Anvisa proíbe venda e uso de canetas de tirzepatida e retatrutida irregulares
Agência determinou a apreensão de produtos sem registro, notificação ou cadastro e proibiu fabricação, comércio, distribuição, transporte, propaganda e uso de seis peptídeos e medicamentos
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e proibiu a fabricação, venda, distribuição, armazenamento, transporte, divulgação e uso de medicamentos e peptídeos sem registro, notificação ou cadastro na agência.
A medida foi publicada nesta terça-feira (6) no Diário Oficial da União e inclui produtos comercializados como itens destinados a pesquisa, mas que, segundo a Anvisa, apresentavam indícios de potencial uso humano.
Entre os produtos proibidos estão as canetas Tirzegen 60 mg, de tirzepatida, e Retagen 40 mg, de retatrutida, ambas da Oxygen Pharm. Também foi incluído o Retatrutide 40 mg, da Alluvi Healthcare.
A lista ainda inclui produtos das marcas Alluvi Healthcare, Oxygen KW Pharma e Synedica Labs.
Quais produtos foram proibidos?
Segundo a Anvisa, os produtos atingidos pela resolução são:
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BPC157 & TB500 40 mg, da Alluvi Healthcare;
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NAD+ 1.000 mg, da Synedica Labs;
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Tirzegen 60 mg Tirzepatida, da Oxygen Pharm;
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Retagen 40 mg Retatrutide, da Oxygen Pharm;
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Glow GHK-CU 70 mg, da Alluvi Healthcare;
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Retatrutide 40 mg, da Alluvi Healthcare.
A agência informou que os produtos eram anunciados e comercializados em sites como Peptídeos do Brasil e Peptídeos Pro.
Embora as páginas apresentassem os itens como produtos destinados a pesquisa, a Anvisa identificou indícios de que eles poderiam ser utilizados por pessoas.
Produtos não têm registro na Anvisa
De acordo com a resolução, os produtos são fabricados por empresas desconhecidas e não possuem registro, notificação ou cadastro na Anvisa.
Por isso, a determinação não se limita aos sites onde os produtos foram encontrados. A proibição alcança quaisquer pessoas físicas ou jurídicas e também veículos de comunicação que comercializem ou divulguem os produtos.
A Anvisa já vem intensificando a fiscalização sobre medicamentos e peptídeos irregulares. Em setembro, a agência informou que operações conjuntas com a Polícia Federal e a Receita Federal resultaram na apreensão de centenas de unidades de tirzepatida, retatrutida e GHK-Cu no Aeroporto do Galeão.
Retatrutida ainda é experimental
A retatrutida é uma substância que ainda está em fase de pesquisa. A própria Anvisa informou que o produto não está disponível para venda em nenhum país e que não possui registro para comercialização.
Já a tirzepatida possui medicamentos regularizados no Brasil. A Anvisa, por exemplo, aprovou o Mounjaro, à base da substância, para determinadas indicações, incluindo controle crônico do peso em condições específicas.
Por isso, a decisão desta terça-feira se refere aos produtos irregulares listados na resolução, e não à proibição geral da tirzepatida regularizada pela agência.
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