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Vereador do Rio é preso em Londrina durante operação contra monopólio de internet ligado ao Comando Vermelho

Fábio Silva Costa é investigado por suposta ligação de provedores de internet com esquema que, segundo a Polícia Federal, impunha serviços em comunidades cariocas por meio de ameaças e violência

Repórter Gazeta do Paraná · · 3 min de leitura
Vereador do Rio é preso em Londrina durante operação contra monopólio de internet ligado ao Comando Vermelho
— Crédito: Divulgação

O vereador do Rio de Janeiro Fábio Silva Costa foi preso em Londrina, no norte do Paraná, durante a Operação Backbone, deflagrada pela Polícia Federal para combater um esquema de monopólio no fornecimento de internet em comunidades cariocas atribuído ao Comando Vermelho (CV). Segundo a investigação, o parlamentar seria proprietário de provedores de internet ligados ao esquema.

Eleito para o primeiro mandato na Câmara Municipal do Rio de Janeiro pelo Podemos, Fábio Silva se apresenta no site oficial do Legislativo como empresário e gestor comunitário da Zona Norte. Sua biografia destaca a atuação como embaixador do projeto Onda Carioca, no Complexo do Chapadão.

Na eleição em que conquistou a vaga, o vereador declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 1,6 milhão. Entre os bens informados estavam participações societárias, dinheiro em espécie, crédito decorrente da venda de cotas de uma empresa e um objeto de arte recebido por herança.

Investigação apura ameaças e lavagem de dinheiro
A Operação Backbone investiga uma estrutura que, conforme a Polícia Federal, utilizaria ameaças e violência para controlar o fornecimento de internet em comunidades do Rio de Janeiro. A apuração também aponta o possível uso de empresas provedoras para lavar dinheiro proveniente das atividades criminosas.

Segundo os investigadores, integrantes da facção cortavam cabos e incendiavam caixas de distribuição de operadoras concorrentes, além de impedir reparos na rede. A estratégia teria como objetivo obrigar moradores e comerciantes a contratar serviços de empresas vinculadas ao grupo.

Provedores autorizados a atuar nas áreas dominadas também seriam pressionados a pagar taxas à organização criminosa para continuar operando.
A operação prevê mandados de prisão e de busca e apreensão, bloqueio de bens e valores e suspensão das atividades econômicas de empresas investigadas. A Polícia Federal também informou que serão adotadas medidas junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para preservar a continuidade dos serviços de internet aos moradores.

Encontros com lideranças políticas
Nas redes sociais, Fábio Silva publicou registros de encontros com lideranças e figuras políticas. Em uma das publicações, relatou uma reunião com moradores e representantes comunitários do Complexo do Alemão ao lado de Luciano Vieira, candidato a deputado federal, e João Drumond, que pretendia disputar uma vaga de deputado estadual.

A candidatura de João Drumond, neto do contraventor Luizinho Drumond, teve o registro negado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), em agosto. A decisão analisou apontamentos do Ministério Público Eleitoral sobre suspeitas ou indícios de ligação com organizações criminosas. Na ocasião, Drumond aguardava o julgamento de recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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