Flávio supera Lula em gastos e acelera campanha nas redes
Com R$ 70,3 milhões declarados ao TSE, candidato do PL ultrapassa campanha petista por R$ 4,7 milhões a treze dias do segundo turno
A treze dias da votação do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, marcada para o dia 25 de outubro, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) ultrapassou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no volume total de despesas declaradas à Justiça Eleitoral. Segundo dados registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e verificados em 12 de outubro, a campanha de Flávio soma R$ 70,29 milhões em gastos, enquanto a candidatura petista registra R$ 65,60 milhões, uma diferença de aproximadamente R$ 4,7 milhões.
Os números representam as despesas informadas oficialmente pelas próprias equipes ao TSE. O registro não significa necessariamente que todos os valores já foram quitados, tampouco serve como indicador direto de eficiência eleitoral do dinheiro investido.
Aumento das despesas após a primeira votação
A virada nos valores ocorreu no intervalo entre as duas etapas do pleito. Ao final do primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio havia declarado R$ 65,19 milhões.
Com a atualização mais recente, a candidatura do PL adicionou cerca de R$ 5,1 milhões à sua prestação de contas, enquanto a campanha de Lula permaneceu na faixa dos R$ 65,6 milhões.
Teto de gastos: O limite legal fixado para cada candidatura presidencial considerando os dois turnos é de cerca de R$ 133,4 milhões.
Teto consumido: Com os valores atuais, Flávio Bolsonaro comprometeu pouco mais da metade do limite permitido; a campanha de Lula está em patamar próximo da metade do teto.
Redes sociais e guerra digital no TSE
A composição financeira revela uma clara escolha de estratégia política: a campanha bolsonarista concentrou parcela significativa dos novos recursos no impulsionamento e em estratégias para o ambiente digital. O movimento coincide com o acirramento das disputas judiciais nas plataformas, que já gerou representações no TSE sobre alcance de publicações, remoção de conteúdos e checagem em canais de mensagem como o WhatsApp.
Recentemente, a campanha de Lula acionou a Justiça Eleitoral após identificar queda no alcance orgânico de conteúdos do candidato. Em resposta, a Meta declarou que o problema decorreu de uma falha técnica pontual na plataforma.
Cenário para a reta final
Flávio Bolsonaro fechou o primeiro turno numericamente à frente e mantém a liderança nas primeiras pesquisas divulgadas para o segundo turno. Para reverter o cenário, a campanha petista aposta na combinação de atos de rua, programa em horário eleitoral gratuito e reação no ecossistema digital.
A capacidade orçamentária de cada lado sustenta a produção audiovisual, impulsionamento de anúncios, eventos e estruturas regionais. Como as prestações de contas junto ao TSE recebem atualizações contínuas até a consolidação final do pleito, novos aportes podem alterar a margem entre os dois candidatos nas próximas semanas.
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