar de cada equipe na disputa por uma vaga no mata-mata.

Panorama geral

O Grupo F talvez seja uma das chaves mais equilibradas desta Copa do Mundo. A Holanda aparece como favorita natural pela qualidade do elenco e pela tradição em grandes torneios, mas está longe de encontrar um caminho tranquilo rumo às oitavas de final.

Os holandeses contam com um grupo experiente, jogadores acostumados aos maiores clubes da Europa e um ataque capaz de decidir partidas. Ainda assim, terão pela frente adversários que chegam em momentos interessantes de seus ciclos.

O Japão surge como a principal ameaça à liderança da chave. Os Samurai Blue vivem a melhor fase de sua história, acumulam campanhas cada vez mais sólidas em Copas do Mundo e contam com uma geração repleta de jogadores que atuam nas principais ligas europeias. Depois de derrotar Alemanha e Espanha no Catar, os japoneses deixaram de ser apenas uma surpresa e passaram a ser tratados como uma seleção capaz de competir de igual para igual com qualquer adversário.

A Suécia chega embalada por uma classificação dramática conquistada na repescagem e aposta principalmente no talento de Viktor Gyökeres e Alexander Isak. Os suecos talvez não tenham o elenco mais forte do grupo, mas possuem qualidade suficiente para transformar qualquer jogo em uma disputa aberta.

Correndo por fora aparece a Tunísia. Os africanos não contam com grandes estrelas, mas carregam uma característica que costuma incomodar em torneios curtos: organização. É uma equipe disciplinada, competitiva e acostumada a disputar partidas equilibradas contra seleções tecnicamente superiores.


Holanda: em busca do título que falta

seleção holandesaFoto: Divulgação/ Ons Oranje

O caminho até a Copa

Vice-campeã mundial em três oportunidades, a Holanda chega a mais uma Copa do Mundo carregando o sonho de conquistar um título que escapou em 1974, 1978 e 2010. Na edição de 2022, a seleção holandesa foi eliminada pela Argentina nas quartas de final, nos pênaltis, em um dos jogos mais emocionantes do torneio.

A classificação para 2026 veio sem grandes sustos. A equipe comandada por Ronald Koeman terminou as Eliminatórias Europeias invicta, com seis vitórias e dois empates em oito partidas, somando 20 pontos e garantindo a liderança do grupo à frente da Polônia.

Os holandeses iniciaram sua caminhada apenas em junho de 2025, já que disputaram as quartas de final da Liga das Nações nos meses anteriores. Mesmo com menos jogos que alguns adversários, rapidamente assumiram o protagonismo da chave.

O momento de maior tensão aconteceu justamente diante da Polônia, principal concorrente pela vaga direta. O empate por 1 a 1 em Varsóvia deixou a definição da classificação para a última rodada.

A vaga foi confirmada em casa, diante da Lituânia. Precisando vencer para não correr riscos, a Oranje dominou completamente a partida e goleou por 4 a 0, com gols de Tijjani Reijnders, Cody Gakpo, Xavi Simons e Donyell Malen. O resultado garantiu o primeiro lugar do grupo e a classificação para o Mundial.

Além da consistência defensiva, a Holanda chamou atenção pelo poder ofensivo. A equipe marcou 27 gols em oito partidas, terminando com o melhor ataque da chave. Memphis Depay foi o principal destaque da campanha, com oito gols marcados.

A vaga assegurou a 12ª participação holandesa em Copas do Mundo. Mais uma vez, a seleção desembarca no torneio cercada pela expectativa de finalmente transformar sua tradição em um título mundial.

O que esperar?

A Holanda chega à Copa do Mundo de 2026 como uma das seleções mais fortes da Europa, embora sem o mesmo status de favorita absoluta de equipes como França, Espanha e Inglaterra. Ainda assim, a Oranje possui elenco qualificado, tradição e qualidade suficientes para sonhar com uma campanha longa.

Após uma boa trajetória na Eurocopa de 2024 e uma campanha sólida nas Eliminatórias, os holandeses desembarcam no Mundial com uma equipe madura e equilibrada. Ronald Koeman montou uma seleção competitiva, organizada e capaz de se adaptar aos diferentes cenários de jogo.

