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Pesquisa mostra disposição para voto útil entre eleitores de candidatos

Levantamento Real Time Big Data mostra que 51% dos eleitores estão totalmente decididos, enquanto possibilidade de mudar o voto por falta de competitividade é maior entre apoiadores de Zema, Caiado e Cury.

Gabriel Porta · · 4 min de leitura
Maioria dos eleitores diz ter voto definido, mostra pesquisa
Maioria dos eleitores diz ter voto definido, mostra pesquisa — Crédito: Divulgação

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A maioria dos eleitores afirma já ter definido o voto para a Presidência da República, mas parte dos apoiadores de alguns candidatos admite mudar de escolha caso avalie que o nome preferido não tem chances de vencer. É o que mostra uma pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (1º).

Segundo o levantamento, 51% dos entrevistados dizem estar completamente decididos sobre o voto. Outros 26% afirmam estar bastante inclinados a um candidato, enquanto 15% ainda estão decidindo e 8% ainda não pensaram sobre o voto.

A disposição para mudar de candidato, em caso de percepção de baixa competitividade, varia entre as bases eleitorais.

Entre os eleitores de Romeu Zema (Novo), 55% afirmam que poderiam deixar de votar no candidato caso entendessem que ele não tem chances de vencer. Outros 45% dizem que não mudariam de escolha.

Entre os apoiadores de Ronaldo Caiado (PSD), 53% admitem essa possibilidade e 47% afirmam que manteriam o voto.

Já entre os eleitores de Augusto Cury (Avante), o resultado aparece mais equilibrado. Quarenta e oito por cento dizem que poderiam mudar de candidato diante da percepção de falta de competitividade, enquanto 52% afirmam que manteriam a escolha.

Bases de Lula e Flávio mostram maior resistência

Entre os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 4% dizem que poderiam deixar de votar no candidato caso considerassem que ele não tem chances de vencer. Outros 96% afirmam que não mudariam o voto.

Na base de Flávio Bolsonaro (PL), 12% admitem a possibilidade de mudança, enquanto 88% dizem que permaneceriam com o candidato.

Entre os eleitores de Renan Santos (Missão), 16% afirmam que poderiam mudar de escolha diante da percepção de falta de competitividade. Outros 84% descartam essa possibilidade.

Entre os eleitores dos demais candidatos, 13% admitem que poderiam mudar o voto e 87% dizem que não.

Pesquisa mede também percepção sobre outros candidatos

O levantamento também perguntou se o eleitor havia sido surpreendido positivamente por algum outro candidato durante a campanha.

A pergunta não mede intenção de mudança de voto. O objetivo é identificar quais candidaturas despertaram uma avaliação positiva entre eleitores que declararam preferência por outro nome.

Entre os eleitores de Zema, 41% afirmam ter sido surpreendidos positivamente por outro candidato. Flávio Bolsonaro foi citado por 26%, seguido por Caiado, com 23%; Renan Santos, com 21%; e Augusto Cury, com 18%. Lula teve 2%.

Na base de Cury, 38% apontam outro candidato como surpresa positiva. Lula aparece com 24% das menções, seguido por Zema, com 22%; Caiado, com 21%; Renan, com 11%; e Flávio, com 7%.

Entre os apoiadores de Flávio, 36% citam outro candidato positivamente. Zema aparece com 27%, Caiado com 23%, Cury com 22% e Renan com 19%. Lula não foi citado nesse grupo.

Entre os eleitores de Caiado, 33% mencionam outro concorrente de forma positiva. Cury lidera, com 29%, seguido por Flávio, com 19%; Zema, com 15%; Renan, com 13%; e Lula, com 6%.

Lula e Renan têm menor abertura

Entre os eleitores de Lula, 12% afirmam ter sido surpreendidos positivamente por outro candidato. Cury concentra 44% das menções desse grupo, seguido por Samara (UP), com 17%; Caiado, com 15%; e Zema, com 11%.

Entre os eleitores de Renan Santos, apenas 4% citam outro candidato como surpresa positiva. Zema aparece com 39% das menções, seguido por Cury, com 27%; Caiado, com 18%; e Flávio, com 10%. Lula não pontuou nesse grupo.

Metodologia

A pesquisa Real Time Big Data ouviu 2.000 eleitores por telefone em todo o Brasil entre 26 e 30 de setembro de 2026.

O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09503/2026.

Os resultados representam as respostas dos entrevistados no período da coleta e não constituem previsão do resultado das eleições.

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