Fag
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo
Público › Brasil

PL reivindica presidência de sete comissões na Câmara em 2027

Sóstenes Cavalcante afirma que partido calcula ter direito aos colegiados, mas distribuição dependerá das negociações para a próxima legislatura

Gabriel Porta · · 3 min de leitura
Sóstenes Cavalcante
Sóstenes Cavalcante — Crédito: Agência Câmara

O PL calcula que terá direito a indicar os presidentes de sete comissões permanentes da Câmara dos Deputados a partir de 2027. A estimativa foi apresentada nesta terça-feira (3) pelo líder do partido na Casa, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), após uma reunião de lideranças em Brasília.

“Temos um mapeamento do que é o nosso direito regimental, que, neste caso, são sete comissões permanentes”, afirmou o parlamentar a jornalistas.

Apesar da reivindicação, o partido ainda não definiu quais colegiados pretende comandar. Segundo Sóstenes, a escolha dependerá das negociações com outras legendas e da posição do PL na disputa pela presidência da Câmara.

Distribuição depende de acordos

O líder defendeu que a divisão das comissões respeite a proporcionalidade das bancadas, mesmo que o PL fique fora de um eventual bloco parlamentar. Ele explicou que a ordem de escolha muda conforme a participação ou não da legenda nessas alianças.

“Estando no bloco é uma ordem de pedidas, estando fora do bloco é outra ordem de pedidas”, declarou.

O Regimento Interno da Câmara estabelece critérios de proporcionalidade para a distribuição das vagas entre partidos e blocos. No entanto, isso não garante automaticamente ao PL a presidência de sete comissões. Conforme o artigo 39, os presidentes dos colegiados são eleitos pelos próprios integrantes.

Sóstenes também citou negociações anteriores em que, segundo ele, o partido abriu mão de espaços em comissões para viabilizar acordos políticos. Desta vez, afirmou que a legenda pretende defender sua participação na estrutura da Câmara.

Disputa pela presidência da Câmara divide o PL

A discussão sobre as comissões ocorre em meio às divergências internas do PL sobre a eleição para o comando da Câmara, prevista para fevereiro de 2027. Parte dos deputados defende que o partido preserve sua independência política, mesmo que isso represente ficar fora de acordos e perder espaço na estrutura da Casa.

Mais cedo, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que prefere abrir mão da presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a apoiar a recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) ao comando da Câmara.

Para Nikolas, a legenda deve priorizar sua identidade política em vez de negociar cargos. Sóstenes também afirmou que o PL não descarta ficar isolado nas articulações.

“Estar isolado em um primeiro momento não significa uma má estratégia”, declarou o líder.

A decisão sobre o posicionamento do partido na eleição da Câmara foi adiada para 11 de novembro, quando a bancada se reunirá com os 32 novos deputados eleitos. Segundo Sóstenes, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, respeitará a posição definida pelos parlamentares.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.