Créditos: Joédson Alves/Agência Brasil
Biometria do INSS: veja quem precisa fazer e o risco de bloqueio do benefício
Saiba quem deve se cadastrar imediatamente e por que quem já é aposentado não precisa correr aos postos agora
O cadastro biométrico no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou a ser exigido em 2026 e tem gerado dúvidas entre segurados, principalmente por causa de informações sobre prazos e risco de bloqueios. Apesar da obrigatoriedade já estar valendo, a aplicação da regra não é igual para todos.
A principal orientação é que quem pretende solicitar um novo benefício precisa se adequar imediatamente. Já aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios não devem tomar nenhuma providência por conta própria sem antes serem oficialmente notificados.
Biometria já é obrigatória para novos pedidos
Desde novembro de 2025, o INSS passou a exigir que segurados tenham biometria cadastrada em bases reconhecidas pelo governo para solicitar novos benefícios. Sem esse registro, o pedido pode não avançar normalmente.
Durante a fase de transição, ainda são aceitas biometrias já existentes em documentos oficiais, como a Carteira de Identidade Nacional, a Carteira Nacional de Habilitação e o título de eleitor. A medida evita que todos precisem refazer o cadastro imediatamente.
No entanto, essa flexibilidade tem prazo. A partir de 1º de maio de 2026, quem não tiver biometria registrada em nenhuma dessas bases precisará emitir a nova Carteira de Identidade Nacional para dar continuidade ao processo de solicitação.
Quem já recebe benefício não precisa correr
Para quem já recebe aposentadoria, pensão ou auxílio, a implementação será gradual. O governo informou que não haverá bloqueio automático generalizado e que a atualização será solicitada apenas quando houver necessidade.
Nesses casos, a convocação será individual e o prazo para regularização começa a contar somente após o segurado ser oficialmente notificado.
Um exemplo é o Benefício de Prestação Continuada, em que o prazo pode chegar a 90 dias após a comunicação para atualização dos dados biométricos.
Consequências variam conforme o caso
O impacto de não cumprir a exigência depende da situação do segurado. Para quem pretende solicitar um benefício, a ausência de biometria pode impedir o andamento do pedido.
Já para quem já recebe, o problema só ocorre se houver convocação e o prazo não for cumprido. Nessa situação, o benefício pode entrar em pendência e até ser temporariamente bloqueado até a regularização.
As pendências e notificações podem ser acompanhadas pelo aplicativo Meu INSS, onde o segurado é informado sobre eventuais necessidades de atualização cadastral.
Grupos podem ter tratamento diferenciado
A regulamentação prevê exceções para evitar prejuízos a públicos mais vulneráveis. Podem ter dispensa ou regras flexibilizadas pessoas com mais de 80 anos, cidadãos com dificuldade de locomoção, moradores de áreas de difícil acesso, além de migrantes, refugiados, apátridas e brasileiros que vivem no exterior.
Orientação é evitar decisões precipitadas
Na prática, não existe um prazo único para todos os segurados. Especialistas orientam que o principal é evitar agir com base em boatos ou por impulso.
Quem já recebe benefício deve apenas manter os dados atualizados e acompanhar as comunicações oficiais. Já quem pretende solicitar um novo benefício precisa verificar previamente se possui biometria válida em alguma base aceita.
A recomendação é simples: informação correta e atenção às notificações são fundamentais para evitar atrasos, bloqueios e transtornos no acesso aos benefícios