Ao contrário de outras gerações que ficaram marcadas pelo futebol ofensivo e pela criatividade, esta Holanda aposta mais na força coletiva. O elenco conta com uma defesa experiente liderada por Virgil van Dijk, um meio-campo técnico comandado por Frenkie de Jong e jogadores capazes de decidir partidas no setor ofensivo.

O caminho rumo ao título, porém, não será simples. Os desafios começam já na fase de grupos, contra Japão, Suécia e Tunísia. Embora os holandeses sejam apontados como favoritos à liderança da chave, os três adversários possuem características capazes de criar dificuldades.

Mesmo assim, seria uma surpresa ver a Holanda cair precocemente. A expectativa é de uma equipe capaz de avançar às oitavas de final e competir de igual para igual com qualquer adversário no mata-mata. Mais uma vez, a Oranje chega à Copa alimentando o sonho de encerrar uma das maiores lacunas da história do futebol mundial.

O craque
Memphis Depay

Ao longo dos últimos anos, diversos talentos surgiram no futebol holandês, mas nenhum jogador representa tanto a seleção quanto Memphis Depay. Aos 32 anos, o atacante do Corinthians chega à Copa do Mundo de 2026 como líder técnico, referência ofensiva e um dos jogadores mais importantes da história recente da Oranje.

Principal nome da campanha nas Eliminatórias, Depay terminou o ciclo como artilheiro da equipe, somando oito gols e quatro assistências.

Pela seleção holandesa, os números ajudam a explicar sua importância. Com mais de 100 partidas disputadas e 55 gols marcados, Memphis se tornou o maior artilheiro da história da Holanda, superando nomes históricos que marcaram época com a camisa laranja.

Além dos números, o atacante carrega a responsabilidade de liderar uma geração que busca recolocar a Holanda entre as protagonistas do futebol mundial. Experiente e acostumado a grandes competições, chega ao Mundial como a principal esperança ofensiva dos holandeses.

Convocados

Confira a lista de convocados da Holanda para a Copa do Mundo de 2026.

Goleiros: Mark Flekken (Bayer Leverkusen), Robin Roefs (Sunderland) e Bart Verbruggen (Brighton).

Defensores: Nathan Aké (Manchester City), Virgil van Dijk (Liverpool), Denzel Dumfries (Inter de Milão), Jorrel Hato (Chelsea), Jan Paul van Hecke (Brighton), Jurriën Timber (Arsenal), Micky van de Ven (Tottenham).

Meio-campistas: Ryan Gravenberch (Liverpool), Frenkie de Jong (Barcelona), Teun Koopmeiners (Juventus), Tijjani Reijnders (Manchester City), Marten de Roon (Atalanta), Guus Til (PSV), Quinten Timber (Olympique de Marselha) e Mats Wieffer (Brighton).

Atacantes: Memphis Depay (Corinthians), Brian Brobbey (Sunderland), Cody Gakpo (Liverpool), Justin Kluivert (Bournemouth), Noa Lang (Galatasaray), Donyell Malen (Roma), Crysencio Summerville (West Ham) e Wout Weghorst (Ajax).


Japão: a geração que quer fazer história

seleção japãoFoto: Hiroki Watanabe/Getty Images

O caminho até a Copa

O Japão foi uma das primeiras seleções do mundo a garantir vaga na Copa do Mundo de 2026 e confirmou, mais uma vez, sua condição de principal força do futebol asiático. Os Samurai Blue fizeram uma campanha dominante nas Eliminatórias da AFC e praticamente não deram chances aos adversários ao longo do ciclo.

A caminhada começou na segunda fase das eliminatórias, quando os japoneses venceram os seis jogos do Grupo B. A equipe marcou 24 gols e não sofreu nenhum, encerrando a fase com 100% de aproveitamento diante de Coreia do Norte, Síria e Myanmar.

