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Banco alerta Coaf sobre movimentações em dinheiro vivo da Força Sindical sem uso de carro-forte

Relatório enviado à CPMI do INSS aponta operações em espécie entre 2018 e 2019 e resistência da entidade em adotar transporte de valores regular

Redação · · 2 min de leitura
Banco Central
Banco Central — Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) enviado à CPMI do INSS levantou suspeitas sobre a movimentação financeira da Força Sindical, uma das maiores centrais sindicais do país. O documento, elaborado com base em informações do banco responsável pelas contas da entidade, afirma que houve “grande quantidade de valores em espécie movimentados”, sem o uso de carro-forte para o transporte.

De acordo com o relatório, o setor financeiro da Força Sindical foi questionado pelo banco sobre o motivo das transações em dinheiro vivo. O responsável alegou que os fornecedores do sindicato preferiam receber pagamentos em espécie. Ainda assim, o banco considerou o comportamento atípico e decidiu alertar o Coaf.

“Segundo o gerente, o cliente se recusa(va) a contratar serviço de carro-forte para o transporte de valores”, diz o documento, que integra o relatório de inteligência financeira repassado à comissão parlamentar.

Os dados da Força aparecem em meio à investigação sobre o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), entidade ligada à Força Sindical e investigada pela Polícia Federal e pela própria CPMI.

O banco justificou o alerta com base em três critérios previstos em lei:

  • movimentações em espécie por clientes que normalmente utilizam outros meios, como cheques ou cartões;

  • resistência em fornecer informações cadastrais ou apresentação de dados de difícil verificação;

  • e movimentações atípicas de recursos por organizações sem fins lucrativos.

As movimentações citadas ocorreram entre outubro de 2018 e fevereiro de 2019. O caso está sendo analisado pela CPMI, que apura o uso irregular de recursos de aposentados e pensionistas vinculados ao INSS

Com informações da Veja

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