Vereador Dudu Barbosa se manifesta e nega envolvimento em propina
"Reitero, de forma categórica, que não tentei nem pratiquei qualquer dos atos mencionados nas matérias jornalísticas", afirma Dudu Barbosa após ser afastado do cargo
Créditos: Divulgação/CMT
Afastado do cargo por decisão judicial, o vereador Dudu Barbosa (MDB), de Toledo, afirmou por meio de nota à imprensa que ainda não foi oficialmente notificado e negou envolvimento nos fatos investigados.
Segundo o Ministério Público, as investigações indicam que, em 31 de outubro de 2024, Dudu e o vereador Bozó (PL) teriam pedido R$ 300 mil a uma empresa que buscava autorização da administração municipal para construir uma Central de Geração Hidrelétrica (CGH) no Rio São Francisco, na região da Estrada da Usina. A proposta legislativa envolvida no caso tratava da regularização de servidão administrativa, necessária para a passagem de tubulações da usina.
A decisão que determinou o afastamento dos parlamentares foi proferida pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Toledo, a partir de representação feita pela 4ª Promotoria de Justiça da cidade. O afastamento é válido por 180 dias. Segundo a Promotoria, os vereadores foram denunciados por corrupção passiva.
Em nota divulgada na manhã de terça-feira (05), a Câmara de Vereadores de Toledo confirmou que recebeu a decisão e já adotou as medidas legais e regimentais para seu cumprimento. A presidência da Casa destacou que o processo tramita sob segredo de Justiça e que todas as ações seguiram com total respeito à ordem judicial.
“A Câmara reforça seu compromisso com a transparência, a legalidade, o devido processo legal e o interesse público, com foco em manter a sua atuação pautada na ética e na responsabilidade institucional”, diz a nota. O Legislativo municipal também informou que permanece à disposição da sociedade e da Justiça para todos os esclarecimentos necessários.
Na denúncia que embasa o afastamento, o Ministério Público afirma que os parlamentares usaram de forma sistemática os cargos públicos que ocupam para favorecer interesses pessoais. “Essa situação alimenta a crise de representação, porque evidencia uma corrupção sistêmica e acarreta evidente prejuízo na confiança que deve existir entre a população e o poder público”, afirmou a promotora de Justiça Ana Claudia Luvizotto Bergo.
Segundo o MP, o afastamento dos parlamentares busca proteger o processo legislativo, o andamento das investigações e os direitos da coletividade.
Em nota enviada à reportagem da Gazeta do Paraná, Dudu Barbosa afirmou que sua atuação sempre foi pautada na ética e no respeito à população de Toledo. Ele disse confiar na Justiça e que espera provar sua inocência durante o processo. “Ainda não fui intimado formalmente da decisão de afastamento e não tive acesso aos autos da ação. Ressalto, com firmeza, que não participei de qualquer conduta ilegal ou imoral”, afirmou o vereador.
A Gazeta também aguarda manifestação oficial de Valdomiro Bozó, que até o fechamento desta edição ainda não havia se pronunciado. O espaço segue aberto.
Confira na integra o esclarecimento do vereador:
"A respeito das recentes reportagens veiculadas, informo que ainda não fui oficialmente notificado sobre o assunto mencionado.
Assim que houver a devida notificação, tomarei pleno conhecimento dos autos e prestarei todos os esclarecimentos necessários às autoridades competentes.
Reitero, de forma categórica, que não tentei nem pratiquei qualquer dos atos mencionados nas matérias jornalísticas. Tenho plena confiança na Justiça e estou à disposição para colaborar com o esclarecimento integral dos fatos.
Certo de que a verdade prevalecerá, coloco-me à disposição para contribuir com a elucidação dos acontecimentos de forma transparente e respeitosa".
