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Morador com deficiência visual denuncia falta de acessibilidade e problemas em unidades de saúde de Colombo

Durante participação na Tribuna Livre da Câmara, Alex Bruno relatou obstáculos nas calçadas, ausência de sinalização adaptada e dificuldades para acessar exames e medicamentos pelo SUS

Valéria Mendes · · 3 min de leitura
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... — Crédito: Divulgação

Na sessão da Câmara Municipal de Colombo desta terça-feira (20), Alex Bruno, participante da Tribuna Livre, utilizou o espaço para denunciar dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência visual no município. Além dos problemas de acessibilidade em ruas e prédios públicos, ele relatou a falta de materiais para exames e de medicamentos em unidades de saúde.

Durante o discurso, Alex destacou que a ausência de semáforos sonoros, calçadas acessíveis e pisos táteis compromete a mobilidade e a autonomia das pessoas com deficiência visual. Segundo ele, os obstáculos encontrados diariamente dificultam a circulação segura pela cidade.

As condições da pavimentação já haviam sido discutidas na Câmara, com vereadores cobrando reparos em ruas danificadas por buracos, que prejudicam o tráfego de veículos. Alex chamou a atenção para problemas semelhantes nas calçadas, como desníveis, buracos, placas e postes que dificultam a passagem de pedestres, especialmente daqueles que possuem alguma deficiência.

O participante também apontou a ausência de pisos táteis direcionais, utilizados para orientar o deslocamento de pessoas com deficiência visual, inclusive em espaços públicos como a própria Câmara Municipal e unidades básicas de saúde (UBSs). Ele criticou a distância entre o discurso de inclusão e as condições oferecidas à população.

“Nós falamos tanto em inclusão, mas que inclusão é essa que nós pregamos aqui? É uma inclusão só no papel? Então eu peço que vossas excelências se atentem mais para isso”, afirmou.

Falta de materiais para exames e medicamentos

Além das dificuldades de mobilidade, Alex relatou problemas no atendimento da rede pública de saúde. Segundo ele, ao procurar a unidade de saúde do Guaraituba para realizar um exame de urina solicitado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), foi informado de que não havia o material necessário para a coleta.

Ele também afirmou enfrentar dificuldades para obter determinados medicamentos na unidade mais próxima de sua residência, precisando se deslocar até outro posto de saúde, na região do Cristina II, para conseguir os remédios. A situação, segundo o relato, gera custos adicionais de transporte e dificulta o acesso ao tratamento.

Barreiras também na assinatura de documentos

Outro problema mencionado foi a dificuldade para formalizar contratos e assinar documentos. Alex relatou que, por não conseguir realizar a assinatura de forma convencional, frequentemente precisa da presença de testemunhas para concluir procedimentos.

Segundo ele, essa exigência provoca constrangimentos e limita sua autonomia em situações cotidianas.

Ao longo da participação, Alex reforçou a necessidade de medidas efetivas para garantir acessibilidade e inclusão no município, tanto nos espaços públicos quanto nos serviços essenciais. As reclamações apresentadas na Tribuna Livre evidenciam a importância de avaliar as condições de mobilidade urbana, atendimento à saúde e acesso a serviços por pessoas com deficiência visual em Colombo.

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