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Vacinação contra gripe em Londrina tem baixa adesão; veja onde se imunizar Créditos: Emerson Dias/ NCom

Vacinação contra gripe em Londrina tem baixa adesão; veja onde se imunizar

Secretaria Municipal de Saúde registra aumento nas notificações de doenças respiratórias; imunização está disponível em todas as UBSs para grupos prioritários, incluindo caminhoneiros e profissionais de segurança

Londrina segue com a campanha de vacinação contra a gripe voltada aos grupos prioritários, mas ainda enfrenta baixa adesão. Iniciada em 28 de março, a imunização está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS), tanto na área urbana quanto rural, com a aplicação da vacina trivalente contra o vírus influenza.

Dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) nesta quinta-feira (30) mostram que o município aplicou 68.944 doses até agora. Apesar disso, a cobertura vacinal geral está em 33,35%, bem abaixo da meta de 90% estabelecida pelas autoridades de saúde.

Entre os públicos atendidos, foram vacinados 43.202 idosos, o que representa 38,51% de cobertura nesse grupo. Já entre crianças de 6 meses a menores de 6 anos, foram 4.194 doses aplicadas, atingindo 12,12%. No caso das gestantes, 3.083 foram imunizadas, com cobertura de 67,40%. Os dados consideram o levantamento atualizado até a última terça-feira (28).

Além desses públicos, a vacinação também está liberada para outros grupos considerados de risco. Entre eles estão profissionais da saúde, pessoas com deficiência, pacientes com doenças crônicas, trabalhadores do transporte coletivo, portuários, funcionários dos Correios, caminhoneiros, integrantes das forças de segurança, das Forças Armadas, além de pessoas privadas de liberdade, funcionários do sistema prisional e jovens sob medidas socioeducativas.

Nas UBSs da área urbana, a vacinação ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h30. Para receber a dose, é necessário apresentar documento de identificação e, em alguns casos, comprovação do vínculo profissional ou condição de risco.

O avanço da campanha ocorre em um período de aumento de doenças respiratórias. Segundo a diretora de Vigilância em Saúde da SMS, Fernanda Fabrin, houve crescimento nas notificações de síndromes gripais nas últimas semanas em comparação ao mesmo período do ano passado. Além da influenza, também há circulação de outros vírus respiratórios, como rinovírus e vírus sincicial respiratório.

O vírus sincicial respiratório é uma das principais causas de infecções pulmonares em bebês e crianças pequenas. Para reduzir os riscos, o SUS oferece vacina para gestantes entre a 28ª e a 36ª semana de gravidez, disponível em Londrina desde dezembro de 2025. Já recém-nascidos prematuros ou com comorbidades podem receber o anticorpo monoclonal nirsevimabe, utilizado como forma de proteção adicional.

A Secretaria de Saúde também mantém o monitoramento contínuo dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. O acompanhamento inclui dados de atendimentos diários, notificações registradas nos sistemas do Ministério da Saúde, exames laboratoriais e internações.

Duas unidades funcionam como referência nesse monitoramento em Londrina: o Pronto Atendimento Infantil e a UPA do Jardim Sabará. Nessas unidades, são coletadas semanalmente amostras de pacientes para identificar os vírus em circulação. A coleta também ocorre em pacientes internados e em moradores de instituições de longa permanência que apresentam sintomas respiratórios.

 

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