STF nega busca da PF em endereços de Flávio Bolsonaro
Corte afirma que não há decisão judicial nem diligência policial contra senador, que deixou o Brasil após derrota na eleição presidencial
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O Supremo Tribunal Federal (STF) negou nesta quarta-feira (28) que a Polícia Federal (PF) esteja realizando uma operação de busca e apreensão em endereços ligados ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A informação havia circulado mais cedo, incluindo relatos de uma suposta ação na residência do parlamentar, em Brasília.
Em nota, o STF afirmou que não existe decisão judicial autorizando a medida e que nenhuma diligência de busca e apreensão foi realizada contra Flávio Bolsonaro ou em seus endereços.
A negativa ocorre dois dias depois de Flávio perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após o resultado, o senador deixou o Brasil e seguiu para os Estados Unidos, passando primeiro pela Argentina. A entrada no país vizinho foi confirmada pela Direção Nacional de Migrações argentina.
Passaportes foram cancelados
A saída do país ocorreu depois de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes que proibiu Flávio de deixar o Brasil e determinou a entrega de seus passaportes à Polícia Federal.
O senador recebeu a ordem na segunda-feira (26), um dia após a eleição. Ele deveria entregar os documentos, mas o prazo terminou na manhã de terça-feira (27) sem que os passaportes fossem apresentados. Por causa do descumprimento, a PF cancelou os documentos e comunicou o caso ao ministro.
Antes de deixar o país, Flávio publicou um vídeo nas redes sociais no qual afirmou que cumpriria a determinação judicial e negou que tivesse intenção de sair do Brasil.
A saída ocorreu posteriormente pela fronteira com a Argentina. Segundo a Direção Nacional de Migrações do país, Flávio entrou na Argentina às 22h50 de terça-feira, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, acompanhado da esposa e das duas filhas. Pouco depois, os quatro embarcaram em um avião particular com destino a Guayaquil, no Equador.
Investigações continuam no STF
Mesmo fora do Brasil, Flávio continua sendo investigado em dois inquéritos que tramitam no Supremo.
Um deles é relatado por Alexandre de Moraes e envolve o senador e o advogado Willer Tomaz em uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas a negócios com plataformas de apostas.
Flávio também é investigado no caso envolvendo o Banco Master, sob relatoria do ministro André Mendonça. A apuração trata de um pedido de recursos feito pelo senador ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, produção sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro.
Segundo a investigação, a Polícia Federal encontrou mensagens e um áudio relacionados ao pedido. Flávio reconheceu ser o autor das mensagens e do áudio, mas afirma que a negociação tratava de uma captação de recursos privados e nega qualquer irregularidade.
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