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Adolescente é apreendido em Foz do Iguaçu por suspeita de integrar comunidades que espalhavam mensagens com ameaças a escolas

Por Giuliano Saito


De acordo com a polícia, adolescente foi apreendido no momento em que chegava à escola e no celular dele havia links de acesso à deep web. Adolescente é apreendido em Foz do Iguaçu suspeito de integrar comunidades na deep web para espalhar mensagens de ameaça Divulgação Um adolescente foi apreendido nesta quinta-feira (20) ao chegar à escola em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, de acordo com a Polícia Civil. Conforme a polícia, ele foi encaminhado para uma unidade de internação por ser suspeito de integrar comunidades na deep web para disseminação de mensagens de ameaças a escolas. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram Ainda conforme os agentes, no celular do adolescente, foram encontrados links para acesso à deep web. Adolescente de 16 anos é apreendido em Curitiba em operação contra violência em escolas Ratinho Junior anuncia 5,6 mil policiais para reforçar segurança na rede estadual de educação: 'O lugar mais seguro ainda é a escola' Mais de 40 adolescentes foram identificados e 13 apreendidos por ameaças a escolas no Paraná, diz secretário de Segurança Pública O que é a 'deep web'? Atualmente, há quem use o termo "deep web" para se referir a conteúdos anônimos ou ilegais na internet. Mas "deep web" ("web profunda", em tradução livre) não é necessariamente é um local onde existe apenas conteúdo criminoso. O termo foi cunhado em 2001 pelo pesquisador Michael Bergman para descrever qualquer conteúdo que não aparecia em mecanismos de pesquisa como o Google ou o Bing, da Microsoft. Isso porque, para chegar ao conteúdo "deep web", é preciso acessar um site específico, como se fosse um intermediário. Estão na "deep web", por exemplo, bancos de dados de agências espaciais, processos em tramitação em tribunais, dados de mapas, impostos e documentos em institutos de governo, entre outros conteúdos que não são encontrados em uma simples busca. Uma outra parte da "deep web" é de conteúdo anônimo, conhecida também como "dark web" ("web escura"). Para acessá-la, existem programas próprios. O mais popular é chamado "Tor". O que existe na 'deep web'? A parte de anonimato da "deep web" (também chamada de "dark web") é atraente para ativistas políticos, hacktivistas e criminosos virtuais, além de pessoas que buscam compartilhar conteúdo censurado e ilegal. Com ações policiais que derrubaram sites de abuso sexual infantil da web comum, parte desse conteúdo também passou a ser disponibilizado nessa rede. Lá também se encontram lojas virtuais de mercadorias proibidas ou de difícil acesso, inclusive drogas (lícitas e ilícitas) e armas. Várias dessas lojas, no entanto, já foram derrubadas pela polícia: o caso mais notório foi o do "Silk Road", cujo fundador, Ross Ulbricht, foi condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos. A "deep web" também abriga muito conteúdo pirata, incluindo livros, programas e vídeos. Quais os riscos do acesso à 'deep web'? Do ponto de vista técnico, os sites da "deep web" são normalmente mais simples que os da internet comum. É que muitos usuários dessas redes preferem navegar com o maior número possível de recursos desativado, tanto para acelerar o acesso como para reduzir o risco de rastreamento. Por isso há um risco muito baixo de contaminação por vírus, softwares espiões e outros problemas dessa natureza apenas com a navegação na rede. Por outro lado, qualquer conteúdo existente na "deep web" deve ser encarado com desconfiança. Imagens podem ter sofrido edição, programas podem estar contaminados com vírus e grande parte das informações é imprecisa ou totalmente inventada. É essa falta de sensibilidade sobre o conteúdo da rede que traz mais riscos, principalmente para adolescentes ou adultos não acostumados com este ambiente. Para os pais que estiverem preocupados se os filhos estão acessando essas redes, é preciso verificar se algum dos programas envolvidos está instalado. Por exemplo: para acessar a rede mais comum, a "Tor", é preciso ter o "Tor Browser". Existe alguma regulamentação? Não. O objetivo das redes de anonimato como o "Tor" é fugir de qualquer lei ou regra. Isso significa que o conteúdo dessas redes não é regulamentado. Porém, como o acesso ocorre por meio da internet, é possível, em muitos casos, saber se alguém está usando o "Tor" e bloquear totalmente o acesso. A eficácia desses bloqueios é incerta, apesar do esforço necessário para impor esse tipo de barreira. Segundo estatísticas do programa, o país com mais usuário em que internautas se conectam à rede por meios alternativos — um indício de que o método regular foi bloqueado — é a Rússia, responsável por 17,89% desses acessos. Em segundo lugar está o Irã (9,02%), seguido dos Estados Unidos (8,74%), da Turquia (6,51%) e da Índia (4,71%). VÍDEOS: Mais assistidos do g1 PR Veja mais notícias do estado em g1 Paraná.