Wilson Grassi apoia Flávio Bolsonaro no 2º turno com condição pela causa animal
Ex-candidato à Presidência condicionou apoio a cinco propostas, incluindo hospitais veterinários públicos, castração gratuita e proteção da fauna
Wilson Grassi Júnior, candidato à Presidência pelo Democrata no primeiro turno, declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (14), mas veio acompanhado de uma condição: o compromisso público do senador com cinco propostas voltadas à proteção animal.
Grassi terminou o primeiro turno em 11º lugar, com 16.881 votos, o equivalente a 0,1% dos votos válidos. Agora, ele afirma que não pretende apoiar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e apresentou uma carta a Flávio com as medidas que considera prioritárias.
O médico-veterinário disse não ter encontrado propostas específicas para a causa animal no plano de governo do candidato do PL. Por isso, decidiu vincular o apoio à adoção das pautas.
Cinco propostas para a causa animal
A primeira reivindicação é a criação de uma política nacional de proteção para animais domésticos e silvestres. Grassi também quer a regulamentação da atividade dos protetores de animais comunitários.
A proposta prevê garantias para pessoas que atuam no resgate, na castração e na alimentação de cães e gatos em áreas vulneráveis.
Outro ponto da carta é a criação de uma política nacional para apoiar a implantação de hospitais veterinários públicos nos municípios.
Grassi também defende a ampliação de programas de castração gratuita. A medida, segundo o documento, teria como objetivos controlar a população de animais e reduzir o abandono.
A quinta proposta reúne ações para a proteção da fauna e incentivo à pesquisa. Entre as medidas estão o combate à caça e ao tráfico de animais e a instalação de passagens de fauna em rodovias para reduzir atropelamentos.
O documento ainda propõe financiamento para pesquisas sobre alternativas ao uso de animais na cadeia alimentar, como carne cultivada e proteínas vegetais.
Apoio condicionado
Na carta enviada a Flávio, Grassi afirma que a adesão às propostas poderia ampliar a mobilização de médicos-veterinários, profissionais de saúde e protetores de animais em favor da candidatura no segundo turno.
O ex-candidato também citou razões anteriores para não apoiar Lula e afirmou que considera a posição política de sua mãe, que declarou ser apoiadora de Flávio.
O segundo turno das eleições presidenciais está marcado para 25 de outubro.
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