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Copa do Mundo: Grupo B tem Suíça favorita em chave marcada pelo equilíbrio Créditos: Montagem/GP/Reprodução

Copa do Mundo: Grupo B tem Suíça favorita em chave marcada pelo equilíbrio

Com a geração dourada de Alphonso Davies jogando em casa, canadenses enfrentam a regularidade da Suíça, a surpreendente Bósnia de Džeko e o Catar em reconstrução

Seguindo o Guia da Copa do Mundo que a Gazeta do Paraná traz para o site, chegou a vez de analisar o Grupo B do Mundial de 2026, formado por Canadá, Catar, Bósnia e Herzegovina e Suíça.

O Canadá tenta aproveitar o fator casa e a empolgação em torno da geração mais talentosa de sua história para buscar uma campanha inédita diante da torcida. Mas a chave promete ser uma das mais equilibradas da competição. A Suíça chega embalada pela regularidade que transformou a seleção em presença constante nos mata-matas das grandes competições. A Bósnia e Herzegovina retorna ao Mundial após eliminar a tetracampeã Itália na repescagem europeia, enquanto o Catar tenta reconstruir sua imagem depois da campanha decepcionante como anfitrião da Copa de 2022.

Mais abaixo, a Gazeta do Paraná traz uma análise detalhada das quatro seleções, com destaques, craques, expectativa para o torneio e as listas de convocados.

Panorama geral

O Grupo B aparece como um dos mais interessantes da Copa do Mundo de 2026. Embora a Suíça atualmente já possa ser considerada uma seleção de primeira prateleira no cenário europeu, a chave reúne equipes vistas como seleções intermediárias do Mundial, cada uma com características muito próprias. Nenhuma chega entre as grandes favoritas ao título, mas todas possuem potencial para surpreender.

O Catar entra na competição em processo de reconstrução. A equipe ainda carrega parte da base bicampeã asiática de 2019 e 2023, porém atravessou um ciclo instável até 2026, marcado por mudanças no comando técnico e desempenho abaixo das expectativas.

A Bósnia e Herzegovina talvez seja a história mais emocionante do grupo. Após 12 anos fora da Copa, a seleção balcânica voltou ao Mundial eliminando a Itália na repescagem europeia, em uma das classificações mais impactantes das eliminatórias.

O Canadá vive o auge de sua melhor geração. Com jogadores atuando em alto nível no futebol europeu e um modelo de jogo moderno implantado por Jesse Marsch, os canadenses chegam pressionados positivamente pela expectativa criada em torno do Mundial disputado em casa.

Já a Suíça aparece como a seleção mais sólida e confiável da chave. Organizada taticamente, extremamente competitiva e acostumada a jogos grandes, a equipe suíça se consolidou nos últimos anos como uma adversária difícil para qualquer potência europeia. O ciclo até 2026 foi novamente consistente, reforçando a imagem de uma seleção madura e preparada para torneios curtos.

Canadá: a geração dourada quer fazer história em casa

seleção canadáFoto: Reprodução/Fifa.com 

O caminho até a Copa

O Canadá chega para a Copa do Mundo de 2026 em uma situação diferente da maioria das seleções participantes. Como um dos países-sede do torneio, ao lado de Estados Unidos e México, os canadenses garantiram classificação automática e não precisaram disputar as Eliminatórias da Concacaf.

Mesmo sem participar da corrida por vagas, a seleção aproveitou o ciclo de preparação para consolidar a melhor geração de sua história recente. O trabalho iniciado antes da Copa de 2022 ganhou continuidade com o técnico Jesse Marsch, contratado em 2024 para substituir John Herdman.

Sob comando de Marsch, o Canadá viveu um período de crescimento técnico e internacional. A equipe alcançou as semifinais da Copa América de 2024, terminou a competição na quarta colocação e atingiu uma das melhores posições de sua história no ranking da Fifa.

A experiência acumulada nos últimos anos também fortaleceu o projeto canadense. Depois de décadas afastado do cenário internacional, o país voltou a disputar uma Copa do Mundo em 2022, encerrando um jejum de 36 anos sem participar do torneio.

