Assis Gurgacz Neto será suplente de Gleisi em meio à intensificação das articulações políticas no Paraná
Lançamentos de pré-candidaturas, indefinições sobre alianças e mudanças nas chapas ao Senado movimentam os bastidores da sucessão estadual e evidenciam a disputa por espaço entre os principais grupos políticos
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A menos de um mês do início oficial da campanha eleitoral, as articulações para a formação das chapas que disputarão as eleições de 2026 seguem intensas no Paraná. Com as convenções partidárias em andamento, lideranças estaduais aceleram negociações, redefinem estratégias e buscam consolidar alianças para as disputas ao Governo do Estado, Senado e Câmara Federal.
Um dos movimentos que chamou a atenção nos últimos dias foi o lançamento da pré-candidatura do ex-secretário de Estado Rogério Carboni (MDB), nesta segunda-feira (20) à Câmara dos Deputados. O evento reuniu o governador Ratinho Junior (PSD), o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (PSD), o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex (PSD), além de lideranças do MDB.
A presença das principais lideranças do grupo político de Ratinho Junior ocorre em um momento em que o MDB mantém o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, como pré-candidato ao Governo do Estado. Nos bastidores, porém, há avaliações de que parte da legenda estaria mais alinhada ao projeto político do atual governador do que propriamente à candidatura própria do partido, cenário que alimenta especulações sobre possíveis divisões internas.
Apesar das movimentações, Greca tem reafirmado publicamente que permanece na disputa pelo Palácio Iguaçu e que seguirá trabalhando para viabilizar sua candidatura.
Na corrida ao Senado, outro nome que voltou ao centro das discussões foi o do vice-prefeito de Curitiba, Paulo Martins (PL). Em declarações recentes, ele afirmou que não pretende aguardar indefinições sobre a composição da chapa majoritária e indicou que seguirá construindo seu projeto político caso o cenário permaneça indefinido.
Também permanece indefinida a situação da jornalista Cristina Graeml. Embora aliados afirmem que ela continua sendo considerada para disputar uma vaga ao Senado, surgiram especulações sobre uma eventual composição como candidata a vice-governadora. Pessoas próximas à jornalista, no entanto, indicam que essa possibilidade não estaria entre as prioridades, mantendo aberta a discussão sobre qual será seu papel nas eleições deste ano.
Outra movimentação que ganhou repercussão envolve o empresário cascavelense Assis Gurgacz Neto, confirmado como primeiro suplente da ministra e candidata ao Senado, Gleisi Hoffmann (PT).
Segundo informações divulgadas pela família Gurgacz, o convite foi feito inicialmente ao empresário Assis Gurgacz, fundador da Eucatur e da Fundação Assis Gurgacz (FAG). Ele, porém, recusou a indicação por afirmar que não pretende retornar à vida pública neste momento e sugeriu o nome do neto para ocupar a suplência. A indicação foi aceita após diálogo com a família e recebeu o aval da direção estadual do PT. Assis Gurgacz Neto é filiado ao PDT.
Caso Gleisi Hoffmann seja eleita senadora e volte a assumir um ministério em um eventual novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro suplente poderá assumir a cadeira no Senado Federal.
Nos bastidores, a composição também é vista como uma aproximação entre PT e PDT no Paraná e amplia a participação de lideranças do Oeste nas articulações eleitorais estaduais.
As movimentações refletem um cenário de intensa reorganização política, em que partidos e lideranças ainda buscam definir alianças e estratégias para as eleições de outubro. Com o prazo para as convenções se aproximando do fim, a expectativa é de que novos acordos, mudanças de posicionamento e definições sobre as chapas ocorram nos próximos dias, redesenhando o quadro político paranaense para a disputa de 2026.
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