Na terceira fase, o nível de dificuldade aumentou, mas o domínio continuou. Integrando uma chave com Austrália, Arábia Saudita, Indonésia, China e Bahrein, o Japão terminou na liderança com 23 pontos em dez partidas. Foram sete vitórias, dois empates e apenas uma derrota, além de impressionantes 30 gols marcados e apenas três sofridos.

O momento decisivo aconteceu em março de 2025. Diante do Bahrein, em casa, os japoneses venceram por 2 a 0 e confirmaram matematicamente a classificação para a Copa do Mundo com várias rodadas de antecedência. O resultado transformou o Japão na primeira seleção a garantir vaga no Mundial através das eliminatórias, desconsiderando os três países-sede.

A campanha reforçou a impressionante regularidade japonesa. Desde sua estreia em Copas do Mundo, em 1998, o país disputou todas as edições do torneio e chega a 2026 com a expectativa de alcançar o melhor resultado de sua história.

O que esperar?

Imagine uma equipe que derrotou Alemanha e Espanha na última Copa do Mundo, protagonizou uma virada sobre o Brasil depois de estar perdendo por 2 a 0 e ainda superou a Inglaterra em amistosos recentes. Essa é a seleção japonesa que se prepara para disputar a Copa do Mundo de 2026.

Os Samurai Blue desembarcam na América do Norte cercados pela maior expectativa de sua história. A equipe comandada por Hajime Moriyasu deixou de ser apenas uma seleção capaz de surpreender e passou a ser vista como uma adversária que pode competir de igual para igual com qualquer potência do futebol mundial.

Muito disso passa pela qualidade da geração atual. Grande parte do elenco atua nas principais ligas da Europa, com jogadores acostumados ao mais alto nível de competitividade. Nomes como Takefusa Kubo, Wataru Endo e Daichi Kamada formam uma base técnica e experiente capaz de enfrentar qualquer adversário.

O principal trunfo japonês continua sendo a força coletiva. Poucas seleções executam um plano de jogo com tanta disciplina tática, intensidade e capacidade de adaptação. Foi justamente essa organização que permitiu aos japoneses derrotar gigantes do futebol mundial nos últimos anos.

A diferença para 2026 é que, desta vez, o Japão não depende apenas do coletivo. O elenco possui mais talento individual do que em ciclos anteriores, com jogadores capazes de decidir partidas em lances isolados. Trata-se de uma seleção mais completa, madura e preparada para competir em alto nível.

A grande dúvida está justamente no peso da expectativa. Nas últimas Copas, o Japão frequentemente surpreendia porque chegava sem pressão. Agora, o cenário é diferente. Existe uma cobrança real para que a equipe avance além das oitavas de final e transforme o potencial demonstrado nos últimos anos em uma campanha histórica.

Se conseguir lidar com essa responsabilidade, o Japão tem tudo para ser uma das seleções mais perigosas fora do grupo das grandes favoritas ao título.

O craque
Takefusa Kubo

Takefusa Kubo aparece como o principal nome desse grupo. Aos 25 anos, o meia-atacante assume papel ainda mais importante na seleção, especialmente após a ausência de Kaoru Mitoma, tornando-se a principal esperança de criatividade e desequilíbrio dos Samurai Blue.

Desde muito jovem, Kubo chamou atenção no futebol europeu. Formado nas categorias de base do Barcelona e posteriormente vinculado ao Real Madrid, desenvolveu sua carreira na Espanha e ganhou reconhecimento por sua qualidade técnica. Com habilidade para atuar pelos lados do campo ou em posições mais centrais, destaca-se pela visão de jogo, controle de bola e capacidade de criar oportunidades para os companheiros.

Mais do que os números, Kubo se destaca pela personalidade em campo. Em momentos de maior pressão, costuma assumir a responsabilidade e buscar soluções individuais, característica valiosa em uma seleção tradicionalmente marcada pelo jogo coletivo e pela disciplina tática.

Chegando ao Mundial em plena maturidade esportiva, Kubo reúne experiência internacional e confiança para liderar o Japão. Depois de participar da campanha que levou a seleção às oitavas de final em 2022, desembarca em 2026 como um dos rostos do futebol japonês e peça fundamental na tentativa de levar o país a uma campanha histórica.

