Vereadores denunciam suposto sobrepreço em pisos e falta de funcionários nas escolas de Ponta Grossa
Guilherme Mazer aponta diferença de até 3,4 vezes no preço de pisos modulares, enquanto Geraldo Stocco relata escolas com apenas uma servente para até 18 salas
Por Valéria Mendes
Créditos: Divulgação
Na sessão desta quarta-feira (9), o vereador Guilherme Mazer (PT) subiu à tribuna para denunciar possíveis irregularidades na contratação de uma empresa pela Prefeitura de Ponta Grossa para o fornecimento de pisos modulares à rede municipal de Educação. O parlamentar também afirmou que os materiais instalados apresentariam problemas, como pisos levantados, deformações e acúmulo de água.
Mazer afirmou ter encontrado uma licitação da Secretaria Municipal de Esportes em que pisos modulares foram adquiridos por R$ 85,86 o metro quadrado, enquanto outra contratação, realizada pela Administração com recursos da Educação, teria adquirido material semelhante por R$ 297 o metro quadrado, valor cerca de 3,4 vezes maior. O vereador informou que pretende encaminhar uma representação ao Ministério Público do Paraná (MPPR) e ao Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR). “É uma judiação ver que a pasta da educação do município está sendo usada como uma fonte para o sobrepreço, para a licitação direcionada, para a vergonha da merenda, para a contratação de uma empresa que não tem condições de fazer a limpeza das escolas, que inclusive não está mandando material de limpeza para as escolas”, afirmou.
Mazer também criticou a empresa Gerencial, responsável por serviços de limpeza nas escolas municipais. Segundo o vereador, há falta de trabalhadoras nas unidades e a empresa não teria efetuado o pagamento de verbas rescisórias a funcionárias após o encerramento de contrato. De acordo com o parlamentar, a justificativa apresentada pela empresa seria a de que não havia recebido os valores do Município.
O vereador ainda relatou falta de materiais de limpeza em unidades municipais e questionou a permanência da atual secretária de Educação diante dos problemas apontados.
O vereador Geraldo Stocco (PV) também abordou a falta de servidores na rede municipal de ensino. Segundo ele, a Prefeitura retirou funcionárias responsáveis pela limpeza das escolas e haveria unidade com apenas uma servente para atender 17 ou 18 salas de aula.
Stocco destacou que a situação seria especialmente preocupante na educação infantil, onde o serviço envolve, além da limpeza das salas e refeitórios, a troca e higienização de roupas de cama e o atendimento às necessidades diárias das crianças.
Os vereadores também relataram casos em que professores e diretores estariam deixando temporariamente suas funções para realizar atividades relacionadas à preparação e distribuição da merenda e à limpeza das unidades devido à falta de funcionários.
As declarações fazem parte de uma série de críticas feitas por vereadores de oposição à gestão municipal na área da Educação. As denúncias apresentadas pelos parlamentares ainda dependem de apuração pelos órgãos de controle citados.
Créditos: Redação
