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Pesquisa Palver mostra empate entre Lula e Flávio Bolsonaro

Levantamento aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial de 2026

Gabriel Porta · · 4 min de leitura
1. Pesquisa Palver mostra disputa apertada entre Flávio e Lula
1. Pesquisa Palver mostra disputa apertada entre Flávio e Lula — Crédito: Ricardo Stuckert e Vittor Sales

A eleição presidencial de 2026 chega à reta final com Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) tecnicamente empatados, segundo pesquisa Palver realizada entre 10 e 13 de outubro. O candidato do PL aparece com 50% das intenções de voto, contra 49% do presidente. A margem de erro é de 2,3 pontos percentuais.

O cenário coloca a mobilização dos eleitores que não participaram do primeiro turno entre os principais pontos de atenção das campanhas. Nesse grupo, Lula leva vantagem: 59% dizem que pretendem votar no petista, enquanto 28% indicam Flávio Bolsonaro.

O primeiro turno foi realizado em 4 de outubro. Entre os eleitores que não compareceram às urnas, 37% disseram que estavam viajando e 21% afirmaram ter título eleitoral registrado em outra cidade. Os dados mostram que parte relevante das abstenções pode estar relacionada a dificuldades para votar.

Votos dos candidatos derrotados

A pesquisa também mediu para onde devem migrar os votos de candidatos que ficaram fora do segundo turno.

Entre os eleitores de Augusto Cury (Avante), Lula aparece com 64% das intenções, contra 32% de Flávio Bolsonaro. Já entre os que votaram em Ronaldo Caiado (PSD), o cenário se inverte. Flávio tem 61%, enquanto Lula registra 35%.

Os eleitores de Renan Santos (Missão) estão divididos. Lula e Flávio aparecem com 41% cada. Outros 18% afirmam que pretendem votar em branco ou anular o voto.

A própria pesquisa recomenda cautela na leitura desses recortes, porque o número de entrevistados em cada grupo é menor.

Rejeição e motivos para o voto

A proximidade também aparece quando os eleitores são questionados sobre a rejeição. Lula tem 50% de eleitores que dizem não votar nele em nenhuma circunstância. Flávio Bolsonaro aparece com 48%.

Entre os motivos para a escolha, 37% dos eleitores de Lula apontam a defesa da democracia como principal fator. No campo de Flávio, 34% citam a rejeição ao PT.

A pesquisa mostra ainda que 48% dos entrevistados têm mais preocupação com uma eventual reeleição de Lula, enquanto 47% demonstram maior receio de uma vitória de Flávio.

O perfil regional também diferencia as candidaturas. Lula apresenta desempenho melhor no Nordeste e entre beneficiários do Bolsa Família. Flávio Bolsonaro aparece à frente no Sul, no Centro-Oeste e entre os eleitores evangélicos.

Economia pesa na avaliação do governo

A situação econômica aparece como um dos principais obstáculos para Lula. Segundo a Palver, 51% desaprovam o governo, enquanto 48% aprovam.

O custo de vida é a principal preocupação de 34% dos entrevistados. O tema pesa ainda mais entre os eleitores de Flávio, grupo em que 51% apontam essa questão como prioridade. Entre os apoiadores de Lula, o índice é de 15%.

Na avaliação sobre quem está mais preparado para enfrentar determinados problemas, Flávio aparece à frente em segurança pública, controle da dívida, combate à inflação e combate à corrupção.

Lula leva vantagem no combate à pobreza. Em saúde e educação, os dois candidatos aparecem empatados.

Apesar das críticas à situação econômica atual, 70% dos entrevistados acreditam que a economia brasileira vai melhorar nos próximos 12 meses.

Maioria manteve o voto no primeiro turno

Outro dado relevante é a estabilidade das escolhas eleitorais. A pesquisa aponta que 95% dos entrevistados mantiveram a decisão tomada antes da última semana da campanha do primeiro turno.

Apenas 4% disseram ter mudado ou definido o voto nesse período. Entre os que mudaram de posição, 23% afirmaram ter feito isso porque perceberam que o candidato escolhido inicialmente não tinha chances de chegar ao segundo turno.

Debates e propaganda eleitoral foram citados por 7% dos entrevistados que mudaram de voto. Notícias ou denúncias também apareceram com 7%.

O levantamento ouviu 5 mil pessoas entre 10 e 13 de outubro. A amostra efetiva é de 1.783 entrevistados e a margem de erro máxima informada é de 2,3 pontos percentuais.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08028/2026. A metodologia utiliza uma amostra online não probabilística, formada por participantes recrutados por anúncios em redes sociais, com posterior calibração pelos resultados do primeiro turno.

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