Agora, jogando em casa, o Canadá tentará aproveitar o apoio da torcida para buscar a melhor campanha de sua história em Mundiais. A expectativa é alta principalmente pela presença de atletas que atuam em grandes clubes europeus, como Alphonso Davies, Jonathan David e Stephen Eustáquio.

O que esperar?

O Canadá chega para sua segunda Copa consecutiva vivendo o momento mais promissor de sua história no futebol. Será apenas a terceira participação canadense em Mundiais, mas desta vez a seleção aparece com expectativas muito maiores do que nas edições anteriores.

O principal diferencial da equipe está no modelo de jogo bem definido por Jesse Marsch. O treinador montou uma seleção intensa, vertical e agressiva nos contra-ataques, explorando especialmente a velocidade pelos lados do campo.

A equipe também conseguiu ganhar mais profundidade no elenco ao longo do ciclo, com o surgimento de novos jogadores atuando na Europa e na MLS. Ainda assim, o Canadá sofre quando não consegue utilizar sua formação principal.

O banco de reservas é considerado um dos pontos mais frágeis da equipe. Em partidas de maior nível técnico, a diferença entre titulares e reservas costuma pesar bastante.

Outro problema importante foi o número de lesões durante a preparação para a Copa, principalmente no setor defensivo. O maior alerta envolveu justamente o principal jogador da seleção, Alphonso Davies. O capitão canadense sofreu problemas musculares na reta final da temporada europeia, mas conseguiu se recuperar a tempo do Mundial.

Com apoio da torcida e uma geração talentosa, o Canadá tentará avançar da fase de grupos pela primeira vez em sua história.

O craque
Alphonso Davies

Alphonso Davies é o principal símbolo da melhor geração da história do futebol canadense. Dono de enorme capacidade física e técnica, o jogador do Bayern de Munique se tornou uma das referências mundiais da posição.

Davies entrou para a história ao marcar o primeiro gol do Canadá em Copas do Mundo, no duelo contra a Croácia, no Catar 2022. Até hoje, é o único canadense a balançar as redes em Mundiais.

Na seleção, porém, sua função vai muito além da lateral esquerda. Pela capacidade ofensiva, velocidade e versatilidade, Davies frequentemente atua como ponta ou até mais avançado no sistema ofensivo canadense.

Considerado um dos jogadores mais rápidos do futebol mundial, já atingiu velocidade superior a 36 km/h em partidas da Bundesliga.

Desde a estreia pela equipe nacional, Davies soma 59 partidas e 15 gols pelo Canadá.

Convocados

A seleção do Canadá divulgou uma pré-lista com 32 jogadores convocados para o período de preparação visando a Copa do Mundo. O técnico Jesse Marsch terá até o dia 5 do próximo mês para definir os 26 atletas que disputarão o Mundial, realizando cortes na relação inicial.

Confira a lista:

Goleiros

Dayne St. Clair (Inter Miami), Maxime Crépeau (Orlando City) e Owen Goodman (Barnsley).

Laterais
Alistair Johnston (Celtic), Niko Sigur (Hajduk Split), Alphonso Davies (Bayern de Munique) e Richie Laryea (Toronto FC).

Zagueiros
Moïse Bombito (Nice), Derek Cornelius (Rangers), Luc De Fougeroulles (Dender), Alfie Jones (Middlesbrough), Jamie Knight-Lebel (Swindon Town) e Joel Waterman (Chicago Fire).

Meio-campistas
Zorhan Bassong (Sporting Kansas City), Stephen Eustáquio (LAFC), Ralph Priso (Vancouver Whitecaps), Mathieu Choinière (LAFC), Ismaël Koné (Sassuolo), Jonathan Osorio (Toronto FC) e Nathan Saliba (Anderlecht). Ali Ahmed (Norwich City), Tajon Buchanan (Villarreal), Marcelo Flores (Tigres), Liam Millar (Hull City), Jayden Nelson (Austin FC) e Jacob Shaffelburg (LAFC).