Convocados

Goleiros: Zion Suzuki (Parma), Keisuke Osako (Sanfrecce Hiroshima) e Tomoki Hayakawa (Kashima Antlers).

Defensores: Hiroki Ito (Bayern de Munique), Junnosuke Suzuki (Copenhague), Ayumu Seko (Le Havre), Shogo Taniguchi (Sint-Truiden), Tsuyoshi Watanabe (Feyenoord), Ko Itakura (Ajax), Takehiro Tomiyasu (Ajax), Yukinari Sugawara (Werder Bremen) e Yuto Nagatomo (FC Tokyo).

Meio-campistas: Daichi Kamada (Crystal Palace), Ao Tanaka (Leeds United), Kaishu Sano (Mainz), Wataru Endo (Liverpool), Keito Nakamura (Reims), Daizen Maeda (Celtic), Ritsu Doan (Eintracht Frankfurt), Yuito Suzuki (Freiburg) e Junya Ito (Genk).

Atacantes: Ayase Ueda (Feyenoord), Koki Ogawa (NEC Nijmegen), Kento Shiogai (Wolfsburg), Keisuke Goto (Sint-Truiden) e Takefusa Kubo (Real Sociedad).


Suécia: a classificação improvável

seleção suecaFoto: Getty Images

O caminho até a Copa

A Suécia protagonizou uma das classificações mais improváveis para a Copa do Mundo de 2026. Depois de uma campanha decepcionante nas Eliminatórias Europeias, os suecos ganharam uma sobrevida graças ao desempenho na Liga das Nações e aproveitaram a segunda chance para garantir presença no Mundial.

A caminhada nas eliminatórias esteve longe do esperado. Inserida em um grupo com Suíça, Kosovo e Eslovênia, a seleção não conseguiu vencer nenhuma partida e terminou na última colocação da chave. O desempenho custou o cargo do técnico Jon Dahl Tomasson e colocou a participação sueca na Copa seriamente em risco.

A esperança veio pela campanha realizada anteriormente na Liga das Nações. Graças ao título de seu grupo na competição, a Suécia garantiu uma vaga na repescagem europeia, recebendo uma oportunidade inesperada de seguir sonhando com o Mundial.

Foi então que começou a reação. Já sob o comando do inglês Graham Potter, contratado em outubro de 2025, os suecos derrotaram a Ucrânia por 3 a 1 na semifinal da repescagem e avançaram para a decisão.

Na partida que valia a vaga na Copa do Mundo, a Suécia enfrentou a Polônia diante de um estádio lotado. Em um duelo dramático, os suecos venceram por 3 a 2, com o gol decisivo de Viktor Gyökeres aos 43 minutos do segundo tempo. O resultado confirmou o retorno da seleção ao Mundial após a ausência na edição de 2022.

O que esperar?

A Suécia chega à Copa do Mundo de 2026 como uma das incógnitas do torneio. Poucas seleções viveram um ciclo tão turbulento quanto os suecos, que saíram de uma campanha decepcionante nas eliminatórias para uma classificação heroica conquistada na repescagem.

O principal motivo para o torcedor acreditar está no ataque. A seleção conta com uma dupla que vive grande fase no futebol europeu: Viktor Gyökeres e Alexander Isak. Juntos, eles formam um dos setores ofensivos mais perigosos entre as seleções que não figuram entre as principais favoritas ao título.

A chegada de Graham Potter também mudou o ambiente da equipe. O treinador conseguiu reorganizar a seleção em pouco tempo e devolveu confiança a um elenco que parecia perdido durante as eliminatórias.

A expectativa é de uma seleção perigosa e competitiva. Os suecos possuem talento suficiente para brigar por uma vaga no mata-mata, embora dificilmente apareçam entre os candidatos a campanhas mais profundas. Ainda assim, trata-se de uma equipe capaz de complicar a vida de qualquer adversário em jogos equilibrados.

