CFM mantém punição ética contra o ex-BBB Marcos Harter
Conselho Federal de Medicina rejeitou recurso da defesa e confirmou penalidade aplicada regionalmente; profissional alega ser alvo de "perseguição pessoal"
O médico Marcos Harter, que ganhou repercussão nacional após ser expulso do Big Brother Brasil por agressão contra uma participante do programa, voltou a se envolver em polêmica após decisão do Conselho Federal de Medicina (CFM).
O órgão decidiu manter uma punição ética aplicada ao profissional após analisar recurso apresentado pela defesa. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (21).
Com isso, foi confirmada a pena de “censura pública em publicação oficial”. Segundo o Conselho, Harter infringiu normas do Código de Ética Médica relacionadas à responsabilidade profissional, ao respeito à dignidade do paciente e à utilização de métodos diagnósticos e terapêuticos reconhecidos cientificamente.
A sanção já havia sido determinada anteriormente pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT). O processo, porém, não detalha quais fatos específicos motivaram a condenação ética.
Após a divulgação da decisão, Marcos Harter publicou uma nota nas redes sociais afirmando que a penalidade se restringe à censura ética e não envolve suspensão do exercício da medicina nem cassação do registro profissional.
Na manifestação, o médico também questionou a condução do processo disciplinar e alegou ter sido alvo de “perseguição profissional e pessoal” por parte do relator responsável pelo caso na fase regional.
Segundo Harter, essa situação teria comprometido a imparcialidade do julgamento.
O ex-BBB afirmou ainda que a paciente responsável pela representação não compareceu aos atos processuais do conselho e não teria apresentado provas técnicas para sustentar as acusações feitas contra ele.
Ao final da nota, o médico declarou confiar nas instituições brasileiras e afirmou acreditar no direito ao contraditório e à ampla defesa.