Atacantes
Jonathan David (Juventus), Promise David (Union Saint-Gilloise), Daniel Jebbison (Preston North End), Cyle Larin (Southampton), Tani Oluwaseyi (Villarreal) e Jacen Russell-Rowe (Toulouse).


Catar: campeões da Ásia em novo desafio 

Foto: Reprodução/Fifa.com 

O caminho até a Copa

A campanha do Catar nas Eliminatórias Asiáticas para a Copa do Mundo de 2026 foi marcada por oscilações, mudanças no comando técnico e recuperação na reta final. A seleção garantiu vaga no Mundial pela primeira vez por meio das eliminatórias, já que em 2022 participou automaticamente por ser o país-sede.

Na segunda fase das eliminatórias da AFC, os catarianos avançaram sem maiores dificuldades no sistema de grupos. Depois, entraram na terceira fase, disputada por 18 seleções divididas em três grupos de seis equipes.

Foi justamente nessa etapa que o Catar apresentou mais dificuldades. A equipe acumulou resultados irregulares e chegou pressionada às rodadas decisivas. Sob comando do técnico espanhol Julen Lopetegui, conseguiu reagir e conquistou uma vitória importante por 1 a 0 sobre o Irã, já classificado, em junho de 2025.

Sem terminar entre os dois primeiros colocados do grupo, o Catar precisou disputar a quarta fase das eliminatórias asiáticas. Nesta etapa, terceiros e quartos colocados foram divididos em novos grupos que valiam vagas diretas ao Mundial.

A classificação veio em um confronto decisivo diante dos Emirados Árabes Unidos. Com vitória por 2 a 1, os catarianos confirmaram presença na Copa do Mundo de 2026 e garantiram a segunda participação consecutiva do país no torneio.

O que esperar?

Apesar da classificação, o Catar chega para a Copa sem repetir o mesmo impacto que teve no cenário asiático nos últimos anos. Bicampeã da Copa da Ásia, com títulos em 2019 e 2023, a seleção atravessou um ciclo conturbado até 2026 e não conseguiu se firmar entre as principais forças do continente durante as eliminatórias.

A instabilidade também passou pelas constantes trocas no comando técnico. O ciclo contou com Félix Sánchez, Carlos Queiroz, Tintín Márquez, Luis García e, por fim, Julen Lopetegui.

A base da equipe que disputou a Copa de 2022 sofreu poucas alterações. Muitos dos principais jogadores permaneceram no elenco, agora mais experientes, mas também em uma fase mais avançada da carreira. Ao mesmo tempo, a seleção segue apostando na naturalização de atletas para reforçar o grupo.

Diante desse cenário, o Catar chega ao Mundial sem grande expectativa de protagonismo.

O craque
Akram Afif

Diferente de muitos dos principais nomes da Copa do Mundo, Akram Afif construiu toda a sua carreira de destaque longe das grandes ligas europeias. O atacante é ídolo no futebol catari e principal referência técnica da seleção nacional.

Aos 29 anos, Afif chega como o principal nome do Catar para a Copa de 2026. O jogador foi peça decisiva nos títulos da Copa da Ásia de 2019 e 2023, conquistas que consolidaram a geração mais vitoriosa da história do país.

No Al-Sadd, é tratado como estrela absoluta. Pela seleção, também acumula números expressivos. Nas Eliminatórias Asiáticas, marcou quatro gols e distribuiu 11 assistências em 16 partidas, sendo o principal articulador ofensivo da equipe na campanha rumo ao Mundial.

Afif também já aparece entre os maiores jogadores da história do Catar, ocupando posição de destaque na lista de atletas com mais partidas e gols pela seleção nacional. Na América do Norte, será novamente a principal esperança catariana para tentar surpreender.

Convocação

O técnico Julen Lopetegui divulgou uma pré-lista com 34 jogadores para a Copa do Mundo de 2026. A convocação definitiva, com 26 atletas, será enviada à Fifa até o dia 30 de maio.

Entre os nomes presentes na relação estão os brasileiros naturalizados Lucas Mendes e Edmílson Junior. O elenco também mantém boa parte da base utilizada nos últimos anos pela seleção catariana.

