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Fão do Bolsonaro afirma que tem vídeos contra Dr. Lauri, mas evita divulgação para não anular processo

Vereador afirma que divulgação antecipada das imagens pode comprometer o processo de cassação por suposto uso de assessor em obra particular durante o expediente

Por Eliane Alexandrino

Fão do Bolsonaro afirma que tem vídeos contra Dr. Lauri, mas evita divulgação para não anular processo Créditos: Divulgação

O vereador Fão do Bolsonaro (PL) voltou a se manifestar nesta terça-feira (14) sobre o pedido de cassação protocolado contra o vereador Dr. Lauri (MDB). Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que possui imagens que comprovariam a denúncia, mas disse que não pode divulgar o material neste momento para evitar prejuízos à tramitação do processo na Câmara de Cascavel.

Segundo Fão do Bolsonaro, a divulgação antecipada das gravações poderia gerar questionamentos jurídicos e comprometer a validade da representação apresentada ao Legislativo.

"Eu sou o cara que mais quer soltar esses vídeos na face da terra. Só que eu não posso por uma questão legal. Eu posso acabar gerando nulidade do processo e daí, onde a gente poderia caçar, que é isso que vai acontecer, ele pode usar isso contra a gente", afirmou.

O vereador disse que, a partir de agora, caberá à Mesa Diretora analisar a admissibilidade da denúncia antes do eventual encaminhamento ao Conselho de Ética ou à instauração de uma Comissão Processante.

A representação foi protocolada nesta segunda-feira (13) e acusa Dr. Lauri de utilizar o chefe de gabinete de seu mandato para realizar serviços em uma obra particular durante o horário de expediente. De acordo com Fão do Bolsonaro, o pedido de cassação é acompanhado por fotografias, vídeos e imagens aéreas obtidas por drone, que, segundo ele, demonstrariam a suposta irregularidade.

Durante a sessão que anunciou a denúncia, o vereador afirmou que decidiu formalizar o pedido apenas após reunir elementos que considerou suficientes para fundamentar a acusação.

O vereador Policial Madril (PP) confirmou que acompanhou parte da apuração e afirmou ter orientado que toda a denúncia fosse baseada em registros e provas antes de ser apresentada oficialmente à Câmara.

Conforme o Regimento Interno da Câmara de Cascavel, o presidente em exercício, vereador Serginho Ribeiro, tem prazo de até dez dias úteis para analisar a representação juntamente com a Mesa Diretora. Caso a denúncia seja admitida pela maioria absoluta dos membros, o Legislativo decidirá se o caso será encaminhado ao Conselho de Ética ou à constituição de uma Comissão Processante.

Atualmente, o Conselho de Ética é formado pelos vereadores Carlinhos Oliveira, Edson Souza, Everton Guimarães, Cidão da Telepar e Serginho Ribeiro. Como preside interinamente a Câmara, Serginho deverá ser substituído na condução da análise da representação.

Procurado anteriormente pela Gazeta do Paraná, o vereador Dr. Lauri informou que analisaria o teor da denúncia e as provas apresentadas antes de se manifestar oficialmente sobre o caso. Na sessão ordinária desta terça-feira (14), segundo a Câmara, o vereador Dr Lauri decidiu participar da sessão de forma remota.

O que diz a Câmara

Em nota, a Câmara de Vereadores de Cascavel informou que a representação protocolada contra o vereador Dr. Lauri (MDB) seguirá os trâmites previstos no Regimento Interno da Casa.

Segundo o Legislativo, caberá ao presidente em exercício, vereador Serginho Ribeiro, reunir a Mesa Diretora em até cinco dias úteis para analisar a admissibilidade da denúncia. A decisão será tomada por maioria absoluta.

Se a representação for admitida, a Mesa Diretora decidirá se o caso será encaminhado à Comissão de Ética ou se haverá a instauração de uma Comissão Processante, responsável por conduzir a investigação e emitir parecer sobre o pedido de cassação.

Foto: Divulgação

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