PL reivindica presidência de sete comissões na Câmara em 2027
Sóstenes Cavalcante afirma que partido calcula ter direito aos colegiados, mas distribuição dependerá das negociações para a próxima legislatura
O PL calcula que terá direito a indicar os presidentes de sete comissões permanentes da Câmara dos Deputados a partir de 2027. A estimativa foi apresentada nesta terça-feira (3) pelo líder do partido na Casa, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), após uma reunião de lideranças em Brasília.
“Temos um mapeamento do que é o nosso direito regimental, que, neste caso, são sete comissões permanentes”, afirmou o parlamentar a jornalistas.
Apesar da reivindicação, o partido ainda não definiu quais colegiados pretende comandar. Segundo Sóstenes, a escolha dependerá das negociações com outras legendas e da posição do PL na disputa pela presidência da Câmara.
Distribuição depende de acordos
O líder defendeu que a divisão das comissões respeite a proporcionalidade das bancadas, mesmo que o PL fique fora de um eventual bloco parlamentar. Ele explicou que a ordem de escolha muda conforme a participação ou não da legenda nessas alianças.
“Estando no bloco é uma ordem de pedidas, estando fora do bloco é outra ordem de pedidas”, declarou.
O Regimento Interno da Câmara estabelece critérios de proporcionalidade para a distribuição das vagas entre partidos e blocos. No entanto, isso não garante automaticamente ao PL a presidência de sete comissões. Conforme o artigo 39, os presidentes dos colegiados são eleitos pelos próprios integrantes.
Sóstenes também citou negociações anteriores em que, segundo ele, o partido abriu mão de espaços em comissões para viabilizar acordos políticos. Desta vez, afirmou que a legenda pretende defender sua participação na estrutura da Câmara.
Disputa pela presidência da Câmara divide o PL
A discussão sobre as comissões ocorre em meio às divergências internas do PL sobre a eleição para o comando da Câmara, prevista para fevereiro de 2027. Parte dos deputados defende que o partido preserve sua independência política, mesmo que isso represente ficar fora de acordos e perder espaço na estrutura da Casa.
Mais cedo, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que prefere abrir mão da presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a apoiar a recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) ao comando da Câmara.
Para Nikolas, a legenda deve priorizar sua identidade política em vez de negociar cargos. Sóstenes também afirmou que o PL não descarta ficar isolado nas articulações.
“Estar isolado em um primeiro momento não significa uma má estratégia”, declarou o líder.
A decisão sobre o posicionamento do partido na eleição da Câmara foi adiada para 11 de novembro, quando a bancada se reunirá com os 32 novos deputados eleitos. Segundo Sóstenes, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, respeitará a posição definida pelos parlamentares.
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