Goleiros

Shehab Elleithy (Al-Shahania SC), Salah Zakaria (Al-Duhail SC), Meshaal Barsham (Al-Sadd SC) e Mahmoud Abunada (Al-Rayyan SC).

Defensores

Boualem Khoukhi (Al-Sadd SC), Pedro Miguel (Al-Sadd), Sultan Al Brake (Al-Duhail SC), Tarek Salman (Al-Sadd SC), Al-Hashmi Al-Hussain (Al-Arabi SC), Ayoub Al-Alawi (Al-Gharafa), Bassam Al-Rawi (Al-Duhail SC), Rayyan Al-Ali (Al-Gharafa), Issa Laye (Al-Arabi SC), Lucas Mendes (Al-Wakrah SC), Mohammed Waad (Al-Shamal SC) e Niall Mason (Qatar SC).

Meias

Ahmed Fathi (Al-Arabi SC), Jassim Gaber (Al-Rayyan SC), Assim Madibo (Al-Wakrah SC), Abdulaziz Hatem (Al-Rayyan SC), Karim Boudiaf (Al-Duhail SC), Mohammed Mannai (Al-Shamal SC) e Homam Al-Amin (Cultural Leonesa).

Atacantes

Almoez Ali (Al-Duhail SC), Akram Afif (Al-Sadd SC), Tahsin Mohammed (Al-Duhail SC), Edmílson Junior (Al-Duhail SC), Ahmed Al-Janehi (Al-Gharafa), Ahmed Alaa (Al-Rayyan SC), Sebastián Soria (Qatar SC), Hassan Al-Haydos (Al-Sadd SC), Mubarak Shannan (Al-Duhail SC), Mohammed Muntari (Al-Gharafa SC) e Yusuf Abdurisag (Al-Wakrah SC).


Bósnia e Herzegovina: a volta dos Balcânicos ao Mundial

Foto: Darren Staples/AFP

O caminho até a Copa

A Bósnia e Herzegovina precisou superar um dos caminhos mais dramáticos das Eliminatórias Europeias para garantir presença na Copa do Mundo de 2026. A seleção balcânica confirmou vaga apenas na repescagem e retornará ao Mundial após 12 anos de ausência.

Na fase de grupos das eliminatórias da UEFA, os bósnios terminaram na segunda colocação do Grupo H, atrás da Áustria. A equipe somou 17 pontos em oito partidas e brigou pela vaga direta até a rodada final.

A classificação escapou justamente no confronto decisivo contra os austríacos. Precisando vencer fora de casa para avançar diretamente, a Bósnia empatou por 1 a 1 e teve de se contentar com a disputa da repescagem europeia.

Foi aí que a campanha ganhou contornos históricos. Primeiro, os bósnios eliminaram o País de Gales após empate por 1 a 1 e vitória nos pênaltis. Depois, enfrentaram a Itália na decisão pela vaga no Mundial.

Mesmo diante da tetracampeã mundial, a Bósnia mostrou personalidade. A equipe saiu atrás no placar, buscou o empate no segundo tempo e venceu os italianos por 4 a 1 nas penalidades, garantindo classificação para apenas a segunda Copa do Mundo de sua história.

O retorno ao Mundial recolocou a seleção bósnia no cenário internacional. Liderada pelo experiente Edin Džeko e comandada por Sergej Barbarez, a equipe chega embalada por uma das campanhas mais surpreendentes das eliminatórias europeias.

O que esperar?

A Bósnia aparece como uma das seleções mais interessantes entre as equipes consideradas intermediárias da Copa do Mundo. Em tese, chega para disputar espaço como segunda força de seu grupo, apostando em uma combinação entre juventude e experiência.

A classificação já foi além das expectativas. Diferente da geração que disputou a Copa de 2014, a atual seleção não possui tantos nomes consolidados no futebol europeu. Aquela equipe tinha jogadores como Miralem Pjanić, Asmir Begović e Zvjezdan Misimović em grande fase. Agora, o único remanescente daquela campanha é o veterano Edin Džeko, já com seus 40 anos.

