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Pedido de CPMI para investigar Lulinha e Roberta chega a 83 assinaturas

Requerimento apresentado por Coronel Fernanda e apoiado por Damares Alves precisa de 198 assinaturas para avançar no Congresso

Gabriel Porta · · 3 min de leitura
Roberta Luchsinger é investigada em inquéritos relacionados à Operação Sem Desconto
Roberta Luchsinger é investigada em inquéritos relacionados à Operação Sem Desconto — Crédito: Reprodução / Redes sociais

O pedido para criar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a empresária Roberta Luchsinger chegou a 83 assinaturas nesta segunda-feira (19).

O requerimento tem 54 deputados federais e 29 senadores entre autores, coautores e subscritores. Para que a comissão seja instalada, são necessários 198 apoios, sendo 171 deputados e 27 senadores.

A proposta foi apresentada pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT) e conta com o apoio da senadora Damares Alves (Republicanos-DF). O objetivo é apurar suspeitas de tráfico de influência, corrupção, favorecimento indevido e eventual utilização da estrutura do governo federal em benefício de interesses privados.

Pedido surgiu após declaração de Roberta

A movimentação no Congresso ganhou força depois de Roberta Luchsinger afirmar, em entrevista à CNN Brasil no sábado (17), que pretende propor um acordo de delação premiada. Segundo ela, há informações sobre possíveis irregularidades envolvendo Lulinha e integrantes do governo federal.

Roberta afirmou que não pretende preservar o filho do presidente caso decida colaborar com as investigações.

“Não vou poupar filho de presidente, não vou poupar ninguém. Porque o que está em questão é a verdade, e a verdade tem que ser dita, doa a quem doer”, declarou.

Na mesma entrevista, a empresária disse que Lulinha participou de reuniões com ministros do governo federal. Ela não apresentou provas de que Lula ou o filho tenham cometido crimes.

Roberta é investigada em inquéritos relacionados à Operação Sem Desconto, que apura irregularidades em descontos associativos aplicados a aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Damares pede proteção para empresária e filhas

Além de apoiar a CPMI, Damares Alves, que preside a Comissão de Direitos Humanos do Senado, encaminhou cinco ofícios pedindo que sejam avaliadas medidas de proteção para Roberta e as duas filhas dela.

A solicitação ocorreu após relatos de ameaças. Em entrevista à CNN Brasil, Roberta disse temer pela própria segurança e pela das filhas.

“Se algo acontecer comigo ou com as minhas filhas, a culpa é do Lula”, afirmou.

Os pedidos foram enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF), à Polícia Federal (PF), à Procuradoria-Geral da República (PGR) e aos ministérios da Justiça e dos Direitos Humanos.

A coleta de assinaturas para a CPMI continua. A proposta precisa alcançar 171 deputados e 27 senadores para atingir o número mínimo exigido para a instalação da comissão.

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