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Arrecadação federal cresce 7,7% em junho e soma R$ 1,58 trilhão no primeiro semestre

Resultado foi impulsionado pelo desempenho da economia, aumento da massa salarial, importações e maior arrecadação de tributos sobre empresas e aplicações financeiras

Arrecadação federal cresce 7,7% em junho e soma R$ 1,58 trilhão no primeiro semestre Créditos: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A arrecadação das receitas federais alcançou R$ 264,4 bilhões em junho, registrando crescimento real de 7,7% em relação ao mesmo mês de 2025, já descontada a inflação. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pela Receita Federal.

No acumulado do primeiro semestre, a arrecadação chegou a aproximadamente R$ 1,587 trilhão, o que representa alta real de 6,6% na comparação com os seis primeiros meses do ano passado.

Segundo o órgão, o resultado foi impulsionado pelo desempenho favorável da atividade econômica, pelo crescimento da massa salarial e pelo aumento das importações.

Receitas administradas pela Receita somam R$ 255,3 bilhões

Do total arrecadado em junho, R$ 255,3 bilhões correspondem às receitas administradas diretamente pela Receita Federal.

O órgão destacou que a combinação entre crescimento da economia e melhora em indicadores como emprego e comércio exterior contribuiu para elevar a arrecadação de diversos tributos federais.

IRPJ e CSLL lideram alta da arrecadação

Entre os impostos que mais impulsionaram o resultado estão o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Juntos, os dois tributos arrecadaram R$ 33,2 bilhões em junho, valor 20,4% superior, em termos reais, ao registrado no mesmo período de 2025.

Segundo a Receita Federal, o desempenho reflete o aumento da lucratividade das empresas e o comportamento favorável da atividade econômica.

Receita previdenciária também cresce

A arrecadação das contribuições previdenciárias atingiu R$ 64,48 bilhões em junho, alta real de 4,7% na comparação anual.

De acordo com a Receita, o resultado foi influenciado pelo crescimento da massa salarial e pela redução gradual da desoneração da folha de pagamento, com o avanço da reoneração das contribuições patronais.

Importações e aplicações financeiras reforçam resultado

Os tributos incidentes sobre as importações também apresentaram crescimento expressivo.

A arrecadação vinculada ao comércio exterior aumentou 22,87% em relação a junho do ano passado, acompanhando a expansão das importações no período.

Outro destaque foi o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital, que registrou alta real de 12,4%, impulsionado pelo desempenho das aplicações financeiras.

Resultado reflete cenário econômico

Segundo a Receita Federal, o desempenho da arrecadação no primeiro semestre reflete a combinação de fatores econômicos positivos, como a expansão da atividade produtiva, o crescimento do emprego formal e o aumento da movimentação no comércio exterior.

Os números indicam que a arrecadação federal segue em trajetória de crescimento ao longo de 2026, impulsionada principalmente pelos tributos incidentes sobre empresas, folha de pagamento, importações e rendimentos financeiros.

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