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Vigilantes denunciam salários atrasados e cobram resposta do governo Ratinho Junior

Manifestação está marcada para esta quarta-feira (17), em Maringá. Trabalhadores terceirizados denunciam atraso no pagamento de salários e benefícios e cobram uma solução do Estado e da empresa responsável pelo contrato

Por Gazeta do Paraná

Vigilantes denunciam salários atrasados e cobram resposta do governo Ratinho Junior Créditos: Valter Campanato/Agência Brasil

A insatisfação de vigilantes que atuam em escolas estaduais da região de Maringá deve ganhar as ruas nesta quarta-feira (17). Trabalhadores terceirizados responsáveis pela segurança de unidades da rede estadual de ensino convocaram uma manifestação para denunciar atrasos salariais e cobrar providências do Governo do Paraná diante da situação que, segundo a categoria, já afeta dezenas de famílias.

O ato está previsto para ocorrer em frente ao Núcleo Regional de Educação (NRE) de Maringá e foi organizado pelo sindicato que representa os vigilantes. A principal reclamação é a falta de pagamento dos salários e de benefícios trabalhistas previstos em contrato, situação que tem provocado dificuldades financeiras para os trabalhadores e aumentado a tensão entre a categoria.

Segundo os organizadores do protesto, muitos profissionais seguem cumprindo normalmente suas jornadas de trabalho nas escolas estaduais, apesar das incertezas sobre quando receberão pelos serviços prestados. A categoria afirma que há trabalhadores enfrentando dificuldades para arcar com despesas básicas, como alimentação, transporte e contas domésticas.

O caso reacende o debate sobre os contratos terceirizados utilizados pela administração pública estadual. Embora os vigilantes prestem serviço em estruturas ligadas ao Estado, o vínculo empregatício é mantido com empresas contratadas para executar os serviços. Na prática, quando surgem problemas como atrasos salariais, trabalhadores acabam ficando no meio de um impasse entre a responsabilidade das empresas e o dever de fiscalização do poder público.

Representantes dos vigilantes afirmam que a mobilização busca justamente chamar a atenção para essa situação. O entendimento da categoria é que o Estado não pode se limitar ao papel de contratante e deve agir para garantir que as empresas cumpram suas obrigações trabalhistas, especialmente quando os serviços são prestados em órgãos públicos e unidades escolares.

A denúncia surge em um contexto de sucessivos relatos envolvendo trabalhadores terceirizados que atuam em contratos públicos. Em diferentes momentos dos últimos anos, categorias vinculadas a serviços de apoio, limpeza, alimentação e vigilância já relataram dificuldades semelhantes, levantando questionamentos sobre os mecanismos de fiscalização dos contratos e a proteção dos direitos trabalhistas. 

Os trabalhadores esperam que a manifestação desta quarta-feira pressione os responsáveis a apresentar uma solução imediata para o problema. A reivindicação central é simples: receber pelos serviços já prestados. Enquanto isso não ocorre, cresce a indignação de profissionais que seguem garantindo a segurança das escolas estaduais sem a certeza de quando o salário chegará à conta.

Créditos: Redação Acesse nosso canal no WhatsApp