O craque
Viktor Gyökeres

A Suécia possui bons jogadores espalhados pelas principais ligas da Europa, mas nenhum deles chega à Copa do Mundo de 2026 com o impacto e o protagonismo de Viktor Gyökeres. O atacante se transformou na principal referência técnica da seleção e no rosto da retomada sueca rumo ao Mundial.

Aos 28 anos, o centroavante vive o auge da carreira e é uma das principais armas ofensivas do Arsenal. Após temporadas impressionantes pelo Sporting, de Portugal, consolidou-se como um dos atacantes mais eficientes do futebol europeu.

Forte fisicamente, veloz e com excelente capacidade de finalização, Gyökeres se tornou um pesadelo para os defensores adversários. Além dos gols, sua movimentação constante abre espaços para os companheiros e aumenta o poder ofensivo da equipe.

Embora a Suécia também conte com Alexander Isak, muitos consideram que Gyökeres chega ao Mundial em melhor momento. Foi ele quem assumiu o protagonismo durante a campanha de classificação e quem carregou a responsabilidade nos momentos mais decisivos do ciclo.

Convocados

Confira a lista de convocados do técnico Graham Potter.

Goleiros: Viktor Johansson (Stoke City), Kristoffer Nordfeldt (AIK) e Jacob Widell Zetterström (Derby County).

Defensores: Hjalmar Ekdal (Burnley), Gabriel Gudmundsson (Leeds United), Isak Hien (Atalanta), Johansson (FC Dallas), Gustaf Lagerbielke (Braga), Victor Nilsson Lindelöf (Aston Villa), Eric Smith (St. Pauli), Carl Starfelt (Celta de Vigo), Elliot Stroud (Mjällby) e Daniel Svensson (Borussia Dortmund).

Meio-campistas: Yasin Ayari (Brighton), Besfort Zeneli (Union Saint-Gilloise), Jasper Karlström (Udinese), Lucas Bergvall (Tottenham Hotspur) e Ken Sema (Pafos).

Atacantes: Viktor Gyökeres (Arsenal), Gustaf Nilsson (Club Brugge), Benjamin Nygren (Celtic), Anthony Elanga (Newcastle United), Alexander Isak (Liverpool) e Alexander Bernhardsson (Holstein Kiel).

*Johansson foi convocado para a vaga de Emil Holm, lateral-direito cortado por lesão.


Tunísia: A força da regularidade africana

seleção tunisiaFoto: Getty Images

O caminho até a Copa

A Tunísia chega à Copa do Mundo de 2026 após confirmar mais uma vez sua condição de uma das seleções mais regulares do futebol africano. Os tunisianos disputarão seu quarto Mundial consecutivo e a sétima Copa do Mundo de sua história, após as participações em 1978, 1998, 2002, 2006, 2018 e 2022.

A melhor campanha da seleção aconteceu justamente em sua estreia, em 1978, quando terminou a competição na nona colocação e se tornou a primeira equipe africana a vencer uma partida em Copas do Mundo.

A classificação para 2026 foi construída de forma consistente. Inserida em um grupo acessível das Eliminatórias Africanas, a Tunísia assumiu a liderança desde as primeiras rodadas e teve como principal marca a solidez defensiva, uma característica histórica da equipe.

Os tunisianos iniciaram a campanha com uma goleada por 4 a 0 sobre São Tomé e Príncipe e, na sequência, venceram o Malawi por 1 a 0. Os resultados deram tranquilidade para a equipe controlar a disputa ao longo do ciclo.

Com um futebol pragmático e eficiente, a Tunísia evitou tropeços diante de adversários teoricamente inferiores e chegou às rodadas finais dependendo apenas de suas próprias forças. A equipe demonstrou organização tática e maturidade para administrar a vantagem construída na tabela.

A classificação foi confirmada com antecedência, reforçando a presença constante dos tunisianos nos grandes torneios internacionais. Desde 2018, a seleção se consolidou como uma das participantes mais frequentes entre os representantes africanos em Copas do Mundo.

O que esperar?

