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Nikolas prefere perder presidência da CCJ a apoiar Hugo Motta

Deputado do PL diz que partido deve preservar identidade política e afirma que coerência vale mais que cargos na Câmara

Gabriel Porta · · 3 min de leitura
Nikolas Ferreira, deputado federal do PL (MG)
Nikolas Ferreira, deputado federal do PL (MG) — Crédito: Reprodução / Redes Sociais

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou nesta terça-feira (3) que prefere abrir mão da presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados a apoiar Hugo Motta (Republicanos-PB) na disputa pelo comando da Casa em 2027.

A declaração foi feita durante uma reunião do PL, em Brasília. O parlamentar disse que a decisão representa sua posição pessoal e não necessariamente a opinião de toda a bancada do partido.

“Entre a presidência da CCJ e manter a coerência, eu prefiro abrir mão da CCJ”, afirmou Nikolas a jornalistas.

O deputado defendeu que o PL preserve sua identidade política, mesmo que isso represente perder espaço em comissões e cargos importantes no Congresso. Apesar das divergências, ele afirmou que pretende conversar com Motta nesta quarta-feira (4).

Resistência a Hugo Motta

Nikolas justificou a resistência ao apoio a Motta citando a aproximação do presidente da Câmara com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante as eleições de 2026.

Na avaliação do deputado, apoiar Motta seria incompatível com a posição política que o PL pretende representar. Ele também considerou reduzidas as chances de o partido conseguir negociar a presidência da CCJ.

Como argumento, mencionou as dificuldades enfrentadas durante sua passagem pela Comissão de Educação e na gestão da deputada Caroline de Toni (PL-SC) à frente da CCJ.

Para Nikolas, a direita deve priorizar a confiança de seu eleitorado em vez de negociar espaços dentro do Congresso. Ele citou como exemplo o apoio do PL ao senador Rogério Marinho (PL-RN) em uma disputa anterior pelo comando do Senado, mesmo sem a formação de maioria.

“Eu prefiro muito mais ganhar a próxima geração do que ganhar agora, digamos, a comissão e perder o futuro”, declarou.

PL ainda não definiu candidato à Câmara

Durante a conversa com jornalistas, Nikolas mencionou os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) como possíveis alternativas para disputar a presidência da Câmara. Ele ressaltou, porém, que não existe uma definição sobre o nome que receberá apoio do partido.

Para o Senado, o parlamentar defendeu a candidatura de Rogério Marinho. Segundo Nikolas, a articulação está mais avançada e o senador poderia contribuir para recuperar o equilíbrio entre os Poderes.

As eleições para as presidências da Câmara e do Senado estão previstas para fevereiro de 2027. Até lá, os partidos devem intensificar as negociações para definir alianças e candidatos aos comandos das duas Casas.

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