O principal responsável pela reconstrução da equipe é o técnico Sergej Barbarez. Ídolo do futebol bósnio como jogador, Barbarez assumiu sua primeira experiência como treinador justamente na seleção nacional e conseguiu mudar o ambiente da equipe.

A grande transformação aconteceu principalmente no setor ofensivo. O surgimento de jovens pontas deu mais velocidade e agressividade ao time, que passou a jogar de maneira mais vertical e intensa.

Com uma mistura de novos talentos, atletas experientes e um treinador identificado com o país, a Bósnia chega ao Mundial tentando prolongar o clima de surpresa que marcou sua campanha nas eliminatórias.

O craque
Edin Džeko

Edin Džeko já vive os últimos capítulos da carreira, mas segue sendo o grande símbolo do futebol bósnio. O atacante foi decisivo na campanha que recolocou a seleção na Copa do Mundo, especialmente na histórica classificação sobre a Itália na repescagem.

Centroavante clássico, forte fisicamente e extremamente decisivo dentro da área, Džeko é o maior artilheiro da história da seleção da Bósnia e Herzegovina.

O veterano soma 73 gols em 148 partidas pela equipe nacional, além de ser o jogador com mais jogos disputados pelo país. Mais do que os números, virou referência para a nova geração de atletas que compõe o elenco bósnio.

Džeko ainda mostrou capacidade de competir em alto nível no futebol europeu. Pelo Schalke 04, teve papel importante na reta final da temporada, ajudando o clube alemão a retornar à primeira divisão com seis gols e três assistências em 11 partidas.

Na Copa do Mundo, será novamente o principal líder técnico e emocional da seleção balcânica.

Convocados

A seleção da Bósnia e Herzegovina divulgou a lista de 26 convocados para a Copa do Mundo de 2026. Entre os principais nomes estão Edin Džeko, do Schalke 04, e o defensor Sead Kolašinac, da Atalanta.

Goleiros

Nikola Vasilj (St. Pauli/ALE), Martin Zlomislic (Rijeka/CRO) e Osman Hadzikic (Slaven Belupo/CRO).

Defensores

Sead Kolašinac (Atalanta/ITA), Amar Dedic (Benfica/POR), Nihad Mujakic (Gaziantep/TUR), Nikola Katic (Schalke 04/ALE), Tarik Muharemovic (Sassuolo/ITA), Stjepan Radeljic (Rijeka/CRO), Dennis Hadzikadunic (Sampdoria/ITA) e Nidal Celik (Lens/FRA).

Meio-campistas

Amir Hadziahmetovic (Hull City/ING), Ivan Sunjic (Pafos/CHP), Ivan Basic (Astana/CAZ), Dzenis Burnic (Karlsruher/ALE), Ermin Mahmic (Slovan Liberec/RCH), Benjamin Tahirovic (Brondby/DIN), Amar Memic (Viktoria Plzen/RCH), Armin Gigovic (Young Boys/SUI), Kerim Alajbegovic (RB Salzburg/AUT) e Esmir Bajraktarevic (PSV Eindhoven/HOL).

Atacantes

Ermedin Demirovic (Stuttgart/ALE), Jovo Lukic (Universitatea Cluj/ROM), Samed Bazdar (Jagiellonia/POL), Haris Tabakovic (Borussia Mönchengladbach/ALE) e Edin Džeko (Schalke 04/ALE).


Suíça: a constância dos helvéticos em Copa

Foto: Reprodução/Fifa.com 

O caminho até a Copa

A Suíça confirmou presença na Copa do Mundo de 2026 mantendo uma das trajetórias mais consistentes do futebol europeu nos últimos anos. A seleção garantiu classificação direta nas Eliminatórias da UEFA e ampliou sua sequência de participações consecutivas em Mundiais.

Os suíços terminaram na liderança de seu grupo nas eliminatórias europeias, sustentando uma campanha marcada pela solidez defensiva, organização tática e capacidade de decidir jogos importantes fora de casa.

A caminhada começou de maneira dominante. Na estreia, a equipe venceu Kosovo por 4 a 0, com dois gols de Breel Embolo. Na sequência, confirmou o bom momento ao derrotar a Eslovênia por 3 a 0 e superar a Suécia por 2 a 0.

