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Apenas 12 dos 54 ministros de Bolsonaro disputam eleições em 2026

Ex-integrantes do governo representam 22% do primeiro escalão da gestão Bolsonaro que estarão nas urnas; metade tenta permanecer nos cargos atuais

Por Gazeta do Paraná

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Apenas 12 dos 54 ministros de Bolsonaro disputam eleições em 2026 Créditos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Dos 54 ministros que integraram o governo de Jair Bolsonaro (PL), 12 estarão diretamente envolvidos na disputa eleitoral de 2026. O grupo representa cerca de 22% dos integrantes do primeiro escalão da gestão que decidiram disputar um novo mandato ou concorrer a outro cargo neste ano.

Entre os ex-ministros que estarão nas urnas, dois disputam governos estaduais: Sergio Moro, no Paraná, e Tarcísio de Freitas, em São Paulo. Moro deixa a disputa presidencial para concorrer ao Palácio Iguaçu, enquanto Tarcísio tenta a reeleição ao governo paulista.

Outros quatro ex-integrantes do governo Bolsonaro concorrem ao Senado. Ciro Nogueira busca a reeleição pelo Piauí; João Roma disputa uma vaga pela Bahia; Marcelo Queiroga é candidato na Paraíba; e Ricardo Salles concorre em São Paulo, onde atualmente exerce mandato de deputado federal.

A maior parte do grupo, no entanto, está concentrada na disputa por vagas na Câmara dos Deputados. Eduardo Pazuello tenta a reeleição pelo Rio de Janeiro, Marcelo Álvaro Antônio busca permanecer no cargo por Minas Gerais e Osmar Terra disputa novamente uma cadeira pelo Rio Grande do Sul.

Também concorrem à Câmara Cristiane Britto, pelo Distrito Federal; Gilson Machado, por Pernambuco; e Onyx Lorenzoni, pelo Rio Grande do Sul.

Dos 12 ex-ministros que estarão em campanha, seis tentam permanecer no cargo que já ocupam. A estratégia mostra a preferência de parte dos antigos integrantes do governo por preservar mandatos e espaços conquistados na política institucional.

Ex-ministros fora da disputa

Além dos 12 candidatos, quatro ex-ministros do governo Bolsonaro são atualmente senadores e estão na metade de seus mandatos, não precisando disputar a eleição deste ano. São eles Damares Alves, Marcos Pontes, Rogério Marinho e Tereza Cristina.

Com isso, uma parcela significativa dos antigos integrantes do governo permanece na política, mas sem participação direta na eleição de 2026.

O grupo também é marcado pelos desdobramentos das investigações sobre a tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022. Quatro ex-ministros de Bolsonaro estão presos por envolvimento na chamada trama golpista, assim como o próprio ex-presidente.

O cenário mostra que, apesar da presença de antigos integrantes do governo na política nacional, a maioria dos 54 ministros que passaram pela gestão Bolsonaro não estará diretamente na disputa eleitoral deste ano.

Entre os nomes que concorrem, Sergio Moro ocupa uma posição particular. Ex-ministro da Justiça e atual senador pelo Paraná, ele disputa o governo estadual e deixa, pelo menos neste momento, a corrida por uma vaga no Senado para tentar chegar ao comando do Estado.

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