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Tereza Cristina mantém candidatura e desafia articulação de Marinho no Senado

Senadora busca apoio de parlamentares de direita, enquanto Rogério Marinho e Davi Alcolumbre também se movimentam pela presidência da Casa em 2027

Gabriel Porta · · 3 min de leitura
Tereza Cristina
Tereza Cristina — Crédito: Agência Senado

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) mantém a intenção de disputar a presidência do Senado Federal em 2027, mesmo com as articulações para concentrar o apoio da oposição em torno de um único candidato. A parlamentar tenta se consolidar como uma terceira alternativa na disputa, que também envolve o senador Rogério Marinho (PL-RN) e o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a reeleição.

A votação está marcada para 1º de fevereiro de 2027. Ex-ministra da Agricultura, Tereza é vista como uma possível opção para senadores de direita que não pretendem apoiar Marinho.

O senador potiguar, que coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), enfrenta divergências dentro do próprio campo político após declarações do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A carta divulgada por Flávio, na qual questionou o resultado eleitoral, não recebeu apoio unânime entre integrantes do PL, incluindo o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto.

Oposição tenta unificar candidatura

Tereza Cristina e Rogério Marinho se reuniram na semana passada para discutir a possibilidade de concentrar os votos da oposição em um único nome. As conversas, porém, ainda não resultaram em um acordo.

O PL deve oficializar a candidatura de Marinho nesta quarta-feira (4). A legenda terá a maior bancada do Senado em 2027 e pretende utilizar essa força nas negociações pela presidência da Casa e pela composição da Mesa Diretora.

Enquanto isso, Tereza continua buscando apoio entre os parlamentares. Embora a federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, tenha declarado apoio à reeleição de Alcolumbre, a senadora mantém suas articulações individuais.

A orientação da federação, porém, já enfrenta resistência. O senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP), por exemplo, anunciou nas redes sociais que não pretende votar em Alcolumbre, contrariando a posição definida pelas siglas.

Alcolumbre busca apoio do governo Lula

Atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre também intensificou as articulações para garantir a permanência no cargo. Além do apoio anunciado pela federação União Progressista, o senador trabalha para ampliar sua base entre os partidos governistas.

A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial pode favorecer as negociações de Alcolumbre. O presidente do Senado incluiu na pauta da Casa propostas de interesse do governo, entre elas a discussão sobre o fim da escala de trabalho 6x1.

A movimentação é vista como parte da estratégia para conquistar votos de parlamentares alinhados ao governo federal.

O PT também deve apoiar a reeleição do senador amapaense. Em entrevista ao Poder360, o presidente nacional da legenda, Edinho Silva, afirmou que o partido deve declarar apoio a Alcolumbre.

Disputa depende de pelo menos 41 votos

Com a composição prevista para 2027, União Brasil e PP somarão 12 senadores. MDB e PSB estão entre os partidos que ainda não definiram publicamente qual candidato apoiarão.

A eleição para a presidência do Senado exige maioria absoluta dos votos. Caso os 81 parlamentares participem da votação, o vencedor precisará alcançar pelo menos 41 votos.

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