A Tunísia chega à Copa do Mundo de 2026 carregando uma característica que a acompanha há anos: ser uma seleção extremamente difícil de ser enfrentada. Os tunisianos raramente encantam pelo futebol ofensivo, mas costumam compensar com organização tática, disciplina defensiva e muita competitividade.

O principal trunfo da equipe continua sendo a força coletiva. Diferentemente de outras seleções africanas que contam com grandes estrelas espalhadas pelas principais ligas da Europa, a Tunísia constrói sua competitividade a partir do conjunto. É um time que sabe sofrer, ocupa bem os espaços e costuma transformar os jogos em batalhas físicas e táticas.

Por outro lado, a seleção não vive o momento mais talentoso de sua história. O elenco atual parece menos qualificado do que o de ciclos anteriores e não possui muitos jogadores capazes de decidir partidas individualmente. Isso faz com que a margem para erro seja pequena, especialmente diante de adversários mais fortes.

A experiência, porém, pode ser um diferencial. A Tunísia disputará sua quarta Copa do Mundo consecutiva e chega ao torneio acostumada ao ambiente dos grandes eventos internacionais. Nos últimos anos, a equipe mostrou que consegue competir de igual para igual durante boa parte dos jogos, mesmo contra seleções tecnicamente superiores.

O craque
Ellyes Skhiri

A Tunísia não possui uma grande estrela internacional como outras seleções africanas presentes na Copa do Mundo, mas conta com um jogador que há anos sustenta o equilíbrio da equipe: Ellyes Skhiri.

Capitão da seleção e peça fundamental do meio-campo tunisiano, Skhiri chega ao Mundial como a principal referência técnica das Águias de Cartago. Aos 31 anos, acumula experiência em alto nível no futebol europeu e se consolidou como um dos jogadores mais importantes da história recente da seleção.

Atualmente defendendo o Eintracht Frankfurt, da Alemanha, o volante construiu sua carreira atuando em algumas das ligas mais competitivas do continente. Sua principal característica é a inteligência tática. Skhiri é o jogador responsável por proteger a defesa, organizar a saída de bola e dar equilíbrio a uma seleção que tradicionalmente aposta na força coletiva.

Em um time que raramente depende de individualidades, ele é o atleta que faz tudo funcionar. Sua liderança dentro de campo ganhou ainda mais importância após a renovação promovida pela comissão técnica para a Copa do Mundo de 2026.

Convocados

Confira a lista de convocados do técnico Sabri Lamouchi.

Goleiros: Aymen Dahmen (Sfaxien), Sabri Ben Hassen (Étoile du Sahel) e Abdelmouhib Chamakh (Club Africain).

Defensores: Yan Valery (Young Boys), Moutaz Neffati (Norrköping), Dylan Bronn (Servette), Raed Chikhaoui (Monastir), Montassar Talbi (Lorient), Adem Arous (Kasimpasa), Omar Rekik (Maribor), Ali Abdi (Nice) e Mohamed Ben Hmida (Espérance).

Meio-campistas: Ellyes Skhiri (Eintracht Frankfurt), Anis Ben Slimane (Norwich City), Rani Khedira (Union Berlin), Mortadha Ben Ouanes (Kasimpasa), Ismaël Gharbi (Augsburg), Mohamed Hadj-Mahmoud (Lugano) e Hannibal Mejbri (Burnley).

Atacantes: Elias Saad (Hannover 96), Khalil Ayari (Paris Saint-Germain), Elias Achouri (Copenhague), Sebastian Tounekti (Celtic), Hazem Mastouri (Dynamo Moscou), Firas Chawat (Club Africain) e Rayan Elloumi (Vancouver Whitecaps).


Palpite da Redação

A redação aposta em Holanda e Japão como favoritos para avançar às oitavas de final, destacando o elenco equilibrado dos holandeses e o excelente momento vivido pelos japoneses; a Suécia surge como principal concorrente, impulsionada pela qualidade ofensiva de Viktor Gyökeres e Alexander Isak e com boas chances até mesmo entre os melhores terceiros colocados, enquanto a Tunísia aparece como azarão.

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