TSE lança Semana das Urnas Eletrônicas para reforçar transparência nas eleições
Tribunal Superior Eleitoral promove demonstrações técnicas, visitas guiadas e ações educativas para explicar o funcionamento das urnas eletrônicas e combater a desinformação durante as eleições de 2026
Créditos: Marcello Casal JrAgência Brasil
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) intensificou as ações voltadas à transparência do processo eleitoral e à defesa do sistema eletrônico de votação. Na segunda-feira (3), a Corte lançou oficialmente a primeira edição da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, iniciativa que reúne atividades educativas, demonstrações técnicas e visitas guiadas para apresentar à população o funcionamento das urnas eletrônicas.
O objetivo é ampliar o conhecimento dos eleitores sobre o sistema de votação e combater a disseminação de informações falsas durante o período eleitoral.
Demonstração pública do funcionamento das urnas
Como parte da programação, o coordenador de Tecnologia do TSE, Rafael Azevedo, realizou uma demonstração pública em que desmontou uma urna eletrônica e apresentou seus principais componentes.
Durante a apresentação, ele explicou o funcionamento do equipamento e destacou que, embora a estrutura física seja relativamente simples, o sistema conta com diversas camadas de segurança destinadas a proteger a integridade da votação.
Nunes Marques reforça transparência
Na abertura do segundo semestre do Judiciário Eleitoral, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, convidou a população e os partidos políticos a conhecerem de perto o sistema eletrônico de votação.
"As portas da Justiça Eleitoral permanecem abertas para quem deseja conhecer, acompanhar e fiscalizar o processo eleitoral", afirmou.
Segundo o ministro, a transparência é um dos pilares para fortalecer a confiança da sociedade nas eleições brasileiras.
Combate à desinformação continua
A Justiça Eleitoral mantém como uma de suas prioridades o enfrentamento à desinformação sobre as urnas eletrônicas.
Nos últimos dias, o tema voltou ao debate após declarações do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que repetiu alegações já contestadas anteriormente pelo TSE sobre o sistema eletrônico de votação.
O episódio reacendeu a discussão sobre a importância de ampliar o acesso às informações técnicas sobre o funcionamento das urnas.
Sistema passa por fiscalização permanente
O TSE destaca que o sistema eletrônico de votação é submetido a diversos mecanismos de fiscalização antes de cada eleição.
Desde 2002, os códigos-fonte das urnas ficam disponíveis para inspeção por entidades fiscalizadoras. Já desde 2009, a Justiça Eleitoral promove testes públicos de segurança, nos quais especialistas tentam identificar eventuais vulnerabilidades em ambiente controlado.
Além disso, o processo inclui cerimônias públicas de assinatura digital e lacração dos sistemas, bem como testes de integridade e votação paralela realizados durante as eleições.
Segundo o tribunal, até hoje não foi identificado qualquer indício de manipulação dos resultados eleitorais por meio do sistema eletrônico de votação.
Jurisprudência contra ataques infundados
A Justiça Eleitoral também possui precedentes relacionados à divulgação de informações falsas sobre as urnas eletrônicas.
Um dos principais casos ocorreu com o ex-deputado Fernando Francischini, que teve o mandato cassado após decisão da Justiça Eleitoral por divulgar informações falsas sobre o sistema de votação durante uma transmissão ao vivo realizada no dia das eleições de 2018.
Para o TSE, ações de transparência e fiscalização pública buscam fortalecer a confiança da população no processo eleitoral e garantir que partidos, candidatos e eleitores possam acompanhar todas as etapas do funcionamento das urnas eletrônicas.
