Biometria na Ponte da Amizade registra 43,4 mil passagens em dez dias
Sistema da Receita Federal identifica pedestres pela palma da mão em cerca de três segundos; pico chegou a 1.076 viajantes em uma hora
O sistema de identificação biométrica implantado em fase de testes pela Receita Federal na Ponte Internacional da Amizade, entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, no Paraguai, registrou 43.495 passagens de pedestres nos primeiros dez dias de funcionamento. A tecnologia utiliza a palma da mão para identificar os viajantes e busca agilizar a circulação na fronteira sem comprometer os procedimentos de segurança.
O maior movimento diário ocorreu no primeiro sábado de funcionamento, quando 6.943 passagens foram contabilizadas nos totens instalados na aduana brasileira. Ao longo dos dez primeiros dias, a média foi de aproximadamente 4.349 registros por dia.
O pico de utilização em uma única hora foi registrado ao meio-dia de um sábado de fim de semana prolongado, quando 1.076 pedestres passaram pelos equipamentos. No mesmo dia, foram contabilizadas 4.679 passagens, o equivalente a cerca de 195 por hora, em média.
Identificação em poucos segundos
Segundo a Receita Federal, o processo completo de identificação leva cerca de nove segundos por viajante. A leitura biométrica da palma da mão dura, em média, três segundos.
Desde o início dos testes, os equipamentos passam por ajustes para melhorar o atendimento e reduzir o tempo de espera. Entre as mudanças realizadas está a instalação de apoios para as mãos nos totens, medida que facilita o posicionamento correto e diminui a necessidade de repetir a leitura.
A equipe responsável pelo projeto também monitora o tempo de atendimento, a formação de filas e os períodos de maior concentração de pessoas para avaliar a capacidade operacional do sistema.
Testes continuam durante outubro
O projeto-piloto será mantido durante outubro, em condições reais de funcionamento da fronteira. Nesse período, a Receita Federal pretende avaliar aspectos tecnológicos, operacionais, jurídicos e relacionados à proteção dos dados coletados.
A tecnologia funciona sem contato físico direto com o equipamento e foi desenvolvida para automatizar o registro das entradas de viajantes que atravessam a Ponte da Amizade a pé, vindos do Paraguai.
Também foram preparados planos de contingência para situações de movimento acima do esperado ou eventuais falhas nos equipamentos.
Fiscalização e segurança
Além de agilizar a passagem dos pedestres, a biometria poderá contribuir para o planejamento das ações de fiscalização na fronteira. Com informações mais precisas sobre o fluxo de viajantes, a Receita Federal poderá direcionar equipes e recursos para situações consideradas de maior risco.
A implantação do sistema, porém, não altera as regras atualmente aplicadas aos viajantes que entram no Brasil pela Ponte da Amizade.
A proposta é conciliar a segurança aduaneira com a circulação de milhares de pessoas que atravessam diariamente a fronteira entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este.
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