🗳️ Eleições 2026: confira o resultado final da apuração Acompanhar →
Curitiba
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo
Público › Política

Governo Lula tenta avançar pautas no Congresso antes de nova legislatura

Base governista quer priorizar PEC da Segurança Pública, indicação ao STF e Orçamento de 2027; Centrão articula propostas sobre maioridade penal, sistema eleitoral e reforma do Judiciário

Repórter Gazeta do Paraná · · 4 min de leitura
Governo Lula tenta avançar pautas no Congresso antes de nova legislatura
— Crédito: Divulgação

🎧 Ouça esta matéria — narrado por IA

Após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), parlamentares da base governista defendem que o governo aproveite os últimos meses de 2026 para avançar em propostas de interesse do Palácio do Planalto antes da posse da nova legislatura, em 2027. A avaliação entre aliados é que o fortalecimento da direita no Congresso pode dificultar a aprovação de algumas medidas a partir do próximo ano.

Entre as prioridades estão a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, a indicação de um novo ministro para o Supremo Tribunal Federal (STF) e a definição de um Orçamento de 2027 que contemple compromissos assumidos durante a campanha eleitoral.

Integrantes do Centrão também pretendem aproveitar o período para discutir propostas relacionadas à redução da maioridade penal, à mudança do sistema eleitoral e a uma possível reforma do Judiciário.

Segurança pública e indicação ao STF
A PEC da Segurança Pública está entre as matérias consideradas prioritárias pelo governo. A proposta busca ampliar a coordenação da União na área e estabelecer mecanismos de integração entre os órgãos de segurança pública. Lula já afirmou que pretende criar um Ministério da Segurança Pública caso o texto seja aprovado.

A tramitação da proposta foi afetada por divergências sobre a inclusão da redução da maioridade penal no debate. O tema também é tratado em uma proposta específica que tramita na Câmara dos Deputados.

Outra pauta em discussão é a indicação de um novo ministro para o STF, após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. A escolha cabe ao presidente da República, mas precisa ser aprovada pelo Senado Federal, após sabatina. São necessários pelo menos 41 votos favoráveis dos senadores.

O nome de Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado e atualmente ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), é citado entre as possibilidades para a vaga. A indicação, porém, depende de decisão do presidente Lula.
A escolha de Jorge Messias, advogado-geral da União, havia sido rejeitada pelo Senado, segundo o cenário descrito por parlamentares ouvidos sobre as articulações políticas.

Orçamento de 2027 exige negociação
Parlamentares da base governista também apontam a necessidade de ajustar as contas públicas para acomodar compromissos anunciados durante a campanha. Entre as alternativas mencionadas estão medidas de ajuste fiscal e mudanças nas regras que orientam as despesas federais.

A discussão remete à transição entre os governos em 2022 e 2023, quando o Congresso aprovou a chamada PEC da Transição, que ampliou o limite de gastos em R$ 145 bilhões para financiar políticas públicas. No ano seguinte, o governo Lula aprovou o novo arcabouço fiscal.

A elaboração do Orçamento de 2027 deverá exigir negociações com diferentes bancadas, em um cenário de disputas por recursos e prioridades.

Centrão discute mudanças eleitorais e no Judiciário
Entre as propostas que setores do Centrão pretendem discutir está a redução da maioridade penal. Uma das alternativas em debate prevê a redução para 16 anos em casos de crimes hediondos. Há divergências entre parlamentares sobre a abrangência da mudança e a idade mínima a ser adotada.

Também existe interesse em iniciar discussões sobre uma reforma do Judiciário. Entre os temas citados estão a possibilidade de estabelecer mandatos para ministros do STF e mudanças nas regras relacionadas aos pedidos de impeachment de integrantes da Corte.
Outra frente de negociação envolve o sistema eleitoral. Dirigentes partidários discutem modelos como o distrital misto, o distritão e a retomada das coligações nas eleições proporcionais, proibidas desde 2017.

As alternativas têm características diferentes. No sistema distrital misto, parte dos parlamentares é eleita por distritos e outra parte por listas partidárias. No distritão, são eleitos os candidatos individualmente mais votados. Já a volta das coligações permitiria que partidos se unissem para disputar vagas proporcionais.

As discussões ainda dependem de acordos entre partidos e da tramitação das propostas no Congresso. A composição parlamentar que tomará posse em 2027 deverá influenciar as negociações sobre essas e outras matérias.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.