Nos confrontos de volta, a seleção manteve o alto nível. Fora de casa, empatou sem gols com a Eslovênia e depois voltou a vencer a Suécia, desta vez por 4 a 1, em mais uma atuação dominante.

Na rodada final, outro empate diante de Kosovo confirmou uma campanha praticamente impecável: invicta, com 14 gols marcados e apenas dois sofridos.

A regularidade também virou marca histórica da Suíça em grandes torneios. Desde 1994, os suíços avançaram às oitavas de final em cinco das últimas seis participações em Copas do Mundo, consolidando-se como presença frequente nos mata-matas internacionais.

O que esperar?

Sob comando do técnico Murat Yakin, a Suíça passou por uma renovação gradual sem perder competitividade. A equipe mistura jogadores experientes com uma nova geração que ganhou espaço ao longo do ciclo.

A principal característica segue sendo a força coletiva. Diferente de seleções muito dependentes de um único craque, os suíços construíram sua campanha apoiados em equilíbrio tático, intensidade física e uma defesa extremamente sólida.

Jogadores como Granit Xhaka, Manuel Akanji, Dan Ndoye e Zeki Amdouni assumiram protagonismo durante as eliminatórias, enquanto jovens atletas passaram a ganhar cada vez mais espaço no elenco.

Além dos resultados nas eliminatórias, a Suíça manteve a reputação de seleção extremamente difícil de enfrentar em torneios curtos. Nas últimas edições de Copa do Mundo e Eurocopa, os suíços frequentemente conseguiram competir de igual para igual contra grandes potências europeias.

Para 2026, a expectativa é novamente de uma equipe organizada, competitiva e capaz de incomodar favoritos em confrontos eliminatórios. Dentro do Grupo B, os suíços chegam como favoritos à liderança pela regularidade apresentada ao longo do ciclo.

O craque
Granit Xhaka

Granit Xhaka segue como o principal líder técnico e emocional da seleção suíça. Meio-campista de contenção e organizador do jogo da equipe, o capitão disputará sua quarta Copa do Mundo com a camisa da seleção Nati, após participar das edições de 2014, 2018 e 2022.

Xhaka virou referência para os jogadores mais jovens do elenco e continua sendo peça central no esquema montado por Murat Yakin.

O volante chega ao Mundial após mais uma temporada de destaque no futebol inglês. Pelo Sunderland, ajudou a equipe a garantir vaga na Europa League logo após o retorno à primeira divisão.

Pela seleção suíça, Xhaka soma 144 partidas e 16 gols marcados. É o jogador com mais jogos na história da Suíça e divide com Ricardo Rodríguez o posto de atleta suíço com mais partidas disputadas em Copas do Mundo, ambos com 12 jogos.

Convocados

Goleiros

Marvin Keller (Young Boys), Gregor Kobel (Borussia Dortmund) e Yvon Mvogo (Lorient).

Defensores

Manuel Akanji (Inter de Milão), Aurele Amenda (Eintracht Frankfurt), Eray Cömert (Valencia), Nico Elvedi (Borussia Mönchengladbach), Luca Jaquez (Stuttgart), Miro Muheim (Hamburgo), Ricardo Rodríguez (Real Betis) e Silvan Widmer (Mainz).

Meio-campistas

Michel Aebischer (Pisa), Christian Fassnacht (Young Boys), Remo Freuler (Bologna), Ardon Jashari (Milan), Johan Manzambi (Freiburg), Fabian Rieder (Augsburg), Djibril Sow (Sevilla), Ruben Vargas (Sevilla), Granit Xhaka (Sunderland) e Denis Zakaria (Monaco).

Atacantes

Zeki Amdouni (Burnley), Breel Embolo (Rennes), Cedric Itten (Fortuna Düsseldorf), Dan Ndoye (Nottingham Forest) e Noah Okafor (Leeds United).


Palpite da Redação

A redação aposta na classificação de Suíça e Bósnia e Herzegovina para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O Canadá entra muito próximo da disputa pela vaga e pode se beneficiar do fator casa. Catar precisa de mais. 

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