Após novo empréstimo, Paraná tenta mais US$ 150 milhões com o BID
Projetos foram lidos na sessão desta segunda-feira e devem reacender discussão sobre sequência de operações aprovadas recentemente
Por Gazeta do Paraná
Créditos: AEN
Pouco depois de autorizar um novo empréstimo internacional, o governo do Paraná encaminhou à Assembleia Legislativa mais dois projetos para ampliar o crédito junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), consolidando uma sequência de operações que chama atenção pelo volume e pela proximidade entre elas.
As propostas foram lidas na sessão desta segunda-feira e autorizam a contratação de até US$ 150 milhões (cerca de R$ 825 milhões), sendo US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 550 milhões) para modernização da gestão fiscal e outros US$ 50 milhões (cerca de R$ 275 milhões) para o programa Paraná Empreendedor, voltado à ampliação de crédito para micro, pequenas e médias empresas.
Com isso, o Estado passa a acumular, em curto intervalo de tempo, três operações com o BID, incluindo uma já aprovada recentemente pela própria Assembleia.
Sequência de operações chama atenção
A nova rodada de projetos reforça uma estratégia de ampliação do crédito internacional por parte do governo estadual.
Embora cada operação tenha finalidade específica, a soma dos valores evidencia o crescimento do volume de financiamentos externos contratados pelo Estado em um período reduzido, o que deve se tornar um dos pontos centrais da discussão quando os projetos avançarem na tramitação.
Impacto financeiro já projetado
Os documentos anexados aos projetos indicam que o custo das operações começa a aparecer já nos primeiros anos.
No caso do financiamento de US$ 100 milhões, a previsão é de R$ 16,6 milhões em juros e encargos entre 2027 e 2028 .
Já o programa Paraná Empreendedor projeta custo de aproximadamente R$ 10,8 milhões no mesmo período .
Somadas, as duas operações representam impacto inicial superior a R$ 27 milhões, valor que tende a crescer ao longo da vigência dos contratos.
Receitas estaduais entram como garantia
Os projetos também preveem o uso de receitas do Estado como contragarantia à União, incluindo parcelas de impostos e transferências constitucionais.
Esse modelo implica compromisso direto de receitas futuras para assegurar o pagamento da dívida.
Expectativa de posicionamento dos deputados
Como foram apenas lidos em plenário, os projetos ainda não foram debatidos pelos deputados e seguem agora para análise nas comissões.
A expectativa é que a discussão ganhe força nas próximas etapas da tramitação, especialmente diante da sequência de operações com o mesmo organismo internacional e do volume acumulado de recursos envolvidos.
O posicionamento das bancadas deve indicar como a Assembleia pretende lidar com a ampliação do crédito externo em um curto espaço de tempo, tema que tende a ganhar peso político conforme os projetos avançarem para votação.
Créditos: Redação
