Corbelia Abril

Vereadora cobra andamento de pedido de quebra de decoro e pressiona Câmara de Guarapuava por definição

Alvo do pedido, Professora Terezinha, pressiona por definição; caso evidencia desgaste e impasse no Legislativo

Por Julia Maraschi

Vereadora cobra andamento de pedido de quebra de decoro e pressiona Câmara de Guarapuava por definição Créditos: -DirCom-Camara Municipal de Guarapuava

A vereadora Professora Terezinha Daiprai (PT) cobrou, em plenário, o andamento do pedido de quebra de decoro apresentado contra o próprio mandato na Câmara de Guarapuava. A parlamentar afirmou que quer uma definição formal sobre o caso, que segue sob análise interna do Legislativo.

O pedido de quebra de decoro — representação formal contra parlamentares que violam a ética, a dignidade ou as regras da Casa Legislativa — foi apresentado pelo vereador Pablo Almeida (PP), após uma declaração da parlamentar em sessão anterior. Na ocasião, durante um debate sobre violência contra a mulher, Terezinha afirmou que “homem mata”. O documento foi endossado por outros dez vereadores e encaminhado para análise da Mesa Executiva.

Durante a sessão, a parlamentar afirmou ser abordada nas ruas por moradores que a questionam sobre o andamento do processo e destacou “não aguentar mais” a situação em questão. Segundo ela, é imprescindível que a Câmara Municipal dê uma resposta objetiva sobre o ofício protocolado.

Apesar da formalização, o caso ainda não teve desdobramentos práticos, o que tem alimentado questionamentos tanto dentro quanto fora do Legislativo. Ao levar o tema novamente à tribuna, Terezinha sinalizou incômodo com a demora e tentou deslocar o foco do conteúdo da denúncia para a condução institucional do processo.

Durante a fala, a vereadora também expressou aguardar a manifestação dos parlamentares dentro do prazo estabelecido no processo, que prevê posicionamento dos vereadores antes de uma decisão final. Esse ponto reforça que, mesmo ainda em fase inicial, o caso já produz efeitos políticos.

O tema abordado não é novo dentro da Casa. Em março, o pedido havia provocado manifestações de apoio à parlamentar no plenário, com cobrança por uma definição. Desde então, a ausência de um desfecho tem contribuído para manter o assunto em evidência, tanto na Câmara quanto em debates públicos.

Outro elemento que prorrogou o desgaste foi a comparação, feita pela própria vereadora, com outros episódios recentes do Legislativo. Ainda que sem detalhamento em plenário, a referência indica uma percepção de tratamento desigual ou morosidade em processos internos, o que aprofunda o debate sobre critérios e prioridades da Câmara.

Sem entrar no mérito da declaração que originou o pedido, o caso passa a ganhar contornos mais amplos ao expor a dificuldade do Legislativo em lidar com conflitos políticos e institucionais. A pressão por uma definição tende a crescer à medida que o prazo para manifestação dos vereadores avança.

Espera-se que, nos próximos dias, a Câmara dê encaminhamento ao caso, seja com a continuidade do processo ou com uma decisão que encerre o episódio. 

 

Créditos: Redação Acesse nosso canal no WhatsApp