Vídeo mostra ataque de síndico a corretora no subsolo de prédio em GO
Polícia aponta crime premeditado; vítima foi morta após descer ao subsolo do prédio em Caldas Novas
Créditos: Reprodução/Redes sociais
Imagens recuperadas do celular da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, mostram o momento em que ela foi atacada pelo síndico Cleber Rosa no subsolo do prédio onde morava, em Caldas Novas. O crime ocorreu em 17 de dezembro de 2025 e, segundo a Polícia Civil de Goiás, foi premeditado e cometido por motivo torpe.
De acordo com a investigação, Daiane desceu ao subsolo para verificar uma interrupção no fornecimento de energia elétrica em seu apartamento. Antes disso, ela gravou vídeos no elevador e enviou as imagens a uma amiga. O celular da vítima foi encontrado posteriormente na tubulação de esgoto do condomínio.
Imagens registraram emboscada
Um terceiro vídeo, interrompido durante a gravação, mostra parte da dinâmica do crime. Ao sair do elevador com os celulares em mãos, Daiane encontrou o síndico no subsolo. Ele aparece inicialmente usando luvas. O carro dele estava estacionado próximo aos quadros de energia e com a capota aberta.
Instantes depois, segundo a polícia, ele atacou a corretora por trás. No momento da agressão, estaria encapuzado. A corporação afirmou que a ação foi planejada. Veja o momento:
Desaparecimento e investigação
O corpo da vítima foi encontrado em 28 de janeiro, 43 dias após o desaparecimento, em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas. Segundo a investigação, o próprio suspeito indicou o local onde havia deixado o corpo.
De acordo com a polícia, Daiane foi morta com dois tiros na cabeça. Em depoimento, o síndico afirmou que agiu sozinho após uma discussão no subsolo do prédio. Ele relatou que colocou o corpo na carroceria de sua picape e deixou o condomínio.
A Polícia Civil informou que Cleber Rosa deverá ser indiciado por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, uso de meio que dificultou a defesa da vítima e ocultação de cadáver. Ele está preso desde o fim de janeiro.
Conflitos anteriores
As investigações apontam que Daiane e o síndico mantinham histórico de desavenças desde 2024. Segundo a polícia, os conflitos começaram quando o homem deixou de administrar os apartamentos da família da corretora.
Natural de Uberlândia, em Minas Gerais, Daiane havia se mudado para Caldas Novas para administrar seis imóveis da família no condomínio. Conforme a corporação, houve registros de problemas envolvendo interrupções de energia e outras situações que resultaram em ocorrências formais.
Poucos dias antes do crime, em 11 de dezembro, a Justiça havia decidido em favor de Daiane em um processo envolvendo o condomínio, que teria sido condenado ao pagamento de multa por danos morais. Para a Polícia Civil, a decisão pode ter influenciado a motivação do assassinato.
