CMEI de Curitiba retoma aulas após invasão que deixou 13 crianças reféns
Unidade do bairro São Braz passa por revitalização para receber os alunos nesta quarta-feira (14); prefeitura amplia patrulhamento e anuncia novas medidas de segurança nas escolas
O Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) São Braz, em Curitiba, retoma as aulas nesta quarta-feira (14), cinco dias após a invasão que terminou com 13 crianças mantidas reféns dentro de uma sala. A unidade passa por revitalização, com limpeza, pintura e reorganização dos ambientes, em uma tentativa de reduzir os impactos emocionais provocados pela ocorrência.
A mudança nos espaços foi recomendada por psicólogos como parte das medidas para acolher os alunos no retorno às atividades. Segundo a Prefeitura de Curitiba, equipes da Secretaria Municipal da Educação foram mobilizadas para preparar o CMEI, incluindo a instalação de novos mobiliários.
De acordo com a administração municipal, quatro crianças chegaram a ser encaminhadas a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) após o episódio, mas receberam alta. Os estudantes, familiares e profissionais da unidade também terão acesso a atendimento psicológico.
Na sexta-feira (9), um homem armado com uma faca invadiu o CMEI e manteve 13 crianças reféns. Conforme as informações divulgadas pelas forças de segurança, ele teria espalhado combustível em uma sala e ameaçado atear fogo no local. Após cerca de três horas de negociação, o suspeito foi morto durante a intervenção policial. As crianças foram resgatadas sem ferimentos graves.
Prefeitura amplia patrulhamento nas escolas
Após a ocorrência, a Prefeitura de Curitiba anunciou o reforço da segurança nas unidades de ensino. A partir desta quarta-feira, o número de viaturas que realizam rondas nas escolas municipais deve passar de 10 para 20. O efetivo de guardas municipais envolvidos no patrulhamento também será ampliado de 20 para 40 agentes.
No entorno do CMEI São Braz, a previsão é manter uma viatura da Guarda Municipal em frente à unidade até o fim do ano.
A administração municipal também anunciou uma revisão das condições de segurança das escolas, incluindo muros, cercas, portas, controle de acesso e características do entorno. A proposta é verificar os mecanismos existentes e identificar eventuais necessidades de adequação.
Segundo o secretário municipal de Defesa Social, Rafael Ferreira Vianna, a revisão deverá alcançar todas as escolas de Curitiba até o fim do ano.
Botões de pânico e câmeras de monitoramento
Entre as medidas anunciadas está a instalação de botões de pânico em todos os Centros Municipais de Educação Infantil a partir de 2027. O equipamento já está disponível nas escolas municipais.
A prefeitura também prevê integrar as câmeras dos CMEIs à Muralha Digital, sistema de monitoramento que permite à Guarda Municipal acompanhar imagens e agilizar a resposta a ocorrências.
Outra possibilidade em avaliação é a manutenção de guardas fixos em algumas unidades de ensino. As medidas foram discutidas na terça-feira (13), durante uma reunião de emergência convocada pelo prefeito Eduardo Pimentel, com representantes das secretarias municipais de Educação e Defesa Social.
Além do reforço no policiamento e dos investimentos em equipamentos, a retomada das aulas no CMEI São Braz será acompanhada por ações de acolhimento psicológico. A prioridade é oferecer suporte às crianças, às famílias e aos profissionais da educação após o episódio.
Matérias relacionadas
Justiça do Rio condena homens por estupro coletivo de jovem de 17 anos
Condenado a quase 20 anos por estupro da enteada é procurado pela Polícia Civil no Oeste do Paraná
Megaoperação mobiliza mais de 500 policiais e cumpre mandados em Cascavel e outros estados
Acidentes caem 32,9% nas rodovias do Paraná no feriado
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.