Créditos: Rafael Ribeiro / CBF
Alisson iguala marca histórica de Taffarel e Gilmar na estreia da Copa
Ao entrar em campo contra Marrocos neste sábado (13), camisa 1 do Liverpool alcança Gilmar e Taffarel; jogador elogiou gestão de Carlo Ancelotti e relembrou infância
A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 marcará um feito importante para Alisson. Quando entrar em campo contra Marrocos, neste sábado (13), às 19h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, o goleiro se tornará apenas o terceiro arqueiro da história a defender o Brasil como titular em três edições de Copa do Mundo.
Aos 33 anos, o jogador do Liverpool igualará a marca de Gilmar dos Santos Neves, titular em 1958, 1962 e 1966, e de Taffarel, que esteve no gol brasileiro nas Copas de 1990, 1994 e 1998.
Em entrevista concedida durante a preparação da equipe nos Estados Unidos, Alisson destacou a importância do momento na carreira.
“Se pudesse resumir em uma palavra, seria honra. Estar ao lado de nomes tão importantes da história da Seleção é um privilégio. Quando era criança, sonhava em chegar até aqui, mas parecia algo muito distante. Agora quero também entrar para o grupo dos campeões mundiais”, afirmou.
Referência dentro e fora de campo
Alisson tem uma ligação especial com Taffarel, atual treinador de goleiros da Seleção Brasileira. Além de trabalharem juntos na equipe nacional, os dois também dividiram o dia a dia no Liverpool entre 2021 e 2025 e possuem outra coincidência: ambos foram revelados pelo Internacional.
O goleiro relembrou uma das memórias mais marcantes da infância envolvendo o ex-camisa 1 da Seleção.
“Uma das lembranças mais fortes que tenho de Copa é a semifinal de 1998 contra a Holanda. Quando o Taffarel defendeu o pênalti, meu pai pegou um bolo e passou no próprio rosto para comemorar”, contou, entre risos.
Alisson também destacou a influência do ex-goleiro em sua trajetória profissional.
“É um privilégio trabalhar com o Taffarel. Ele foi inspiração para uma geração inteira de goleiros brasileiros. Muitas crianças gritavam o nome dele quando iam para o gol. É alguém muito importante para mim, tanto como profissional quanto como mentor.”
Elogios a Ancelotti
Outro personagem elogiado pelo goleiro foi o técnico Carlo Ancelotti, que assumiu a Seleção após um período de instabilidade dentro e fora de campo.
Segundo Alisson, o treinador italiano teve papel importante na mudança do ambiente da equipe.
“Ele sabe escolher as palavras certas no momento certo. É um grande gestor e tem ideias muito claras sobre futebol. Mesmo com tudo o que já conquistou na carreira, demonstra alegria e gratidão por comandar a Seleção Brasileira. Desde que chegou, o ambiente mudou bastante. É uma presença forte, que cria um clima focado em trabalho e longe de polêmicas”, afirmou.
Cobrança faz parte da história da Seleção
Alisson também comentou as críticas recebidas pela Seleção após as últimas Copas do Mundo e ressaltou que a pressão é consequência da grandeza da camisa brasileira.
“O torcedor brasileiro quer títulos. Tive a oportunidade de conquistar uma Copa América, mas nada se compara a vencer uma Copa do Mundo pela Seleção. As críticas existem porque o Brasil sempre entra para ganhar. Mas ninguém se cobra mais do que eu mesmo.”
O goleiro acredita que a equipe tem condições de buscar o hexacampeonato e destacou a importância de aprender com os erros do passado.
“Cada um escolhe como reage às dificuldades. Eu prefiro aprender com aquilo que aconteceu e seguir em frente. Temos uma grande oportunidade pela frente”, concluiu.
O Brasil estreia na Copa do Mundo neste sábado, diante do Marrocos, pelo Grupo C, que também conta com Haiti e Escócia.
