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Vereador denuncia obras atrasadas em Londrina e cobra rompimento de contratos com empresas

Durante sessão da Câmara, Valdir Santa Fé criticou a demora na conclusão de obras em diferentes regiões; em Lerroville, serviço de R$ 1,7 milhão atingiu apenas 25% de execução após duas prorrogações

Julia Maraschi · · 3 min de leitura
Obras de infraestrutura na região rural de Londrina; atrasos em intervenções no município motivaram cobranças durante sessão da Câmara de Vereadores.
Obras de infraestrutura na região rural de Londrina; atrasos em intervenções no município motivaram cobranças durante sessão da Câmara de Vereadores. — Crédito: Folha de Londrina

O vereador Valdir Santa Fé (PP), denunciou atrasos em obras públicas de Londrina durante a sessão da Câmara Municipal de terça-feira (13). O parlamentar relatou reclamações de moradores que enfrentam ruas tomadas pela lama em períodos de chuva e pela poeira nos dias secos, cobrando providências da administração do prefeito Tiago Amaral.

As críticas envolveram intervenções no Jardim Monte Cristo, na Rua Helena Aparecida Ridão, no Jardim Santa Luzia e no distrito de Lerroville. 

Durante o pronunciamento, Valdir fez um apelo direto ao prefeito Tiago Amaral e cobrou providências contra as empresas responsáveis pelas intervenções. “Chama esse secretário, faça uma reunião, rompe contrato ontem com essas empresas”, afirmou. O vereador também relatou o desgaste provocado pelas reclamações dos moradores: “Eu não aguento mais reclamação todos os dias no meu WhatsApp. É lama, quando faz sol, é poeira pra população”.

Obra de R$ 1,7 milhão acumula atrasos em Lerroville

Uma das situações citadas envolve obras de pavimentação e drenagem em Lerroville, iniciadas em janeiro de 2026, com conclusão inicialmente prevista para junho. O contrato recebeu duas prorrogações, e a nova previsão de entrega passou para dezembro.

Segundo informações divulgadas pela CBN Londrina, a obra, executada pela Lucano Infraestrutura Ltda., possui valor contratual de R$ 1.720.357,08 e havia atingido apenas 25% de execução até 13 de outubro.

Os serviços abrangem as ruas Londrinópolis, Mateus Lemes Gonçalves, Israel Caçula e Augusto Pereira de Moraes. Moradores enfrentam dificuldades de circulação, especialmente durante as chuvas, quando o barro se espalha pelas vias.

O secretário municipal de Obras e Pavimentação, Fábio Alves, informou que uma reunião com a empresa estava prevista para quinta-feira (15), a fim de cobrar explicações e providências. Entre os problemas apontados estão a quantidade insuficiente de trabalhadores mobilizados e dificuldades envolvendo uma rede da Sanepar.

Outros contratos somam milhões em investimentos

Na região do Cilo III, as obras das ruas Helena Aparecida Ridão e Joaquim Felismino da Silva tiveram ordem de serviço anunciada em março de 2026, com investimento de R$ 2,8 milhões. A empresa responsável é a Implere Infraestrutura Urbana, e o prazo inicialmente previsto era de 240 dias.

Já no Jardim Santa Luzia, a Cohab havia contratado, em 2023, a THS Construtora e Incorporadora Ltda. para serviços de infraestrutura, com investimento aproximado de R$ 1 milhão. No Jardim Monte Cristo, a prefeitura anunciou, no mesmo ano, uma licitação de até R$ 588,9 mil.

Embora os contratos e investimentos tenham sido identificados, ainda não foi possível confirmar se as reclamações atuais correspondem integralmente aos empreendimentos anunciados anteriormente ou se houve paralisações formais.

Transparência e fiscalização entram em questão

Em abril de 2026, o Portal da Transparência de Londrina informava que não havia obras oficialmente paralisadas sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação. O registro, entretanto, não esclarece a situação atual dos contratos nem contempla necessariamente intervenções administradas por outros órgãos, como a Cohab.

O caso de Lerroville demonstra a diferença entre uma obra formalmente paralisada e outra que continua contratualmente ativa, mas apresenta atrasos expressivos.

As denúncias feitas na Câmara levantam questionamentos sobre a fiscalização das empresas contratadas, o cumprimento dos cronogramas e a aplicação de eventuais penalidades.

Até o momento, não há confirmação documental sobre multas ou procedimentos de rescisão envolvendo os contratos mencionados. A situação também exige esclarecimentos sobre os valores efetivamente pagos, os motivos das prorrogações e as medidas adotadas pela prefeitura para garantir a conclusão dos serviços.

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