🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Pref corbelia alto
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo
Público › Eleições 2026

TSE julga na quinta-feira registro de Deltan Dallagnol eleito senador pelo Paraná

Tribunal Superior Eleitoral marcou para 8 de outubro análise do recurso que discute a elegibilidade do ex-procurador; Deltan foi eleito com 2,9 milhões de votos

Gabriel Porta · · 4 min de leitura
TSE julga registro de Deltan Dallagnol após eleição no Paraná
TSE julga registro de Deltan Dallagnol após eleição no Paraná — Crédito: Divulgação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para quinta-feira (8), às 10h, o julgamento do recurso que discute a elegibilidade de Deltan Dallagnol (Novo), eleito senador pelo Paraná nas eleições de 4 de outubro. O ex-procurador da Lava Jato recebeu 2.904.594 votos, o equivalente a 25,14% dos votos válidos, mas a situação do registro ainda será analisada pelo plenário da Corte.

A sessão será presencial e terá como relator o ministro Floriano de Azevedo Marques. O processo é o Recurso Ordinário Eleitoral nº 0601276-56.2026.6.16.0000.

O julgamento ocorre quatro dias depois da eleição. Deltan foi anunciado como um dos dois senadores eleitos pelo Paraná ao lado de Filipe Barros (PL), mas a definição das urnas não encerrou a discussão judicial sobre sua candidatura.

Decisões antes da eleição

A disputa começou no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). Em 8 de setembro, a Corte paranaense aprovou o registro de Deltan por 4 votos a 3. Partidos e coligações que questionavam a candidatura recorreram ao TSE.

Em 19 de setembro, o ministro Floriano de Azevedo Marques determinou a suspensão dos atos de campanha de Deltan. A decisão interrompeu a propaganda eleitoral no rádio e na televisão, restringiu o uso de recursos públicos e impediu atividades de campanha enquanto o caso era analisado.

O plenário virtual do TSE manteve a suspensão por 5 votos a 2. Acompanharam o relator os ministros Dias Toffoli, Estela Aranha, Ricardo Villas Bôas Cueva e Sebastião Reis Júnior. André Mendonça e o presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, votaram contra a medida.

A defesa de Deltan contestou a decisão e afirmou que a suspensão da campanha não significava o indeferimento do registro.

A situação mudou na véspera da eleição. Em 3 de outubro, Floriano indeferiu individualmente o registro de Deltan ao Senado e derrubou a decisão anterior do TRE-PR. O ministro considerou que não havia fatos novos suficientes para afastar o entendimento adotado pelo TSE em 2023.

A campanha anunciou que recorreria da decisão.

No dia seguinte, 4 de outubro, Kassio Nunes Marques suspendeu os efeitos da decisão e restabeleceu provisoriamente o registro de Deltan, que passou à condição de “deferido com recurso”. Com isso, os votos dados ao candidato puderam ser processados e ficaram condicionados à decisão posterior do plenário.

O que está em discussão

O principal ponto do processo é a saída de Deltan do Ministério Público Federal (MPF), em 2021.

Em 2023, ao analisar a candidatura de Deltan para deputado federal, o TSE entendeu que a exoneração ocorreu quando havia procedimentos disciplinares que poderiam avançar contra ele. A Corte considerou que a saída do Ministério Público teve o objetivo de evitar possíveis consequências desses procedimentos e aplicou o entendimento previsto na Lei da Ficha Limpa.

A decisão levou à cassação do registro da candidatura e à perda do mandato de deputado federal que Deltan já exercia.

Para as eleições de 2026, a defesa sustenta que houve mudança no cenário. Segundo a manifestação apresentada pela equipe jurídica, procedimentos preliminares que tramitavam no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) foram arquivados sem a abertura de processos administrativos disciplinares.

A defesa também afirma que os três procedimentos que permaneceram não possuem caráter punitivo e, por isso, não poderiam ser usados para aplicar automaticamente o mesmo entendimento adotado pelo TSE em 2023.

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) também se manifestou pela manutenção do registro de Deltan. Segundo a defesa, o parecer considera que a decisão de 2023 não pode ser aplicada automaticamente ao pleito de 2026 e defende que o acórdão do TRE-PR não seja alterado.

O ministro Floriano, porém, entendeu que os acontecimentos posteriores não afastaram os fundamentos da decisão anterior.

Deltan foi eleito mesmo com campanha suspensa

Na nota divulgada após a inclusão do julgamento na pauta, Deltan afirmou confiar nas instituições e destacou o parecer favorável da Procuradoria-Geral Eleitoral.

A defesa também ressaltou que o candidato foi eleito mesmo tendo ficado 15 dias impedido de realizar campanha. Deltan recebeu 2.904.594 votos e ficou atrás apenas de Filipe Barros, que teve 3.148.583 votos.

A partir do julgamento de quinta-feira, o plenário do TSE deverá analisar se os fatos relacionados à saída de Deltan do MPF em 2021 ainda produzem efeitos sobre sua elegibilidade em 2026.

A decisão será tomada depois de o eleitorado paranaense já ter definido nas urnas os dois nomes escolhidos para ocupar as vagas do Senado.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.