Cataratas do Iguaçu registram vazão 10 vezes acima da média
Rio chegou a 15,7 milhões de litros por segundo nesta quarta-feira (14); passarela e outros atrativos seguem interditados por segurança
A vazão das Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, chegou a 15,7 milhões de litros de água por segundo na manhã desta quarta-feira (14). O volume é aproximadamente 10,5 vezes superior à média habitual, de 1,5 milhão de litros por segundo, e representa o maior índice registrado em 2026 até o momento.
O volume supera o registrado na terça-feira (13), quando o Rio Iguaçu atingiu 12,2 milhões de litros por segundo. Diante da cheia, a administração do Parque Nacional do Iguaçu mantém medidas preventivas para garantir a segurança dos visitantes e preservar as estruturas de acesso às quedas.
PASSARELA SEGUE INTERDITADA
A passarela que permite aos visitantes chegar mais perto das quedas está interditada desde domingo (11). Com o aumento da vazão, as grades de proteção da estrutura foram retiradas para facilitar a passagem da água e reduzir o risco de danos durante a cheia.
A retirada faz parte dos protocolos de segurança adotados pelo parque em situações de elevação significativa do nível do rio.
Além da passarela, outros atrativos permanecem temporariamente fechados: o Circuito São João, o Espaço Usina, o mirante inferior do Espaço Naipi, o Caminho do Poço Preto e a Trilha da Canafístula.
O Caminho das Bananeiras também está fechado, mas por causa de obras.
TRILHA DAS CATARATAS CONTINUA ABERTA
Apesar das interdições, a Trilha das Cataratas segue aberta à visitação. O percurso permite que os turistas acompanhem as quedas a partir de pontos considerados seguros.
A liberação dos demais atrativos depende do monitoramento do Rio Iguaçu e de novas avaliações das condições de segurança. A orientação é que os visitantes respeitem os bloqueios e as instruções das equipes do parque.
RECORDE HISTÓRICO É DE 2014
Mesmo com a vazão elevada nesta quarta-feira, o recorde histórico das Cataratas do Iguaçu permanece o registrado em 2014, quando o volume chegou a 46,3 milhões de litros por segundo.
Confira algumas das maiores vazões já registradas:
2014: 46,3 milhões de litros por segundo;
1983: 35 milhões de litros por segundo;
2023: 24,2 milhões de litros por segundo.
O monitoramento do rio continua, e a reabertura dos atrativos interditados dependerá da redução da vazão e da confirmação de que as estruturas oferecem condições adequadas para receber o público.
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