Vereador denuncia água suja e com mau cheiro em três regiões de Colombo
Reclamações de moradores foram levadas à Câmara Municipal; parlamentar anunciou que a Sanepar seria acionada para esclarecer a situação
Na sessão da Câmara Municipal de Colombo desta terça-feira (20), o vereador Joel Bueno relatou reclamações de moradores sobre a qualidade da água fornecida pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Segundo o parlamentar, foram registrados relatos de água suja e com mau cheiro em pelo menos três regiões do município: Monte Castelo, Roseira e Santa Gema.
O vereador afirmou que moradores procuraram seu gabinete para relatar os problemas e solicitar providências. Durante a sessão, anunciou que a Sanepar seria acionada para esclarecer as reclamações e adotar as medidas necessárias para solucionar a situação.
A Sanepar é uma sociedade de economia mista de capital aberto, controlada pelo Governo do Paraná, responsável pela prestação de serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em diversos municípios do estado. Embora contrate empresas terceirizadas para atividades operacionais e serviços de apoio, a companhia permanece responsável pela qualidade da água fornecida aos consumidores.
Até o momento, os relatos apresentados na Câmara não permitem identificar as causas das alterações na aparência e no odor da água, nem determinar se há comprometimento de sua potabilidade.
Problemas com odor e gosto em outras cidades do Paraná
Reclamações semelhantes também foram registradas em outros municípios paranaenses. Em fevereiro de 2026, moradores de Ponta Grossa relataram alterações no cheiro e no gosto da água distribuída pela Sanepar.
Na ocasião, a concessionária informou que alterações nas características sensoriais da água poderiam ser percebidas de maneira diferente pelos consumidores. A prefeitura, por sua vez, reconheceu a existência de registros anteriores de ocorrências semelhantes e notificou a companhia, solicitando laudos técnicos para comprovar a qualidade da água fornecida.
Segundo a administração municipal, eventuais irregularidades identificadas nas análises eram comunicadas à concessionária. Em manifestação divulgada na época, a prefeitura informou que a coleta mais recente havia ocorrido na segunda quinzena de janeiro de 2025 e que os resultados ainda estavam em análise.
O caso também foi objeto de investigação do Ministério Público. Em maio de 2026, foi firmado um acordo envolvendo a Sanepar e os problemas no abastecimento de Ponta Grossa, com previsão de compensações aos consumidores afetados.
Conforme as informações divulgadas sobre o acordo, a companhia se comprometeu ao pagamento de R$ 5 milhões a título de reparação por danos morais coletivos e individuais. O montante foi destinado ao Fundo Municipal de Defesa dos Direitos Difusos, para aplicação em ações de interesse da população de Ponta Grossa.
Apesar da semelhança entre as reclamações, não há elementos que permitam estabelecer relação entre os episódios de Ponta Grossa e Colombo. A identificação das causas dos problemas relatados pelos moradores depende de esclarecimentos da Sanepar e, se necessário, de análises técnicas da água distribuída.
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